[ Maurício Adinolfi e Chico Togni ]

(São Paulo)
abertura: 11/12/2014
até: 13/02/2015

A Galeria Pilar encerra o ano com duas exposições simultâneas dos artistas Maurício Adinolfi e Chico Togni, que são inauguradas na quinta-feira 11/12/14, às 19h.


Intitulada “Mangue”, a nova exposição de Maurício Adinolfi apresenta seis pinturas, realizadas em três anos de trabalho - obedecendo um tempo específico de secagem e sobreposições. São pinturas pratas monocromáticas, de camadas densas e grandes formatos, com uma estrutura de metal acoplada, tornando a obra um objeto de caráter industrial. O brilho metálico da tinta prata impede que vejamos plenamente a representação. Por meio de um jogo entre fosco e brilhante, Adinolfi produz luz e sombra. Essas novas pinturas guardam relação com uma série de intervenções que o artista realizou em regiões litorâneas de rio e mar. Reunem um estudo da flora nativa, primitiva dos mangues e serras tropicais e apresentam o resíduo das transformações e destruições devido à ação humana. São pinturas construídas em camadas e velaturas sobre óleo, pigmento prata, laca e verniz. O texto de apresentação da exposição é do artista e pesquisador José Spaniol.


Os trabalhos presentes na exposição “O Avião não dá Marcha Ré” são construções em papelão, massa de papelão e cola, materiais encontrados, tinta, sucata, lixo e poliuretano expandido. Por vezes são todos pintados ou mais regulares em uma tentativa de acabamento da somatória caótica de coisas, por outras são experimentações com a massa de papelão e lixo, onde o miolo aparente entrega a fórmula da estranha combinação de materiais que sofrivelmente se agregam em um objeto sólido.

Serviço:
“Mangue”, de Maurício Adinolfi
“O Avião não dá Marcha Ré”, de Chico Togni
abertura: quinta-feira, 11 de dezembro de 2014, das 19h às 22h
período expositivo: 13/12/14 a 13/02/15
GALERIA PILAR
r. Barão de Tatuí, 389
ter. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h. www.galeriapilar.com

[ Táticas da Imagem ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 6/12/2014
até: 12/02/2015


O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica inaugura no dia 06/12 sábado, às 11h, a exposição “TÁTICAS DA IMAGEM” coletiva dos artistas Analu Cunha, Cezar Bartholomeu e Denise Cathilina.

Com texto crítico de Fernanda Pequeno, a mostra criada em site specific apresenta como os artistas em questão operam, mais do que simplesmente modos de representação ou apresentação da imagem, táticas para sua existência no mundo que somente podemos qualificar como políticas – relações ideológicas com o outro, com o mundo, com as próprias imagens, multiplicadas, disseminadas e onipresentes.

Os três artistas propõem, em seus trabalhos, fazer uso de imagens de diferentes procedências pensando nessa condição como tática: apropriadas, manipuladas, instituídas ou mesmo produzidas localmente. Os trabalhos põem em ação diferentes modos de re-formação das imagens, processo fundado na necessidade de comentar o mundo e as próprias imagens reapresentando-os de modo complexo e sobretudo desejante.

Os trabalhos de Analu Cunha consiste em vídeos que abordam a relação entre o passado sonoro do prédio do equipamento cultural (que abrigou, entre 1855 e 1872, o Conservatório de Música) até suas instalações atuais como Centro Cultural, referência na arte contemporânea. Outra proposição é entre os espaços de hoje, o samba "O Rio através dos Séculos” 1965 da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e os parangolés de Hélio Oiticica no ano em que foram criados: 1965, não por acaso ano da histórica exposição Opinião 65. Os vídeos que apresentam imagens capturadas no entorno no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica se relacionam com trabalhos anteriores da artista, quando capturou imagens da paisagem urbana carioca para pensar de-sincronias entre imagens visuais e sonoras, e, assim, por em questão a percepção da cidade e o modo pelo qual ele própria se representa.

Cezar Bartholomeu apresenta um conjunto de fotografias, desenhos, objetos e vídeos. Suas obras lidam com a relação entre imagem e espaço, dialogando com o problema da representação - das estratégias da produção e existência das imagens. Seu trabalho trata de imagens de monumentos captadas em diversas viagens, buscando contrapor o problema desses objetos e seus espaços ao da multiplicação e circulação de imagens. Monumentos como o Parthenon, além de obra-primas artísticas, são máquinas que informam uma memória comum. Os trabalhos relacionam-se no que pensam esse processamento da cultura, a arte como formação de uma comunidade e, ao mesmo tempo, o descarte da memória como arte.

Denise Cathilina apresenta um conjunto de imagens que propõe uma reflexão poética sobre a memória e o tempo. O ponto de partida das imagens apresentadas são provenientes de um acervo de antigos negativos 6x6, adquiridos pela artista no início dos anos 1990, que foram descartados por um estúdio de fotografia de 3x4 - quando a tecnologia para esse ramo de negócio mudava do processo tradicional de fotografia preto e branco para as então modernas máquinas polaroides - fotografias que foram relegadas aos esquecimento, fotografias obsoletas. Esses portraits de matrizes fotográficas são re-trabalhados e modificados manualmente, submetidos a processos múltiplos de processamentos, como xerox, processamento p&b, escaneamento e incorporando os acasos do fazer e do processo, resultando um conjunto de imagens que perpassam as técnicas de impressão de massa. Através das manipulações, justaposições e sobreposições, são criadas outras imagens produzidas de forma híbrida trans-temporal.

Serviço: 
exposição Táticas da Imagem
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica.
Rua Luís de Camões, 68 Centro – Rio de Janeiro – RJ.
abertura: sábado dia 06 de dezembro de 2014, das 11 às 18h
encontro com os artistas: sábado dia 06 de dezembro de 2014, das 15 às 18h
visitação: de 08 de dezembro de 2014 a 12 de fevereiro de 2015, de segunda a sexta-feira das 11h às 18h e sábados e feriados, das 11h às 17h

[ Programa de Formação Gratuita - Escola de Artes Visuais do Parque Lage ]

(Rio de Janeiro)
até 28/2/2015

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 28 DE FEVEREIRO!

Convocatórias públicas para a seleção no programa de FORMAÇÃO GRATUITA – PRÁTICAS ARTÍSTICAS CONTEMPORÂNEAS.

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage vem oferecendo nos últimos seis anos um programa de ensino gratuito de iniciação à arte, que contempla anualmente 990 vagas por meio de convocatória pública.

A partir de 2015, o Programa de Formação Gratuita, sob o título Práticas Artísticas Contemporâneas, terá duração de 9 meses, de março a junho e agosto a novembro. Durante o mês de julho, será realizada uma programação especial com convidados.

O programa abrange dois níveis de seleção, destinados a jovens (acima de 18 anos) e adultos, com ou sem formação universitária. O nível I é voltado para aqueles em busca de informações sobre a natureza e o sistema da arte, e o nível II para quem já possui experiência artística e deseja um acompanhamento crítico de sua produção.

Leia atentamente a convocatória e faça a sua inscrição no link do nível correspondente ao seu perfil. As inscrições estão disponíveis no site www.eavparquelage.org.br Mais informações pelos telefones (21) 3257-1843 e 3257-1803 ou no próprio site.

CALENDÁRIO

02 de fevereiro: início das inscrições
28 de fevereiro: término das inscrições
02 e 03 de março: pré-seleção
04 de março: divulgação dos pré-selecionados e marcação das entrevistas
05, 06 e 07 de março: entrevistas
09 de março: divulgação dos selecionados
13 de março: tertúlia de boas-vindas!
16 de março: início das aulas

[ Mais Pintura ]

(Brasília)
abertura: 18/11/2014, 20h
até 23/01/2015



Exposição coletiva com onze alunos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, do Rio de Janeiro: Angela Od (RJ), Benjamin Rothstein (RJ), Bruno Belo (RJ), Caio Pacela (SP), Cláudia Porto (PA), Cláudio Gabriel (RJ), Fabiano Devide (RJ), Fernanda Leme (RJ), Gabriel Secchin (RJ), Makh Yosizawa (JAP) e Paloma Ariston (RJ). Curadoria de Bruno Miguel e Luiz Ernesto.

A exposição apresenta pinturas de novos artistas que se encontram semanalmente para discussão e análise crítica de seus trabalhos com os curadores. Procurou-se selecionar os artistas que pudessem evidenciar em seus trabalhos o vigor, a disciplina e a diversidade da pintura de um grupo de novos artistas no Rio de Janeiro.

Espaço Cultural Contemporâneo ECCO
SHIN CA 4, Loja 143 - Shopping Iguatemi - Brasília
abertura: 18/11/2014, 20h
até 23/01/2015
segunda/sábado, 10h às 22h | domingos/feriados, 14h às 20h

[ Edições e Múltiplos: do Concretismo ao Contemporâneo ]

(São Paulo)
abertura: 29 de novembro, sábado, das 11h às 18h.
até: 20 de dezembro de 2014.

A Galeria Superfície apresenta a partir do dia 29 de novembro de 2014, a  exposição “Edições e Múltiplos: do Concretismo ao Contemporâneo”, em parceria com a Multiplique Boutique e a Papel Assinado.

Democratizar e tornar a produção de artistas consagrados mais acessível é o ponto crucial desta exposição que inclui obras de Hercules Barsotti, Sacilotto, Julio LeParc, León Ferrari, Cildo Meireles, Antonio Dias, Leonilson, Edgard de Souza, entre outros.

abertura: 29 de novembro, sábado, das 11h às 18h.
até: 20 de dezembro de 2014.
Galeria Superfície
Rua Oscar Freire, 240 . Cerqueira César . São Paulo – SP

[ Prometheus Fecit: terra, água, mão e fogo ]

(Porto - Portugal)
abertura: 2 de outubro de 2014, 18h
até: 14 de dezembro de 2014

Os processos de residências artísticas, na era do contemporâneo, propiciam a reconquista da experiência em que a permanência e a duração são incentivos pretendidos. Numa época em que as tarefas, desempenhos e situações se concatenam (quase sem intervalos de pensamento), na exigência de respostas quase imediatas, demora e decorrência são privilégios para os artistas e demais operadores culturais.

Em 2014, reuniu-se um grupo de artistas brasileiros e portugueses (Albuquerque Mendes, Beatriz Sanchez Horta Correia, Bela Silva, Catarina Branco, Carolina Paz, Estela Sokol, Fábio Carvalho, Gabriela Machado, Graça Pereira Coutinho, Isaque Pinheiro, Jorge Abade, Luis Nobre, Maria Pia Oliveira, Sofia Castro e Susana Maria Clemente Piteira), procedendo de diferentes contextos e formações, “chegados” de viagens transatlânticas ou deslocando-se de cidades portuguesas. Tal confluência proporcionou contextos inesperados de experiência e pensamento; promoveu diálogos e confrontos; impulsionou novas articulações poéticas e conceituais. Associou-se técnica e criatividade, refletindo intencionalidades e decisões diferentes, por parte dos artistas e dos outros protagonistas que os visitaram durante as estadias.

"Em pele de cordeiro" - Fábio Carvalho
aprox. 1.000 peças de faiança vidrada | 2,0 x 1,6 m
foto: Maria de Fátima Lambert

[ Fábio Carvalho em exposição no Museu Nacional Soares dos Reis, Portugal ]

O artista carioca Fábio Carvalho participa com duas obras inéditas em cerâmica, a partir de 2 de outubro, na exposição coletiva “Prometheus Fecit” no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, Portugal, um dos mais importantes daquele país.


Em Pele de Cordeiro, detalhe

As duas obras de Fábio Carvalho ("Em Pele de Cordeiro" e "Gêmeos") são resultado da residência artística realizada em junho passado na Cerâmica PP&A São Bernardo, em Alcobaça. Portugal. Esta foi a quinta residência artística de Fábio Carvalho em terras lusas. O projeto tem curadoria de Maria de Fátima Lambert (Portugal), e conta com um total de 15 artistas brasileiros e portugueses, entre estes Albuquerque Mendes, Catarina Branco, Carolina Paz, Estela Sokol, Fábio Carvalho, Gabriela Machado, Isaque Pinheiro e Sofia Castro. 

A Cerâmica PP&A São Bernardo tem tradição na colaboração com renomados artistas internacionais, como Gerald Gulotta, Jasper Conran, James Packer, John Rochas, Arnold Zimmerman, Nancy Smith, entre outros.
Em Pele de Cordeiro

Na obra Em Pele de Cordeiro Fábio Carvalho criou um mosaico com mais de 1.200 borboletas e flores moldadas uma a uma à mão pelo próprio artista, vidradas em 6 cores diferentes, que juntas formam o desenho de um soldado em tamanho natural, vestindo um uniforme militar camuflado segurando um fuzil. O soldado em mosaico encontra-se "deitado" sobre uma superfície de 60 cm de altura (aproximadamente a altura de uma cama). As borboletas e flores não estão coladas na superfície, acentuando o caráter frágil das pequenas peças, e reforçando a ideia de efemeridade da obra, de que tudo aquilo pode se desfazer a qualquer instante.




Gêmeos

Já a obra Gêmeos apresenta-nos 4 touros vermelhos e brilhantes de tamanho médio (45 x 35 x 30 cm), sendo que dois touros são exatamente como costumam ser produzidos na fábrica (exceto pela cor), e dois touros resultam de uma colagem com acréscimo de diversos ornamentos, alguns buscados de outras peças da fábrica, e outros criados originalmente pelo artista. 

O touro, símbolo tradicional de virilidade, força e impetuosidade, parece agora adocicado pelos ornamentos agregados. Mas isto não quer dizer que não seja mais viril.

Como em toda a produção atual de Fábio Carvalho, o artista procura questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, propondo uma discussão sobre estereótipos de gêneros.


Serviço:
exposição "Prometheus Fecit"
abertura 2 de outubro, 18h
até 14 de dezembro 2014
artistas: Albuquerque Mendes, Beatriz Sanchez Horta Correia, Bela Silva, Catarina Branco, Carolina Paz, Estela Sokol, Fábio Carvalho, Gabriela Machado, Graça Pereira Coutinho, Isaque Pinheiro, Jorge Abade, Luis Nobre, Maria Pia Oliveira, Sofia Castro e Susana Maria Clemente Piteira
curadoria: Maria de Fátima Lambert
Museu Nacional de Soares dos Reis
rua D. Manuel II, 44, 4050 - 342, Porto, Portugal
horários: 3ª 14h - 18h | 4ª a Dom 10h - 18h

[ Variáveis de bancos de jardim ]

(São Paulo)
até 6/12/2014


Com curadoria de Ricardo Resende, a primeira individual da artista Sílvia Ruiz na Gravura Brasileira reúne séries inéditas de xilogravuras e fotogravuras. Segundo o curador são "Imagens que vêm da introspecção interior ou nas próprias ações da artista e das anotações visuais que faz da cidade. Silvia Ruiz faz uma espécie de diário dos fatos do seu quotidiano e das ocorrências dos seus estados de espírito ao observar um simples banco de jardim e transformá-lo em uma poesia visual gravada".

Para esta mostra na Gravura Brasileira, Silvia Ruiz traz fotogravuras e xilogravuras de cortes vigorosos desprendidos sobre a madeira e depois transferidos para o papel. Entalha na madeira e transfere a imagem para o papel com a colher de pau e é desse gesto que extrai toda a expressividade da linguagem com vistas de bancos. O que exige da artista dedicação e força nos braços e mãos para cavar e imprimir. É um trabalho exaustivo para conseguir os belos e delicados resultados sobre grandes folhas de papel.

até 6/12/2014
Gravura Brasileira
rua Doutor Franco da Rocha, 61, Perdizes - SP
seg/sex - 10/18h | sábado - 11/13h

[ Arquivo em Movimento ]

(Rio de Janeiro)
até 5/12/2015

Um arquivo inusitado de pedras litográficas do início do século XX, guardado na EAV Parque Lage, será material de estudo no Programa EAVerão 2015.

fonte >>

As inscrições estão abertas até 5 de dezembro. (http://eavparquelage.org.br/lancamento-eaverao/).

25 bolsistas serão selecionados entre os inscritos para um programa intensivo, que vai de 12 de janeiro a 6 de fevereiro de 2015.

No curso, os 25 artistas bolsistas — selecionados pela EAV entre os inscritos — terão a oportunidade tanto de lidar artisticamente com as pedras quanto levantar histórias por trás desse material, que ajuda a contar a evolução do design gráfico.

Leia a matéria "O caminho das pedras da litografia carioca" no link: http://oglobo.globo.com/rio/escola-de-artes-visuais-aponta-caminho-das-pedras-da-litografia-carioca-14700239

[ Fábio Carvalho | Portfólio de Ações - 2010/2014 ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 12 de novembro, quarta, 18h
até: 5 de dezembro, seg/sex, 9 às 20h

Exposição que traz pela primeira vez um panorama da produção artística de Fábio Carvalho nos últimos cinco anos abre dia 12 de novembro, quarta-feira, às 18h na Galeria de Arte do Café Baroni. O projeto é uma parceria entre a Caza Arte Contemporânea, Marcia Zoe Ramos Escritório de Arte e Raquel Baroni.


O artista carioca Fábio Carvalho abre no próximo dia 12 a exposição “Portfólio de Ações - 2010/2014", na galeria de arte do Café Baroni, localizada no Edifício Bolsa do Rio, na praça XV de novembro n° 20, Centro. Esta exposição apresenta 42 trabalhos criados entre 2010 e 2014, sendo que mais da metade destes ainda são inéditos no Rio, e traz como destaque a série inédita “Unidade do Exército Monarca”.

Na série Unidade do Exército Monarca — ou simplesmente UdEM —, vemos uma grande quantidade de impressões de soldados segurando um fuzil, com asas de borboleta saindo de suas costas. As impressões em folhas de papel de seda foram feitas com carimbos de borracha produzidos à mão pelo próprio artista, e em seguida coladas sobre 11 telas na forma de "lambe lambe". O "Monarca" do título é uma referência à borboleta monarca (Danaus plexippus) recorrente em trabalhos de Fábio Carvalho.


7ª Udem (Unidade do Exército Monarca)
"lambe lambe" (impressão com tinta acrílica e carimbos em papel de seda) s/ tela

Desde 2009 Fábio Carvalho nos convida a uma reflexão sobre os elementos que constituem as expectativas de gênero. Seus trabalhos operam na superposição e no conflito entre elementos tradicionais do universo feminino, em particular os padrões decorativos florais, as borboletas, a louça de porcelana, o scrapbook vitoriano, o bordado, as pérolas, as rendas e os cristais, com os estereótipos de masculinidade, como o militar, o policial, o executivo, o halterofilista, o cowboy, etc. O artista acredita que a reflexão proposta por sua produção possa nos levar a novas posturas e ações frente a uma questão tão urgente em nossos dias. Basta lembrar a quantidade absurda de pessoas agredidas e até mesmo mortas diariamente no Brasil pelo simples fato de serem diferentes.

Pérolas aos poucos n° 4
tecido montado sobre chassi, bordado à mão, apliques industriais, pérolas falsas, cristais falsos

Nos trabalhos de Fábio Carvalho ficamos frente a frente com imagens e objetos plenos de beleza, sedução e delicadeza, talvez fazendo-nos até esquecer que estes estão entremeados ou partem de elementos que representam violência e repressão, em particular tendo em mente a história recente brasileira. Estamos, portanto, diante de um dilema provocado por um discurso aparentemente contraditório, e cabe a cada um tomar a sua posição frente a este dilema.

Em seu trabalho o artista procura questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, propondo uma discussão sobre os estereótipos de gêneros. E agora, na Galeria de Arte do Café Baroni, temos a oportunidade de conferir trabalhos de diversas séries e épocas do artista juntos pela primeira vez.
Medalhão Monarca 2
faiança vidrada e policromada à mão com uso de estampilhas originais criadas pelo artista

Serviço:
exposição “Fábio Carvalho | Portfólio de Ações - 2010/2014”
galeria de arte do Café Baroni
Bolsa do Rio - praça XV de novembro n°20 – Centro
abertura: 12 de novembro, 18h
até: 5 de dezembro, seg/sex, 9 às 20h