[ Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte ]

(São Paulo - SP) 
abertura: 26/11/2020 
visitação: 26/11/2020 a 08/05/2021


Obras de arte históricas e contemporâneas, nacionais e estrangeiras, que refletem sobre o lugar do bordado na arte dos séculos XX e XXI compõem a exposição inédita Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte, em cartaz a partir de 26/11 no Sesc Pinheiros - SP. 

A mostra reúne 39 artistas de diferentes gerações e pesquisas, como "Almofadinhas" (Fábio Carvalho, Rick Rodriguez, Rodrigo Mogiz ), Ana Bella Geiger, Bispo do Rosário, Leonilson, Nazareth Pacheco, Rosana Paulino e Zuzu Angel, e tem curadoria de Ana Paula Cavalcanti Simioni. Em comum, suas obras apresentam subversões dos sentidos tradicionalmente atribuídos a essa prática, tais como o de obras como sensíveis, delicadas e "femininas".

Fábio Carvalho - Fado Indesejado

Historicamente, o bordado, tal como ocorreu com diversas outras práticas artísticas, como a tapeçaria, vitrais e mobiliário, foi relegado pelo circuito acadêmico da Europa do século XVI à condição de uma "arte menor", ao contrário do que ocorreu com a pintura e escultura que foram, então, elevadas a "belas artes".

A exposição discute a ideia do bordado como um ornamento tido como fútil ou pouco funcional por meio de obras que incitam a pensar sobre diversos tipos de violência - contra a população infanto-juvenil, violência de gênero, violência racial, violência manicomial, gordofobia e LGBTQIA - tão disseminados na sociedade contemporânea.

Para a curadora Ana Paula Cavalcanti Simioni, "o bordado é uma prática artística carregada de significado. Frequentemente é associado a uma produção feminina, doméstica e artesanal. Essas associações, no entanto, não devem ser vistas como naturais, e sim como fruto de uma história da arte e da cultura que se construiu a partir de divisões e hierarquias que, hoje, precisam ser questionadas".

Estruturada a partir de dois módulos - Artificando o Bordado e Transbordamentos - a exposição traz ao público mais de 100 obras. A disposição dos trabalhos no espaço expositivo é, simultaneamente, histórica e temática. São criações realizadas por artistas de todos os gêneros que têm no bordado um meio expressivo e um contestador social.

Artistas que compõem a mostra: Aldo Bonadei, Anna Bella Geiger, Ana Miguel, Angela Od, Arpilleras, Beth Moysés, Bispo do Rosário, Brígida Baltar, Caroline Valansi, Edith Derdyk, Fábio Carvalho, Fernando Marques Penteado, Janaina Barros, Jeanete Musatti, Jucélia da Silva, Karen Dolorez, Leonilson, Letícia Parente, Lia Menna Barreto, Nara Amélia, Nazareno Rodrigues, Nazareth Pacheco, Nino Cais, Niobe Xandó, Paulo Lima Buenoz, Pedro Luis, Pola Fernandez, Regina Gomide Graz, Regina Vater, Rick Rodrigues, Rodrigo Lopes, Rodrigo Mogiz, Rosana Palazyan, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Sol Casal, Sonia Gomes, Teresa Margolles e Zuzu Angel.

Sobre a curadora: Ana Paula Cavalcanti Simioni é professora no Instituto de Estudos Brasileiros, da Universidade de São Paulo. É também orientadora credenciada junto ao programa "Culturas e Identidades Brasileiras (IEB-USP) e "Interunidades em Estética e História da Arte" (MAC-USP). Desde 2000, dedica-se ao estudo das relações entre arte e gênero no Brasil, destacando entre suas publicações "Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras, 1884-1922", EDUSP/FAPESP, 2008/2019. Foi também curadora da exposição "Mulheres artistas: as pioneiras (1880-1930), com Elaine Dias, na Pinacoteca Artística do Estado de São Paulo em 2015.

[ PARADA II ]

(Rio de Janeiro - RJ) 
abertura: 14/02/2020 sexta 17-20h
visitação: 14/02/2020 a 26/04/2020

O "Exército Monarca", de Fábio Carvalho, ocupará o Memorial Municipal Getúlio Vargas a partir de 14 de fevereiro, na instalação PARADA II

PARADA II, do artista carioca Fábio Carvalho, é uma instalação com mais de 700 bandeirinhas de papel de seda com impressão de soldados portando fuzil, com asas de borboleta saindo das costas, que ocupará a área de exposições temporárias do Salão Principal do Memorial Municipal Getúlio Vargas, com curadoria de Shannon Botelho. A impressão das bandeirinhas foi feita uma a uma, com o uso de carimbos de borracha produzidos à mão pelo próprio artista, a partir de um desenho original de sua autoria.


O uso da imagem da borboleta monarca (Danaus plexippus) em vários dos trabalhos de Fábio Carvalho vai muito além do fato de borboletas serem normalmente associadas ao universo feminino, frágil e delicado, que em oposição aos símbolos usualmente aceitos como masculinos, de força e virilidade, como os militares, formam a principal dialética da sua produção artística, que procura levantar uma discussão sobre estereótipos de gênero, e questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir.

Seu uso surge ainda como um contraponto à camuflagem dos uniformes militares. As borboletas monarca são tóxicas, e por isso evitadas pelos predadores. Há outras espécies de borboleta não venenosas que mimetizam o padrão exuberante da monarca, que assim são também evitadas pelos predadores. Camuflagem e mimetismo são estratégias opostas de sobrevivência e proteção, que objetivam confundir e enganar, ao se fingir ser algo que não se é.


As linhas de bandeirinhas são dispostas perpendicularmente às duas paredes, em sequência ordenada, começando do alto, descendo suavemente a cada nova fileira, até ficarem na altura do chão ao final do corredor da galeria. Desta forma, até um certo ponto se poderá entrar na instalação, até que a massa de bandeirinhas te impeça de seguir.

PARADA II é sobre ordem, a imposição de uma certa ordem, que padroniza, anula diferenças, ignora a diversidade, dita um ritmo, uma regra arbitrária de ocupação dos espaços, cartesiana, regular, mas que apesar de todo o esforço de padronização, de robotização dos corpos e mentes, a menor e mais singela interferência (a entrada de pessoas do público na exposição) já desestabiliza esta ordem rígida e monótona, insere movimento, poesia, beleza (através do movimento de ar gerado pelo deslocamento das pessoas no interior da instalação).

Pela primeira vez, desde que que os "Monarcas" surgiram em 2014, há algumas bandeirinhas vazias, em branco, em meio aos soldados alados. Seu significado, entretanto, o artista faz questão de manter em segredo - "eu acho muito mais interessante e rico que cada pessoa tente elaborar por si mesma o que seriam estes vazios, estas ausências", afirmou Fábio Carvalho.


Outro detalhe, mais sutil, é que de imediato vemos essa ordem/rigor, mas se olharmos de perto, de dentro, é uma aparência, uma fachada (precária); há defeitos, emendas, rasgos, amassados; a vida real, suja, orgânica, entrópica, sempre se impõem à ordem rígida e artifical, arbitrária, que para ser preservada exige trabalho, esforço, reforço, força (violência).

Fábio Carvalho, em atividade desde 1994, tem em seu curriculum 16 exposições individuais e mais de 150 coletivas, no Brasil e exterior. Integrou importantes projetos de mapeamento da produção emergente no Brasil nos anos 1990, e fez exposições por quase todo o território nacional, e já integrou mostras na Alemanha, Argentina, Cuba, Espanha, Equador, EUA, Inglaterra, Itália, Portugal, República Checa, entre outros. Participou de 7 Residências Artísticas em Portugal e 4 no Brasil.


SERVIÇO:

exposição PARADA II
de Fábio Carvalho
curadoria Shannon Botelho
Memorial Municipal Getúlio Vargas
Praça Luís de Camões, s/n, subsolo - Glória - Rio de Janeiro
Abertura 14.02.2020 sexta 17-20h.
Visitação 14.02.2020 a 26.04.2020
terça / domingo,  10h às 17h

[ Queereres ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 01/02/2020, 18h
até: 01/03/2020

Coletiva "Queereres" intensifica o debate sobre as questões de gênero

"E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total."
Respeito e dignidade.


Fábio Carvalho

Com curadoria de Paulo Jorge Gonçalves e Elmo Martins, a galeria Modernistas inaugura neste sábado, dia 1º, às 18h, a exposição "Queereres", coletiva que reúne obras de Ana Tavares, Cris Cabus, Eleonora Dobin, Elmo Martins, Fábio Carvalho, Luiz Rocha, Osvaldo Carvalho, Paulo Jorge Gonçalves, Thelma Innecco, Valéria Oliveira, Victor Arruda, Vitor Canhamaque e Will Barcellos.

Luiz Rocha

A visão contemporânea de 13 artistas, poetizando o fato de não serem excludentes e abraçarem a diversidade: a identidade e expressão de gênero e o atual e polêmico tema, assim como a orientação sexual.

"Do querer que há e do que não há em mim."

Em um período em que conceitos e conquistas duramente alcançados parecem estar retrocedendo, estes artistas enfatizam a urgência de visões plurais como manifestações de luta. A exposição aborda as pautas LGBTQIA+, assim como a identidade de gênero, a expressão de gênero, orientação sexual e sexualidade.

Eleonora Dobin

"Queereres" poderá ser visitada até 1º de março. A galeria Modernistas fica na Rua Paschoal Carlos Magno 39, em Santa Teresa.

*via UmOlhar.net >>

[ A PORRA DA ARTE ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 27/11/2019 - 19h
até: 15/02/2020


“Os espelhos são usados para ver o rosto;
a arte para ver a alma.”
Bernard Shaw

Nada nos une mais que a arte, essa mesma que nos convoca à introspecção, que nos faz ver para além da fragilidade da vida, da frugalidade do cotidiano, e que é capaz de nos fazer únicos no planeta. Nossa distinção (de Homo Sapiens) vem dessa capacidade de criar, de inventar, imaginar o impossível e construí-lo num acordo tácito entre nossas atividades recreativas, indagar o possível e constituí-lo de mistérios, por outro lado. É por essas razões que muitos temem a porra da arte. Ela vai tocar não feridas, mas falácias, vai expor antes mentiras que verdades. Não é campo aberto para plantio de sementes domesticadas, ao contrário, é terreno árido onde nascem, crescem e dão frutos somente as ideias mais vívidas. Aquele que busca na arte remanso é ingênuo, não percebe por onde vão suas raízes, engana-se de boa-fé, talvez, porque arte é espinho nos dedos dos tolos, espada nas mãos dos aguerridos.

Fábio Carvalho

Temos hoje, em nossa cena cultural, um claro desejo de morte da cultura, uma tanatofilia artística que extrapola os limites do respeito pelo outro com ataques sórdidos, em que verificamos postulados invejosos, mesquinhos, no nível da mera incompetência pessoal ressentida do sucesso e reconhecimento alheios. O que era para ser meio de catarse (como apregoariam os gregos da antiguidade), purgação do que é bizarro na natureza humana, e que tende a degradá-la, é renegado em sua essência como perversão, prática abominável àqueles cujos antolhos não permitem enxergar o outro, ao lado, o todo, a completude do ser. Parafraseando certo politicastro mítico seguido por essa turba, “o interesse na cultura não é no artista, nem na porra da arte”.

E o que será, então?


Aldones Nino

Uma pequena amostra disso está reunida nesta exposição em que artistas dispõem suas percepções e cognições da vida (em sociedade) à descoberta do espectador, aos critérios do diálogo, ao desejo de ampliar a rede do encontro. É esse desejo, pragmático, que leva o artista aos lugares mais improváveis porque sabe que lhe é indiferente, hoje, o local, a circunstância, o que conta é se reinventar no tempo e no espaço, porta-voz de uma época que se fará ecoar, em suas criações, como cartas para o futuro, lembretes, lembranças, avisos. O que interessa, de fato, é saber por andamos, para saber para onde vamos.
Osvaldo Carvalho

Panmela Castro

SERVIÇO:

Local: Glicerina Café e galeria
Rua General Glicério, 445 – Loja C – Laranjeiras – Rio de Janeiro
Abertura: 27 de novembro de 2019 | 19 horas
Até: 15/02/2020
Visitação: Terça a sábado: 12h00 às 00h00 – Domingo:  12h00 às 20h00
Artistas: Aldones Nino, Alexandre Dacosta, Agrippina R. Manhattan, André Sheik, Bosco Renaud, Cecilia Cipriano, Cecilia Ribas, Dalton Romão, Dani Soter, Diogo Tirado, Eduardo Mariz, Elias Lazaroni, Erika Tambke, Fábio Carvalho, Gladson Targa, Giselle Vieira, Jaques Faing, Lígia Teixeira, Lyz Parayzo, Lucas Assumpção, Luiz Badia, Marcia Clayton, Marco Antonio Portela, Mayra Rodrigues, Nathan Braga, Osvaldo Carvalho, Panmela Castro, Paulo Jorge Gonçalves, Vinicius Davi, Yoko Nishio e Zoè Gruni.
Curadoria: Osvaldo Carvalho

Elias Lazaroni

[ Cartografia Poética | Luiz Alphonsus ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 15/01/2019 - 18h
até: 29/03/2019


A arte transpassa tempo e espaço. Ela está presente no ambiente quente e agitado dos bares e botecos e também no acolhimento expandido do cosmos, das paisagens e das grandes áreas abertas das cidades. Nelas, a arte se constrói por meio da memória emocional das pessoas que frequentam esses espaços, construindo uma cartografia afetiva.

Esse conceito norteia a obra do artista mineiro radicado no Rio de Janeiro Luiz Alphonsus, considerado um dos mais importantes e representativos artistas da sua geração, a dos anos 1970. Sua obra ganha uma retrospectiva, que inclui trabalhos inéditos, na mostra Luiz Alphonsus – Cartografia poética, que abre ao público no dia 16 de janeiro, no Espaço Cultural BNDES. Com curadoria da crítica de arte Daniela Name, a mostra reúne cerca de 80 obras em variados suportes, documentos, anotações e projetos.

Luiz Alphonsus vem usando diversas linguagens e suportes, sobretudo a fotografia, para realizar uma série de experimentações formais e conceituais em torno da representação da paisagem e da geografia, não apenas no que diz respeito às suas questões naturais, mas também ao contingente humano do Rio de Janeiro – relação e reflexão que podem ser transpostas para qualquer cidade do Brasil e do mundo.

Serviço:

abertura: 15/01/2019 - 18h
16/01/19 à 29/03/19
Segunda/Sexta-feira - 10h às 19h
BNDES
Av. República do Chile 100, Centro, Rio de Janeiro

[ Horizontes – A paisagem nas coleções MAM Rio ]

[Rio de Janeiro]
de: 10/11/2018
até: 10/03/2019



Horizontes – A paisagem nas coleções MAM Rio parte de uma triologia de mostras sobre os gêneros da pintura clássica: retrato, paisagem e natureza-morta. Se a discussão sobre gênero abrange hoje questões como identidade, discriminação, dominação, emancipação de minorias e do outro cultural, há alguns séculos tal termo restringia-se aos diferentes gêneros em que a pintura deveria ser concebida pelo artista e identificada pelo público.

Cícero Dias, Composição no. 11 - 1951.

Reunindo vídeo, pintura, escultura, objeto, desenho, fotografia, gravura e instalação, a exposição reúne mais de 100 obras de quase 70 artistas de diferentes gerações, como Alex Flemming, Alfredo Volpi, Carlos Zilio, Cícero Dias, Daniel Murgel, Eduardo Coimbra, Fábio Carvalho, José Pancetti, Lucia Laguna, Regina Vater, Thereza Simões e Wanda Pimentel, entre outros. Partindo de pinturas de paisagem para revisitar - e também repotencializar - este que é um dos gêneros clássicos da pintura.

Fábio Carvalho e sua obra "Paisagem Visitada - Belo Horizonte".
foto: Cristina Granato

Todas as obras integram o acervo do MAM Rio, pertencentes à coleção própria e à de Gilberto Chateaubriand.

Leda Catunda, Paisagem entrelaçada - 2006.
foto: Jaime Acioli

Horizontes, a paisagem nas coleções MAM Rio
curadoria Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes
MAM Rio
Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
até 10/03/2019
terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 18h

[ Jorge Fonseca – Labirinto de amor ]

(Brasília)
abertura: 12/01/2019 - 18h
até: 03/03/2019




As mais de 20 obras reunidas na mostra, produzidas entre 1998 e 2018, dão um novo significado a objetos do imaginário coletivo e apontam brechas de afeto em coisas simples do cotidiano. Praticamente todas do acervo do próprio artista, elas contam um pouco da trajetória desse artista autodidata mineiro, que foi maquinista de trem e marceneiro por mais de 15 anos.

Costurar, pintar e bordar o amor. Enfeitar e dar graça a desilusões, tropeços, desavenças. É assim que Jorge Fonseca concebe sua obra. “A mostra sugere a observação da nossa vida e da vida do outro de um jeito diferente. São obras que contam histórias, falam de percalços, sofrimentos, humores e alegrias tão familiares às pessoas”, explica o artista, em atividade desde o início dos anos 1990 e cujas obras compõem acervos de grandes instituições e colecionadores. “É como o nome da exposição sugere: a vida nada mais é que um grande labirinto de situações inesperadas”.

Em criações singulares que misturam artesanato, arte conceitual, pop, kitsch, há uma forte atitude contemporânea, uma crítica contundente às relações humanas. Fonseca dá outra leitura a materiais comuns, tecidos, miudezas de armarinho ou objetos simples que habitam o imaginário de muita gente. “É o que chamo de ‘obra desfrutável’. As pessoas se envolvem emocionalmente com as histórias contadas por cada peça”, diz a crítica de arte Fernanda Terra, curadora da exposição.

“Elas se reconhecem, recordam vivências ou lembram de alguém que viveu aquilo. É algo que fala do real, da vida como ela é, mas não de uma forma endurecida e sim cheia de afeto. É difícil observar uma das obras e não abrir um sorriso. E ao mesmo tempo é ácida, irônica, remete aos sentimentos mais íntimos”, ressalta Terra. A curadora destaca ainda que Fonseca é um grande observador do cotidiano, das relações, dos sentimentos. “Por mais que sua obra aborde questões da cultura popular novelística, folclore e religiosidade, o amor se destaca. É um reflexo de como ele enxerga o outro, sempre de um jeito carinhoso”.

Serviço:
exposição Jorge Fonseca – Labirinto de amor
Caixa Cultural - Brasília
SBS - Quadra 04, Lotes 3/4 - Asa Sul
Abertura: 12/01/19 às 18:00h
de 13/01/19 à 03/03/19
Terça/Domingo - 9h às 21h

[ Serendipity ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 02/02/2019
até: 01/03/2019

Sábado, dia 2/2, de 16h às 19h, inaugura a exposição Serendipity, na C.galeria, no Jardim Botânico (Rio de Janeiro). Serendipity é o projeto anual da C.galeria onde seus próprios artistas representados, artistas de fora e o público em geral interagem e participam de alguma forma. Nesse ano, foi realizada uma chamada aberta para que artistas brasileiros enviassem seus portfólios. Foram selecionados para a exposição coletiva 10 artistas que apresentarão seus trabalhos na galeria.

Fábio Carvalho - série "Hora do Rancho"

Cibelle Arcanjo - "Maternidade"

Yhuri Cruz - obra da série "Criptas"

A palavra Serendipity significa feliz descoberta ao acaso, sorte de encontrar algo preciso onde não estávamos procurando e forma especial de criatividade; alia perseverança, inteligência e senso de observação.

Os artistas selecionados pelo curador Luiz Otávio Zampar foram: Allan SieberBruno Portela, Cibelle Arcanjo, Fábio Carvalho, Liana Nigri, Marcelo Oliveira, Nathan Braga, Tangerina Bruno e Yhuri Cruz.

Nathan Braga - "À tua imagem e semelhança"

Bruno Portela - "Repartição Pública"
Tangerina Bruno - "Para dar a forma é preciso tirar a forma"



Serviço:
exposição Serendipity
C.galeria
rua Visconde de Carandaí 19, Jardim Botânico, RJ
abertura: 02/02/2019
até: 01/03/2019

[ W Residência Artística | Verão 2019 | 5ª edição ]

(Ribeirão Preto)
início: 18/02/2019
até: 27/02/2019


A partir de 18/fev, Evandro Angerami (SP), Fábio Carvalho (RJ) e Santacosta (SP) participam da 5ª edição do programa W Residência Artística, em Ribeirão Preto - SP.

Evandro Angerami (SP), Fábio Carvalho (RJ) e Santacosta (SP)

​​A W Residência Artística é um programa com três edições anuais. ​​As residências acontecem na antiga casa da artista Weimar Amorim​​, onde ela viveu por mais de trinta anos. ​​​O projeto é coordenado pelo artista Elcio Miazaki. ​As atividades ​da W Residência Artística ​estão associadas a outro núcleo pertencente à mesma artista, o CAC W - Centro de Arte Contemporânea W, este sendo resultado dos trabalhos realizados durante 9 anos pelo ​​W Espaço de Arte. ​Localizada em região de grande concentração de espaços consagrados à arte contemporânea, a exemplo da Galeria Marcelo Guarnieri e do Instituto Figueiredo Ferraz, a residência W promove encontros de artistas de diferentes linguagens.

A residência do CACW tem por finalidade promover interlocução e aproximação entre artistas de diferentes regiões do Brasil, em uma cidade deslocada dos grandes centros. O forte envolvimento com a cena artística contemporânea faz de Ribeirão Preto um destino para artistas, resultado do trabalho realizado há anos pelo Museu de Arte de Ribeirão Preto. A primeira edição da Residência aconteceu em julho de 2017,  ao longo de dez dias de imersão. Ao final do processo da residência artística, a casa é aberta ao público para uma conversa.


Evandro Angerami é mestre em Artes Visuais pela New York Studio School of Painting, Drawing and Sculpture, e fez Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais no Centro Universitário de Belas Artes de São Paulo. O artista viaja a lugares cada vez mais longínquos de sua cidade natal para estudar a história e a prática dos clássicos. Quanto mais atual é a produção de Angerami, mais ela se encontra com antigos e traça paralelos entre técnicas tradicionais de pintura e abordagens conceituais contemporâneas. As inúmeras imersões e residências artísticas se encontram com sua característica mais pessoal de metamorfosear-se com o universo ao qual se propõe a mergulhar. Suas expedições para pintura ao ar livre. Divide-se, então, sua produção em duas vertentes: estúdio e ar livre. Numa encontram-se versões criadas em ateliê de suas paisagens da memória, onde o artista encontra-se com suas referências e se permite criar universos imaginários. Noutra, absorve as camadas alcançadas pelos olhos, interpreta a mudança de luz nos ambientes externos conforme o tempo passa e vivencia por horas cada espaço e suas vidas.

Obra de Evandro Angerami

Fábio Carvalho integrou importantes projetos de mapeamento da produção emergente no Brasil nos anos 1990, e fez exposições por quase todo o território nacional, e já integrou mostras em 22 cidades de 15 países. Já participou de 7 residências artísticas em Portugal e 2 no Brasil. Sua produção artística é uma reflexão sobre os elementos que constituem as expectativas e as representações de gênero e sexualidade, e opera na superposição e conflito entre os signos aceitos por grande parte da sociedade como masculinos e viris de uma lado, versus femininos do outro, do delicado e sensível. Em seus trabalhos, Fábio Carvalho procura apontar as fragilidades ocultas por trás da máscara de homem viril bruto. Visa ainda questionar estereótipos de gênero e a noção geral de que força e delicadeza, virilidade e poesia, vulnerabilidade e masculinidade são qualidades humanas impossíveis de existir lado a lado; quer lembrar que não existe uma forma “correta” de ser homem, e que na diversidade e variedade de comportamento, gosto, atitude, há muito mais força e riqueza.

Obra de Fábio Carvalho

Santacosta é bacharel em design de moda pela Universidade Anhembi Morumbi e também cursou artes visuais na FAAP. Participou de cursos livres no MAM-SP, Escola Panamericana, London University of the Arts, em ateliês de artistas e atualmente faz parte do grupo de acompanhamento Hermes Artes Visuais. Participou de exposições em diversos estados do Brasil e em Hong Kong. O artista tem desenvolvido um trabalho de interação entre a pintura e o objeto,  e como essas mídias se entrelaçam refletindo situações, movimentos e espectros do cotidiano, explorando um viés psicológico em suas composições. Partindo da união de diversos materiais, Santacosta cria colagens entre telas, madeiras, blocos de concreto, diferentes tintas, entre outros objetos convencionais que estimulam suas tensões, e assim remetem a uma assemblage urbana: reflexos e estilhaços de grandes metrópoles do globo.

Obra de Santacosta

[ Projeto Identidades – 2ª edição ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 25/10/2018 - 17h
até: 26/02/2019

Galeria Aliança Francesa inaugura exposição que reúne cerca de 25 obras de 17 artistas que oferecem uma reflexão sobre a extensa gama de entendimentos que a identidade suscita em cada um de nós


Sob a curadoria de Osvaldo Carvalho, a exposição traz obras de Ana Paula Albé, Benoit Fournier, Eduardo Mariz & Osvaldo Carvalho, Fábio Carvalho, Gabriela Massote, Gian Shimada, Isabel Löfgren & Patricia Gouvêa, Marcelo Carrera, Mayra Rodrigues, Paulo Gil, Paulo Jorge Gonçalves, Raimundo Rodriguez, Rogério Reis, Vincent Catala e Vincent Rosenblatt.

obra de Fábio Carvalho

Em sua segunda edição no Rio de Janeiro – a primeira foi realizada há cinco anos, a mostra aborda as diversas óticas que a nossa identidade é entendida, partindo do ponto de vista de documento (material), que caracteriza determinada pessoa e a qualifica em origem a um grupo social, em que temos uma constituição jurídica do indivíduo legalizada pelo documento de que é portador, até as diversas formas de como nos vemos e como somos vistos perante a sociedade.

obra de Gabriela Massote

A exposição traz ao público imagens tratadas sob a ótica da diversidade de conceitos sobre identidade, quer seja no campo da sociologia, antropologia, filosofia ou mesmo da medicina legal.  “Sem dúvida, identidade pode ser a construção legal, histórica ou sociológica do ser, mas também é a medida pela qual cogitamos nossa própria existência”, explica o curador Osvaldo Carvalho.

obra de Paulo Jorge Gonçalves

O Projeto Identidades, em sua segunda edição, traz ao público, depois de cinco anos de sua primeira realização, perspectivas que ficaram latentes tanto no que se refere aos aspectos da percepção de identidades, quanto em visibilidade manifesta dessas mesmas identidades, isso em um momento que passamos por endurecimento óptico, em que as incapacidades de compreensão e acolhimento da diversidade são louvadas como virtudes. Os trabalhos apresentados nessa mostra invocam o enternecimento do olhar, seja pelas memórias adormecidas (ou reprimidas?) que despertam sob a luz da inevitabilidade, seja pelo resgate do amor-próprio, numa leitura multilinear que os artistas acatam cônscios da natureza solidária que os atrai ao outro, que os aproxima de realidades distintas das suas, tudo isso para reanimar esperanças vacilantes em dias de incertezas.

Seria preciso não um novo tratado antropológico, uma nova tese sociológica, nem mesmo uma nova doutrina filosófica, para respeitarmos o que, indevidamente, é dito como diferente, mas uma postura corajosa e humilde que reconhecesse o medo que se sente diante do abismo entre o eu e o outro. Ao invés de alargar as bordas desse precipício quão mais proveitoso nos seria construir pontes que nos levassem de uma extremidade a outra sob o fascínio do conhecimento, não porque aceitasse o fato de sua existência, ao contrário, porque sua existência seria, de fato, a aceitação de nós mesmos. 

Apontamos nos outros aquilo que hipocritamente ocultamos em nós.

obra de Raimundo Rodriguez

Nessa edição os trabalhos apresentados afinam o espectro poético visual que foi anunciado na edição anterior – como me vejo e como sou visto ainda é recorrente; contudo, ver o outro com sensibilidade cívica revela-se uma necessidade premente, urgência primeira frente a discursos de ódio e intolerância sociais. Assim é que este projeto tem desvelado camadas mais profundas do indivíduo: suas máscaras, máscaras alheias, vozes em seco e a secura na boca. Não há silêncio possível quando a escuridão se faz, é preciso gritar. Gritemos!

Serviço: 
Exposição Projeto Identidades – 2ª edição
Abertura e encontro com artistas: quinta-feira, 25 de outubro, a partir das 17 horas.
Artistas: Ana Paula Albé, Benoît Fournier, Eduardo Mariz, Osvaldo Carvalho, Fábio Carvalho, Gabriela Massote, Gian Shimada, Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa , Marcelo Carrera, Mayra Rodrigues, Paulo Gil, Paulo Jorge Gonçalves, Raimundo Rodriguez, Rogério Reis, Vincent Catala, Vincent Rosenblatt
Curadoria: Osvaldo Carvalho
Visitação: De 25 de outubro de 2018 a 26 de fevereiro de 2019

Galeria Aliança Francesa Botafogo 
Rua Muniz Barreto, 746, Botafogo
De segunda a sexta, de 10h às 19h
Sábado, de 08:30 às 12h (21) 3299-2000
Entrada franca

Organização: Aliança Francesa Rio de Janeiro
Apoio: Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, Institut Français Brasil, Air France, TV5