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Grupo Almofadinhas ressignifica a arte do bordado em nova exposição em Belo Horizonte

(Belo Horizonte)

No próximo dia 3/02, 16h, sábado, abre no Viaduto das Artes em Belo Horizonte a exposição Almofadinhas, de Fábio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz, com curadoria de Shannon Botelho.

Almofadinhas reúne três artistas contemporâneos - Fábio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz - numa mostra que será realizada de 03 de fevereiro a 29 de março de 2024, no Viaduto das Artes, um espaço cultural e multidisciplinar instalado na região do Barreiro (Avenida Olinto Meireles, nº 45), com obras que variam desde almofadas bordadas até instalações suspensas e de parede.

A abertura acontece no próximo sábado, 03 de fevereiro, de 15h as 19h, com visita guiada pelos artistas e o curador Shannon Botelho.



A Mostra "Almofadinhas" é realizada com recurso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. A programação inclui oficina presencial, visita guiada e roda de conversa. As atividades são gratuitas e têm como propósito desmistificar o papel masculino em ofícios considerados exclusivamente femininos, como o bordado, proporcionando aos participantes uma experiência de caráter educativo.

O evento é destinado ao público em geral. Já a oficina virtual é voltada para estudantes de escolas públicas de Belo Horizonte e Região Metropolitana de BH, e as informações serão divulgadas no Instagram (@grupo_almofadinhas). Para os estudantes, são oferecidas também visitas guiadas, que devem ser agendadas pela direção da escola através do e-mail do Viaduto das Artes (viadutodasartes@gmail.com).



OS ARTISTAS

Fábio Carvalho é formado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e frequentou cursos livres no MAM-Rio, Itaú Cultural, EBA/UFRJ, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Centro Cultural Banco do Brasil, entre outras instituições. Integrou importantes projetos de mapeamento da produção de arte no Brasil e realizou dezenas de exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais, com ênfase para sua participação, como artista convidado, na XXII Bienal de Cerâmica, realizada em Aveiro (Portugal), em 2015, com curadoria do espanhol Xohan Viqueira, e na VI Bienal de Cuenca, no Museo de Arte Moderno (Equador), em 1998, com curadoria de Icléia Cattani.

Rick Rodrigues é graduado em Artes Plásticas, Mestre em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e formado em Arte Contemporânea pelo Prêmio Energias nas Artes, Instituto Tomie Ohtake e Instituto EDP. Natural de João Neiva/ES, onde reside, já realizou uma série de exposições individuais, como Tratado geral das grandezas do ínfimo, na Galeria de Arte Ibeu, no Rio de Janeiro (RJ), em 2019, com curadoria de Cesar Kiraly. Ministrou cursos e participou de residências artísticas, feiras, festivais, rodas de conversa, mesas de debate e apresentações. Possui obras em acervos institucionais e particulares e, em Vitória, é representado pela OÁ Galeria - Arte Contemporânea.

Rodrigo Mogiz é Artista Visual, graduado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desde 2003, se dedica ao bordado como desenho e pintura, estabelecendo conexões entre o artesanato e o design, buscando reflexões sobre relações afetivas a partir da sua homoafetividade e da tradição do bordado. Realizou cerca de 10 exposições individuais e participou de 52 coletivas em Belo Horizonte, onde vive e trabalha, e em outras localidades do país e exterior. Sua mais recente exposição foi a coletiva Tramas da Memória, da qual foi também curador, reunindo 26 artistas de Minas Gerais que atuam com arte têxtil contemporânea, no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, em 2022.

O CURADOR

Shannon Botelho é crítico de arte, curador independente e professor no Departamento de Artes Visuais do Colégio Pedro II (RJ). É doutor em História e Crítica da Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes/UFRJ em parceria com a École des Hautes Études en Sciences Sociales/CRBC (Paris). É representante do Comitê de História, Teoria e Crítica de Arte da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP). Foi curador em 16 exposições, entre elas, Balangandãs (Zipper Galeria-SP 2018), Da Linha, o Fio (BNDES-RJ 2019), Estruturas Improváveis (Casa das Artes- Tavira 2020), Água Banta (MMGV-RJ 2022) e Coração na Mão (Le Salon H – Paris, 2023).




ALMOFADINHAS

No ano de 1919, meses após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), um concurso incomum mobilizou a cidade de Petrópolis (RJ). As notícias destacavam que rapazes elegantes haviam se reunido para definir quem se sobressaía na arte de bordar e pintar almofadas trazidas da Europa, especialmente para a ocasião. O escritor Raimundo Magalhães, pesquisador e conhecedor dos costumes da época, conta que o termo “almofadinha” teria surgido naquele momento para designar “tipos afetados, cheios de salamaleques e não-me-toques”. Quase um século depois, três artistas, Fábio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz, subverteram a nomenclatura utilizada para ridicularizar aqueles homens que bordavam na Região Serrana Fluminense e se organizaram em um coletivo artístico que possui como foco de interesse o desenvolvimento de poéticas visuais centradas no bordado.

No ano de 2017, o coletivo apresentou em Belo Horizonte uma exposição que revelava ao público não somente suas obras em bordado, mas também seu pensamento e posicionamento diante de tão grandes desafios. O grupo seguiu produzindo, cada qual em seu lugar – cada um dos artistas vive em uma cidade diferente: Rio de Janeiro, João Neiva e Belo Horizonte –, apresentaram seus trabalhos coletivamente ou individualmente em outros espaços e agora retornam à cidade para apresentar alguns trabalhos inéditos e uma exposição com outro recorte e curadoria. Desde então, o tecido social em todo país foi intensamente desgastado pela polarização política, pela crise econômica e, sobretudo, pelo avanço da lógica individualista que rege o tempo presente. Por esta razão é possível perceber, no contexto da exposição, mudanças significativas nos modos de apresentar os trabalhos, seus temas e suportes. Se por um lado as identidades e visualidades parecem permanecer, os sujeitos e contextos sofreram transformações significativas.

Desde o episódio de Petrópolis em 1919, infelizmente, muito preconceito e ignorância permanecem. Mais do que nunca, a perseguição e censura aos comportamentos tidos como desviantes de um certo padrão conservador – aquele que cumpre com os estereótipos impostos por uma sociedade retrógrada, da “moral e bons costumes” – avançam em marcha assustadora. Para muitos ainda parece estranho, ou mesmo emasculante, quando homens se dedicam a atividades normalmente percebidas, pela maioria, como “coisa de mulher”: o ato de bordar lenços, paninhos de mesa e almofadas, pintar pratos de porcelana, construir objetos delicados com flores e borboletas, discutir questões de afeto, memória e sexualidade. Para os padrões de pensamento limitado, estas atividades humanas são impossíveis de coexistir lado a lado a sua noção de masculinidade. No contexto social geral, ao menos desde a Idade Média homens que bordam, certamente, não são uma novidade. No meio artístico tampouco. Bispo do Rosário e Leonilson, figuram como exemplos recentes de artistas que consolidaram as suas poéticas por meio dos bordados. Este também é caso de Fábio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz.

Nesta exposição cada uma das obras reflete os momentos de sua própria criação e discutem as situações em que se encontram os artistas, constituindo através de suas formas, imagens e cores, narrativas singulares. No caso de Fábio Carvalho e Rick Rodrigues, por exemplo, percebemos que as armas – tema tão em voga no Brasil recente – aparecem nos trabalhos operando como signos das violências reais e simbólicas sobre os corpos e existências não hegemônicas. Já nos trabalhos de Rodrigo Mogiz, a cor é destacada e ganha outras funções, uma vez que opera como veículo de informação e definição. Camuflagens e arco-íris, figuras e textos, utensílios de bordar e objetos prosaicos passam a operar nesta exposição como agentes discursivos, ou melhor, como elementos que ratificam a diversidade, a não violência e a pluralidade – de pensamento e de existência – como sendo formas de interação com o mundo. Por esta razão os trabalhos dos três artistas estão apresentados na galeria sem uma delimitação exata, como espaços a serem ocupados por um ou outro. Cada obra apresenta a outra, completando aquilo que coletivamente é construído. Como discursividade unívoca do coletivo, esta exposição trata do presente, reflete o passado e mira outros futuros possíveis, em que pesem mais as pluralidades, os saberes coletivos, a horizontalidade das relações e a valorização do afeto como um instrumento efetivo de transformação perene do mundo.

Shannon Botelho
janeiro 2024


SERVIÇO:

exposição Almofadinhas

Abertura - 03/02 (sábado) - 15h às 19h
Visitação - 05/02 a 29/03 (segunda a sexta) – 10h às 17h
Agendamentos Escolares - viadutodasartes@gmail.com

Viaduto das Artes
Avenida Olinto Meireles, nº 45
Barreiros, Belo Horizonte, MG

Produção e Coordenação - Natalia Azevedo




[ Natureza Camuflada - Fábio Carvalho ]

(Online)
a partir de: 14/04/2022, quinta sexta 19h
até: Exibição por demanda, disponibilidade permanente no link abaixo
local: tinyurl.com/naturezacamuflada


Em 2019 Fábio Carvalho participou da W Residência Artística em Ribeirão Preto. A residência aconteceu em um casarão cercado por um enorme jardim tropical luxuriante. Lá, como resultado da imersão na residência, o artista criou a obra Albarrada, uma série de azulejos de papel pintados à mão com desenhos autorais de plantas do jardim e das imediações da residência artística, combinadas com figuras militares.

A partir desta experiência, Fábio Carvalho começou a criar uma série de novos trabalhos em bordado, fotografia, desenho, gravura digital, objetos, vídeo e até instalação. Esta nova série de trabalhos responde pelo título geral Natureza Camuflada, que ao partir de plantas ornamentais como seu “assunto”, acaba por renovar e ampliar sua discussão dos últimos 13 anos sobre estereótipos de gênero.


No próximo dia 14 de abril, quinta, às 19h, o artista lançará o vídeo documentário inédito Natureza Camuflada – O que é preciso mascarar para (r)existir socialmente?, onde apresenta esta nova produção nos últimos quatro anos, de 2019 a 2022, bem como alguns trabalhos anteriores que já apontavam este caminho, mesmo que ainda não de forma consciente.


O uso de elementos botânicos foi sempre uma constante nas obras de Fábio Carvalho, por representarem, no imaginário popular, um contraponto feminino aos símbolos de virilidade. Entravam nas obras como ornamentação provocadora aos estereótipos de “homem macho”. Num certo momento, o artista também começou a usar ilustrações de pássaros e insetos em suas obras. Mais para frente, o que antes era ornamento, contraposição, provocação, gradualmente tornou-se assunto.

Este projeto contou com o patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Cultura Presente nas Redes 2.


#SececRJ #CulturaPresente #CulturaPresentenasRedes2 @sececrj 

FICHA TÉCNICA
Concepção, produção, roteiro, revisão, edição, obras, narração: Fábio Carvalho 
Fotos e vídeos (exceto onde indicado outro autor): Fábio Carvalho 
Instagram: @fabiocarvalho2105

SERVIÇO
DIA E HORÁRIO (ESTRÉIA):  14 de abril, quinta, 19h
DURAÇÃO: Exibição por demanda, disponibilidade permanente no link acima.
DADOS TÉCNICOS: vídeo, cor, estéreo, Full HD 1080p, 30 minutos.

[ Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte ]

(São Paulo - SP) 
abertura: 26/11/2020 
visitação: 26/11/2020 a 08/05/2021


Obras de arte históricas e contemporâneas, nacionais e estrangeiras, que refletem sobre o lugar do bordado na arte dos séculos XX e XXI compõem a exposição inédita Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte, em cartaz a partir de 26/11 no Sesc Pinheiros - SP. 

A mostra reúne 39 artistas de diferentes gerações e pesquisas, como "Almofadinhas" (Fábio Carvalho, Rick Rodriguez, Rodrigo Mogiz ), Ana Bella Geiger, Bispo do Rosário, Leonilson, Nazareth Pacheco, Rosana Paulino e Zuzu Angel, e tem curadoria de Ana Paula Cavalcanti Simioni. Em comum, suas obras apresentam subversões dos sentidos tradicionalmente atribuídos a essa prática, tais como o de obras como sensíveis, delicadas e "femininas".

Fábio Carvalho - Fado Indesejado

Historicamente, o bordado, tal como ocorreu com diversas outras práticas artísticas, como a tapeçaria, vitrais e mobiliário, foi relegado pelo circuito acadêmico da Europa do século XVI à condição de uma "arte menor", ao contrário do que ocorreu com a pintura e escultura que foram, então, elevadas a "belas artes".

A exposição discute a ideia do bordado como um ornamento tido como fútil ou pouco funcional por meio de obras que incitam a pensar sobre diversos tipos de violência - contra a população infanto-juvenil, violência de gênero, violência racial, violência manicomial, gordofobia e LGBTQIA - tão disseminados na sociedade contemporânea.

Para a curadora Ana Paula Cavalcanti Simioni, "o bordado é uma prática artística carregada de significado. Frequentemente é associado a uma produção feminina, doméstica e artesanal. Essas associações, no entanto, não devem ser vistas como naturais, e sim como fruto de uma história da arte e da cultura que se construiu a partir de divisões e hierarquias que, hoje, precisam ser questionadas".

Estruturada a partir de dois módulos - Artificando o Bordado e Transbordamentos - a exposição traz ao público mais de 100 obras. A disposição dos trabalhos no espaço expositivo é, simultaneamente, histórica e temática. São criações realizadas por artistas de todos os gêneros que têm no bordado um meio expressivo e um contestador social.

Artistas que compõem a mostra: Aldo Bonadei, Anna Bella Geiger, Ana Miguel, Angela Od, Arpilleras, Beth Moysés, Bispo do Rosário, Brígida Baltar, Caroline Valansi, Edith Derdyk, Fábio Carvalho, Fernando Marques Penteado, Janaina Barros, Jeanete Musatti, Jucélia da Silva, Karen Dolorez, Leonilson, Letícia Parente, Lia Menna Barreto, Nara Amélia, Nazareno Rodrigues, Nazareth Pacheco, Nino Cais, Niobe Xandó, Paulo Lima Buenoz, Pedro Luis, Pola Fernandez, Regina Gomide Graz, Regina Vater, Rick Rodrigues, Rodrigo Lopes, Rodrigo Mogiz, Rosana Palazyan, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Sol Casal, Sonia Gomes, Teresa Margolles e Zuzu Angel.

Sobre a curadora: Ana Paula Cavalcanti Simioni é professora no Instituto de Estudos Brasileiros, da Universidade de São Paulo. É também orientadora credenciada junto ao programa "Culturas e Identidades Brasileiras (IEB-USP) e "Interunidades em Estética e História da Arte" (MAC-USP). Desde 2000, dedica-se ao estudo das relações entre arte e gênero no Brasil, destacando entre suas publicações "Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras, 1884-1922", EDUSP/FAPESP, 2008/2019. Foi também curadora da exposição "Mulheres artistas: as pioneiras (1880-1930), com Elaine Dias, na Pinacoteca Artística do Estado de São Paulo em 2015.

[ PARADA II ]

(Rio de Janeiro - RJ) 
abertura: 14/02/2020 sexta 17-20h
visitação: 14/02/2020 a 26/04/2020

O "Exército Monarca", de Fábio Carvalho, ocupará o Memorial Municipal Getúlio Vargas a partir de 14 de fevereiro, na instalação PARADA II

PARADA II, do artista carioca Fábio Carvalho, é uma instalação com mais de 700 bandeirinhas de papel de seda com impressão de soldados portando fuzil, com asas de borboleta saindo das costas, que ocupará a área de exposições temporárias do Salão Principal do Memorial Municipal Getúlio Vargas, com curadoria de Shannon Botelho. A impressão das bandeirinhas foi feita uma a uma, com o uso de carimbos de borracha produzidos à mão pelo próprio artista, a partir de um desenho original de sua autoria.


O uso da imagem da borboleta monarca (Danaus plexippus) em vários dos trabalhos de Fábio Carvalho vai muito além do fato de borboletas serem normalmente associadas ao universo feminino, frágil e delicado, que em oposição aos símbolos usualmente aceitos como masculinos, de força e virilidade, como os militares, formam a principal dialética da sua produção artística, que procura levantar uma discussão sobre estereótipos de gênero, e questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir.

Seu uso surge ainda como um contraponto à camuflagem dos uniformes militares. As borboletas monarca são tóxicas, e por isso evitadas pelos predadores. Há outras espécies de borboleta não venenosas que mimetizam o padrão exuberante da monarca, que assim são também evitadas pelos predadores. Camuflagem e mimetismo são estratégias opostas de sobrevivência e proteção, que objetivam confundir e enganar, ao se fingir ser algo que não se é.


As linhas de bandeirinhas são dispostas perpendicularmente às duas paredes, em sequência ordenada, começando do alto, descendo suavemente a cada nova fileira, até ficarem na altura do chão ao final do corredor da galeria. Desta forma, até um certo ponto se poderá entrar na instalação, até que a massa de bandeirinhas te impeça de seguir.

PARADA II é sobre ordem, a imposição de uma certa ordem, que padroniza, anula diferenças, ignora a diversidade, dita um ritmo, uma regra arbitrária de ocupação dos espaços, cartesiana, regular, mas que apesar de todo o esforço de padronização, de robotização dos corpos e mentes, a menor e mais singela interferência (a entrada de pessoas do público na exposição) já desestabiliza esta ordem rígida e monótona, insere movimento, poesia, beleza (através do movimento de ar gerado pelo deslocamento das pessoas no interior da instalação).

Pela primeira vez, desde que que os "Monarcas" surgiram em 2014, há algumas bandeirinhas vazias, em branco, em meio aos soldados alados. Seu significado, entretanto, o artista faz questão de manter em segredo - "eu acho muito mais interessante e rico que cada pessoa tente elaborar por si mesma o que seriam estes vazios, estas ausências", afirmou Fábio Carvalho.


Outro detalhe, mais sutil, é que de imediato vemos essa ordem/rigor, mas se olharmos de perto, de dentro, é uma aparência, uma fachada (precária); há defeitos, emendas, rasgos, amassados; a vida real, suja, orgânica, entrópica, sempre se impõem à ordem rígida e artifical, arbitrária, que para ser preservada exige trabalho, esforço, reforço, força (violência).

Fábio Carvalho, em atividade desde 1994, tem em seu curriculum 16 exposições individuais e mais de 150 coletivas, no Brasil e exterior. Integrou importantes projetos de mapeamento da produção emergente no Brasil nos anos 1990, e fez exposições por quase todo o território nacional, e já integrou mostras na Alemanha, Argentina, Cuba, Espanha, Equador, EUA, Inglaterra, Itália, Portugal, República Checa, entre outros. Participou de 7 Residências Artísticas em Portugal e 4 no Brasil.


SERVIÇO:

exposição PARADA II
de Fábio Carvalho
curadoria Shannon Botelho
Memorial Municipal Getúlio Vargas
Praça Luís de Camões, s/n, subsolo - Glória - Rio de Janeiro
Abertura 14.02.2020 sexta 17-20h.
Visitação 14.02.2020 a 26.04.2020
terça / domingo,  10h às 17h

[ Queereres ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 01/02/2020, 18h
até: 01/03/2020

Coletiva "Queereres" intensifica o debate sobre as questões de gênero

"E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total."
Respeito e dignidade.


Fábio Carvalho

Com curadoria de Paulo Jorge Gonçalves e Elmo Martins, a galeria Modernistas inaugura neste sábado, dia 1º, às 18h, a exposição "Queereres", coletiva que reúne obras de Ana Tavares, Cris Cabus, Eleonora Dobin, Elmo Martins, Fábio Carvalho, Luiz Rocha, Osvaldo Carvalho, Paulo Jorge Gonçalves, Thelma Innecco, Valéria Oliveira, Victor Arruda, Vitor Canhamaque e Will Barcellos.

Luiz Rocha

A visão contemporânea de 13 artistas, poetizando o fato de não serem excludentes e abraçarem a diversidade: a identidade e expressão de gênero e o atual e polêmico tema, assim como a orientação sexual.

"Do querer que há e do que não há em mim."

Em um período em que conceitos e conquistas duramente alcançados parecem estar retrocedendo, estes artistas enfatizam a urgência de visões plurais como manifestações de luta. A exposição aborda as pautas LGBTQIA+, assim como a identidade de gênero, a expressão de gênero, orientação sexual e sexualidade.

Eleonora Dobin

"Queereres" poderá ser visitada até 1º de março. A galeria Modernistas fica na Rua Paschoal Carlos Magno 39, em Santa Teresa.

*via UmOlhar.net >>

[ Horizontes – A paisagem nas coleções MAM Rio ]

[Rio de Janeiro]
de: 10/11/2018
até: 10/03/2019



Horizontes – A paisagem nas coleções MAM Rio parte de uma triologia de mostras sobre os gêneros da pintura clássica: retrato, paisagem e natureza-morta. Se a discussão sobre gênero abrange hoje questões como identidade, discriminação, dominação, emancipação de minorias e do outro cultural, há alguns séculos tal termo restringia-se aos diferentes gêneros em que a pintura deveria ser concebida pelo artista e identificada pelo público.

Cícero Dias, Composição no. 11 - 1951.

Reunindo vídeo, pintura, escultura, objeto, desenho, fotografia, gravura e instalação, a exposição reúne mais de 100 obras de quase 70 artistas de diferentes gerações, como Alex Flemming, Alfredo Volpi, Carlos Zilio, Cícero Dias, Daniel Murgel, Eduardo Coimbra, Fábio Carvalho, José Pancetti, Lucia Laguna, Regina Vater, Thereza Simões e Wanda Pimentel, entre outros. Partindo de pinturas de paisagem para revisitar - e também repotencializar - este que é um dos gêneros clássicos da pintura.

Todas as obras integram o acervo do MAM Rio, pertencentes à coleção própria e à de Gilberto Chateaubriand.

Leda Catunda, Paisagem entrelaçada - 2006.
foto: Jaime Acioli

Horizontes, a paisagem nas coleções MAM Rio
curadoria Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes
MAM Rio
Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
até 10/03/2019
terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 18h

[ Serendipity ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 02/02/2019
até: 01/03/2019

Sábado, dia 2/2, de 16h às 19h, inaugura a exposição Serendipity, na C.galeria, no Jardim Botânico (Rio de Janeiro). Serendipity é o projeto anual da C.galeria onde seus próprios artistas representados, artistas de fora e o público em geral interagem e participam de alguma forma. Nesse ano, foi realizada uma chamada aberta para que artistas brasileiros enviassem seus portfólios. Foram selecionados para a exposição coletiva 10 artistas que apresentarão seus trabalhos na galeria.

Fábio Carvalho - série "Hora do Rancho"

Cibelle Arcanjo - "Maternidade"

Yhuri Cruz - obra da série "Criptas"

A palavra Serendipity significa feliz descoberta ao acaso, sorte de encontrar algo preciso onde não estávamos procurando e forma especial de criatividade; alia perseverança, inteligência e senso de observação.

Os artistas selecionados pelo curador Luiz Otávio Zampar foram: Allan SieberBruno Portela, Cibelle Arcanjo, Fábio Carvalho, Liana Nigri, Marcelo Oliveira, Nathan Braga, Tangerina Bruno e Yhuri Cruz.

Nathan Braga - "À tua imagem e semelhança"

Bruno Portela - "Repartição Pública"
Tangerina Bruno - "Para dar a forma é preciso tirar a forma"



Serviço:
exposição Serendipity
C.galeria
rua Visconde de Carandaí 19, Jardim Botânico, RJ
abertura: 02/02/2019
até: 01/03/2019

[ W Residência Artística | Verão 2019 | 5ª edição ]

(Ribeirão Preto)
início: 18/02/2019
até: 27/02/2019


A partir de 18/fev, Evandro Angerami (SP), Fábio Carvalho (RJ) e Santacosta (SP) participam da 5ª edição do programa W Residência Artística, em Ribeirão Preto - SP.

Evandro Angerami (SP), Fábio Carvalho (RJ) e Santacosta (SP)

​​A W Residência Artística é um programa com três edições anuais. ​​As residências acontecem na antiga casa da artista Weimar Amorim​​, onde ela viveu por mais de trinta anos. ​​​O projeto é coordenado pelo artista Elcio Miazaki. ​As atividades ​da W Residência Artística ​estão associadas a outro núcleo pertencente à mesma artista, o CAC W - Centro de Arte Contemporânea W, este sendo resultado dos trabalhos realizados durante 9 anos pelo ​​W Espaço de Arte. ​Localizada em região de grande concentração de espaços consagrados à arte contemporânea, a exemplo da Galeria Marcelo Guarnieri e do Instituto Figueiredo Ferraz, a residência W promove encontros de artistas de diferentes linguagens.

A residência do CACW tem por finalidade promover interlocução e aproximação entre artistas de diferentes regiões do Brasil, em uma cidade deslocada dos grandes centros. O forte envolvimento com a cena artística contemporânea faz de Ribeirão Preto um destino para artistas, resultado do trabalho realizado há anos pelo Museu de Arte de Ribeirão Preto. A primeira edição da Residência aconteceu em julho de 2017,  ao longo de dez dias de imersão. Ao final do processo da residência artística, a casa é aberta ao público para uma conversa.


Evandro Angerami é mestre em Artes Visuais pela New York Studio School of Painting, Drawing and Sculpture, e fez Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais no Centro Universitário de Belas Artes de São Paulo. O artista viaja a lugares cada vez mais longínquos de sua cidade natal para estudar a história e a prática dos clássicos. Quanto mais atual é a produção de Angerami, mais ela se encontra com antigos e traça paralelos entre técnicas tradicionais de pintura e abordagens conceituais contemporâneas. As inúmeras imersões e residências artísticas se encontram com sua característica mais pessoal de metamorfosear-se com o universo ao qual se propõe a mergulhar. Suas expedições para pintura ao ar livre. Divide-se, então, sua produção em duas vertentes: estúdio e ar livre. Numa encontram-se versões criadas em ateliê de suas paisagens da memória, onde o artista encontra-se com suas referências e se permite criar universos imaginários. Noutra, absorve as camadas alcançadas pelos olhos, interpreta a mudança de luz nos ambientes externos conforme o tempo passa e vivencia por horas cada espaço e suas vidas.

Obra de Evandro Angerami

Fábio Carvalho integrou importantes projetos de mapeamento da produção emergente no Brasil nos anos 1990, e fez exposições por quase todo o território nacional, e já integrou mostras em 22 cidades de 15 países. Já participou de 7 residências artísticas em Portugal e 2 no Brasil. Sua produção artística é uma reflexão sobre os elementos que constituem as expectativas e as representações de gênero e sexualidade, e opera na superposição e conflito entre os signos aceitos por grande parte da sociedade como masculinos e viris de uma lado, versus femininos do outro, do delicado e sensível. Em seus trabalhos, Fábio Carvalho procura apontar as fragilidades ocultas por trás da máscara de homem viril bruto. Visa ainda questionar estereótipos de gênero e a noção geral de que força e delicadeza, virilidade e poesia, vulnerabilidade e masculinidade são qualidades humanas impossíveis de existir lado a lado; quer lembrar que não existe uma forma “correta” de ser homem, e que na diversidade e variedade de comportamento, gosto, atitude, há muito mais força e riqueza.

Obra de Fábio Carvalho

Santacosta é bacharel em design de moda pela Universidade Anhembi Morumbi e também cursou artes visuais na FAAP. Participou de cursos livres no MAM-SP, Escola Panamericana, London University of the Arts, em ateliês de artistas e atualmente faz parte do grupo de acompanhamento Hermes Artes Visuais. Participou de exposições em diversos estados do Brasil e em Hong Kong. O artista tem desenvolvido um trabalho de interação entre a pintura e o objeto,  e como essas mídias se entrelaçam refletindo situações, movimentos e espectros do cotidiano, explorando um viés psicológico em suas composições. Partindo da união de diversos materiais, Santacosta cria colagens entre telas, madeiras, blocos de concreto, diferentes tintas, entre outros objetos convencionais que estimulam suas tensões, e assim remetem a uma assemblage urbana: reflexos e estilhaços de grandes metrópoles do globo.

Obra de Santacosta

[ Projeto Identidades – 2ª edição ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 25/10/2018 - 17h
até: 26/02/2019

Galeria Aliança Francesa inaugura exposição que reúne cerca de 25 obras de 17 artistas que oferecem uma reflexão sobre a extensa gama de entendimentos que a identidade suscita em cada um de nós


Sob a curadoria de Osvaldo Carvalho, a exposição traz obras de Ana Paula Albé, Benoit Fournier, Eduardo Mariz & Osvaldo Carvalho, Fábio Carvalho, Gabriela Massote, Gian Shimada, Isabel Löfgren & Patricia Gouvêa, Marcelo Carrera, Mayra Rodrigues, Paulo Gil, Paulo Jorge Gonçalves, Raimundo Rodriguez, Rogério Reis, Vincent Catala e Vincent Rosenblatt.

obra de Fábio Carvalho

Em sua segunda edição no Rio de Janeiro – a primeira foi realizada há cinco anos, a mostra aborda as diversas óticas que a nossa identidade é entendida, partindo do ponto de vista de documento (material), que caracteriza determinada pessoa e a qualifica em origem a um grupo social, em que temos uma constituição jurídica do indivíduo legalizada pelo documento de que é portador, até as diversas formas de como nos vemos e como somos vistos perante a sociedade.

obra de Gabriela Massote

A exposição traz ao público imagens tratadas sob a ótica da diversidade de conceitos sobre identidade, quer seja no campo da sociologia, antropologia, filosofia ou mesmo da medicina legal.  “Sem dúvida, identidade pode ser a construção legal, histórica ou sociológica do ser, mas também é a medida pela qual cogitamos nossa própria existência”, explica o curador Osvaldo Carvalho.

obra de Paulo Jorge Gonçalves

O Projeto Identidades, em sua segunda edição, traz ao público, depois de cinco anos de sua primeira realização, perspectivas que ficaram latentes tanto no que se refere aos aspectos da percepção de identidades, quanto em visibilidade manifesta dessas mesmas identidades, isso em um momento que passamos por endurecimento óptico, em que as incapacidades de compreensão e acolhimento da diversidade são louvadas como virtudes. Os trabalhos apresentados nessa mostra invocam o enternecimento do olhar, seja pelas memórias adormecidas (ou reprimidas?) que despertam sob a luz da inevitabilidade, seja pelo resgate do amor-próprio, numa leitura multilinear que os artistas acatam cônscios da natureza solidária que os atrai ao outro, que os aproxima de realidades distintas das suas, tudo isso para reanimar esperanças vacilantes em dias de incertezas.

Seria preciso não um novo tratado antropológico, uma nova tese sociológica, nem mesmo uma nova doutrina filosófica, para respeitarmos o que, indevidamente, é dito como diferente, mas uma postura corajosa e humilde que reconhecesse o medo que se sente diante do abismo entre o eu e o outro. Ao invés de alargar as bordas desse precipício quão mais proveitoso nos seria construir pontes que nos levassem de uma extremidade a outra sob o fascínio do conhecimento, não porque aceitasse o fato de sua existência, ao contrário, porque sua existência seria, de fato, a aceitação de nós mesmos. 

Apontamos nos outros aquilo que hipocritamente ocultamos em nós.

obra de Raimundo Rodriguez

Nessa edição os trabalhos apresentados afinam o espectro poético visual que foi anunciado na edição anterior – como me vejo e como sou visto ainda é recorrente; contudo, ver o outro com sensibilidade cívica revela-se uma necessidade premente, urgência primeira frente a discursos de ódio e intolerância sociais. Assim é que este projeto tem desvelado camadas mais profundas do indivíduo: suas máscaras, máscaras alheias, vozes em seco e a secura na boca. Não há silêncio possível quando a escuridão se faz, é preciso gritar. Gritemos!

Serviço: 
Exposição Projeto Identidades – 2ª edição
Abertura e encontro com artistas: quinta-feira, 25 de outubro, a partir das 17 horas.
Artistas: Ana Paula Albé, Benoît Fournier, Eduardo Mariz, Osvaldo Carvalho, Fábio Carvalho, Gabriela Massote, Gian Shimada, Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa , Marcelo Carrera, Mayra Rodrigues, Paulo Gil, Paulo Jorge Gonçalves, Raimundo Rodriguez, Rogério Reis, Vincent Catala, Vincent Rosenblatt
Curadoria: Osvaldo Carvalho
Visitação: De 25 de outubro de 2018 a 26 de fevereiro de 2019

Galeria Aliança Francesa Botafogo 
Rua Muniz Barreto, 746, Botafogo
De segunda a sexta, de 10h às 19h
Sábado, de 08:30 às 12h (21) 3299-2000
Entrada franca

Organização: Aliança Francesa Rio de Janeiro
Apoio: Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, Institut Français Brasil, Air France, TV5


[ exposição "My Way" ]

(Rio de Janeiro - RJ)
abertura: 18/01/2019 - 18h
até: 11/02/2019


“Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão... 
Eu passarinho!”
Mario Quintana

Fábio Carvalho

Em seu “Poeminho do Contra” Mario Quintana faz troça, nada circunstancial, do fato de ter sido rejeitado (novamente) como membro da Academia Brasileira de Letras (assim reza a lenda), e de maneira sarcástica, dentro de seu linguajar direto e sem pompa, característica do poeta que acabou por deixar uma marca indelével na literatura brasileira, nos fala do eterno embate entre permanência e efemeridade. Para Hannah Arendt a permanência de uma obra de arte dá à Humanidade uma sensação de imortalidade pelo que é criado por meros mortais, uma constância que se sobrepõe ao tempo.

Angela Od

Reunidos em torno da ideia de apresentar o seu mundo particular tanto das ideias quanto das imagens, os artistas da mostra My Way abrem o ano expositivo da Casa França-Brasil com liberdade de apresentarem novos trabalhos ou revisitarem questões que entendam ainda em voga de processos anteriores e que precisem ser novamente evocados pelo olhar do outro, pelo público que, como dizia Duchamp, “mais tarde se transforma na posteridade (...), estabelece o contato entre a obra de arte e o mundo exterior”.

Gabriel Grecco

A exposição pretende ressaltar a diversidade de pensamentos, e de como é possível estarem lado a lado, conviverem pacífica e harmoniosamente linguagens as mais variadas, que se apresentam não como um impedimento ao diálogo, ao contrário, como motor que faz girar a engrenagem do saber, da curiosidade, do despertamento e do deslumbramento. Cada um faz a sua jornada íntima. Como diz a música: “eu vivi uma vida plena, viajei por todos os caminhos, mas mais do que isso, eu fiz do meu jeito”.

Osvaldo Carvalho



serviço:
exposição "My Way"
Casa França Brasil - Rio de Janeiro
ABERTURA 18/01/2019 - 18h
até: 11/02/2019
terça a sábado - 10 às 21h; domingo - 10 às 19h
rua Visconde de Itaboraí 78, Centro, Rio de Janeiro

Artistas: Angela Od, Bet Katona, Cesar Coelho, Eduardo Mariz, Fábio Carvalho, Gabriel Grecco, Helena Trindade, Hugo Houayek, Jozias Benedicto, Leonardo Videla, Lia do Rio, Marcia Clayton, Osvaldo Carvalho, Osvaldo Gaia, Otavio Avancini, Patrizia D'Angello, Paulo Jorge Gonçalves, Rafael Vicente, Raimundo Rodriguez, Rodrigo Pedrosa, Stella Margarita, Suely Farhi, Viviane Teixeira.

Coordenação: Rodrigo Pedrosa
Curadoria: Osvaldo Carvalho

[ tudo suposição ]

[Rio de Janeiro]
de: 24/11/2018
até: 20/12/2018

A partir do poema longo de Carlito Azevedo, "Prólogo Canino Operístico", no qual um cão em um cubo branco se questiona e diz que não deveria estar ali, mas que o autor sim, deveria, e assumisse o que tem ou não a dizer, surgiu a ideia da exposição [ tudo suposicão ], com 4 artistas visuais:

Cristina Lapo

Cristina Lapo e suas mechas 'redemóicas' de cabelo em 'Medida Fiel' e 'Incertos'.

Fábio Carvalho - Rejunto

Fábio Carvalho em sua sensibilidade viril transposta em lambe-lambes de azulejos sobre um espelho residencial.

Inês Cavalcanti

Inês Cavalcanti e suas extraordinárias bolsas escultóricas de padronagens e materiais inusitados em 'Cul-de-Sac'.

Maria Antonia Souza

Maria Antonia Souza, ora com obras monumentais em corpo e carne, ora em diminutas, em 3D.

Anunciam os artistas: Os autores estarão presentes. Para o que der e advir.

texto: Marcia Clayton

Dia 24/11 de 17:00 às 21:00h. Espaço MárciaXClayton



[ exposição: A Título Precário ]

(Rio de Janeiro)
22/09/2018, sábado, 18/23:30 h


No direito, o que está “a título precário” está sem garantias, instável e sem direitos consolidados, isto é: provisório, em condições ainda não estabelecidas.

A classe artística e cultural brasileira foi entregue à precariedade, à falta de recursos e à instabilidade. O resultado disto são acontecimentos revoltantes que devastam nossos equipamentos culturais há décadas. Nossas condições nos obrigam a encontrar soluções acessíveis e baixo-custo para resistir a esta realidade. Resistimos enquanto lutamos pela virada deste jogo de descaso e desvalorização.

Parada Monarca, de Fábio Carvalho

A precariedade é uma característica recorrente na periferia. A falta de investimentos em áreas com menor concentração de capital resulta num sentimento de abandono, de sujeição às contingências mais desfavoráveis da cidade: a violência, o caos urbano, a falta de uma infraestrutura sofisticada. A periferia vive o precário diariamente, o que resulta numa realidade SUBurbana. O Centro Cultural Phábrika nasceu e resiste nesta realidade, buscando soluções criativas para suas limitações, resistindo culturalmente. A ideia é abraçar e explorar esta condição (a falta de recursos, a instabilidade) como forma de assumi-la ao mesmo tempo que a supera, mostrando que a arte persiste mesmo nos terrenos mais desfavoráveis.

Convidamos a todos para o início de mais uma primavera de reflexão, resistência e esperança.

Centro Cultural Phábrika
Rua Capitão Tarcísio Bueno, s/nº.
Fazenda Botafogo