[ "Rrrrrrrrrr" ]

(São Paulo)
abertura: 3/4/2017 | 19h - 22h
até: 27/5/2017


A Central Galeria tem o prazer de apresentar, a partir de 03 de abril de 2017, às 19h, a primeira exposição da artista carioca Gabriela Mureb, em São Paulo. Sob curadoria de Juliana Gontijo, a exposição intitulada “Rrrrrrrrrr” é composta por uma série de de máquinas alteradas, motores, vídeos e desenhos que evocam experiências limitrofes do corpo-humano e maquínico – e da linguagem.

Rrrrrrrrrr é um título-onomatopéia que faz referência ao som gutural, dificilmente pronunciável, que anuncia um momento disfuncional da linguagem e da perda de sentido. O ruído se torna aqui o ponto de conexão entre regimes heterogêneos – metal, borracha e carne -, a partir do qual as máquinas ganham a improdutividade do funcionamento ilógico, a fala não se pronuncia, os movimentos corporais são involuntários e a produção  de fluidos, automatizada.

Serviço:
Exposição: "Rrrrrrrrrr”,
individual de Gabriela Mureb
curadoria: Juliana Gontijo
Abertura: 3 de abril, das 19h às 22h
Visitação: 04/03 a 27/05/2017

Central Galeria
Vila Madalena: r. Mourato Coelho, 751, tels. (11) 2645-4480 e (11) 2613-0575
Seg. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h
http://www.centralgaleria.com

[ O Museu Inexistente No 1 ]

(São Paulo)
abertura: 25/03/2017 | 15h - 20h
até: 06/05/2017


O projeto “O Museu Inexistente No 1”, do artista Victor Leguy, concebido em parceria com o curador Gabriel Bogossian, propõe um museu fictício que reconta parte da história do Brasil sob uma nova perspectiva. Numa tentativa de descolonizar o olhar e ampliar nosso repertório visual sobre o patrimônio cultural brasileiro são exibidos fotografias, filmes, documentos e objetos que debatem o imaginário construído em torno do povo indígena Enawenê-Nawê. Através de displays museológicos repensados e discurso horizontal, mostra discute o papel do museu na atualidade.

Serviço:
“O Museu Inexistente No 1”, de Victor Leguy
Curadoria: Gabriel Bogossian
Abertura: 25 de março de 2017, das 15h às 20h
Visitação: 26/03/17 a 06/05/17

Encontro com artista, curador e convidados: 08/04, às 15h
Lançamento do catálogo: 06/05/2017, às 15h

Funarte São Paulo | Galeria Flavio de Carvalho
 Campos Elíseos: Al. Nothmann, 1.058, estação Santa Cecília do Metrô, tel. (11) 3662-5177. Seg. sex., 13h/18h; sáb. e dom., 15h/20h. www.funarte.gov.br

[ A Palavra Líquida ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 14/3/2017 - 18h30
até: 16/4/2017

Fábio Carvalho | "Dos que partem, aos que ficam" e "Macho Toys"

Projeto “A Palavra Líquida” fala das questões de gênero por meio da arte

Fábio Carvalho (RJ), Diego Ciarlariello (SP) e Tales Frey (Portugal) participam da exposição “A Palavra Líquida”, que abre terça, dia 14 de março, 18:30h, na galeria Casa Rosa do Sesc Tijuca , Rio de Janeiro.

Cada vez mais, a linguagem literária não está apenas no papel: ela se molda nas artes visuais, em hipertextos, hiperlinks e é instrumento de criação em várias interfaces. Essa é a essência do projeto multilinguagem “A Palavra Líquida”, que no ano em que as discussões de gênero estão em evidência, trata deste tema mixando mesas literárias, exibições de filmes, peças de teatro, exibições de artes visuais e apresentações de dança e música. O Sesc Tijuca reservou a Casa Rosa, espaço que permite diferentes formatos culturais, para receber a programação de “A Palavra Líquida I Questões de Gênero”. Partindo da Literatura e se desdobrando com atividades no audiovisual, no teatro, na dança, na música e nas artes visuais, a terceira edição do “A Palavra Líquida” tem idealização e curadoria da equipe da Gerência de Cultura do Sesc.

Fábio Carvalho | "Macho Toy  (vermelho)"
Na exposição Fábio Carvalho apresentará 7 objetos e 6 colagens sobre tela da série Macho Toys (2009/2013), bem como 6 colagens sobre tela da série Dos que partem, aos que ficam (2010/2011). Na exposição A Palavra Líquida serão apresentados ainda peças da série "Macho Toys – publicações" feitas a partir de capas e propagandas de revistas antigas de fisiculturismo, que desde aquele tempo, até os nossos dias, agora em novas mídias e novos modelos de corpos, indicavam qual era o tipo mais perfeito e ideal para um "verdadeiro homem viril". Fábio Carvalho procura com seu trabalho questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, e nos lembrar que tudo aquilo que nos parece eterno e definitivo, como tudo na cultura humana, são na verdade resultado de acordos no tempo e espaço.

foto de Diego Ciarlariello.
Diego Ciarlariello apresentará a série Entre Gêneros; 17 fotografias de artistas que captam as particularidades de cada retratado, com fotos que dialogam com o meio em que os artistas vivem, sejam nas grandes metrópoles ou numa cidade pacata do interior. Mostram a força de cada um, destacando a coragem de existir e as transgressões em várias épocas.

foto de performance "F2M2M2F", de Tales Frey.

Tales Frey trará para a exposição o vídeo (TRA) VESTIR UM FA(C)TO, trabalho desenvolvido em parceira com Paulo Aureliano da Mata (Portugal/ SP). O vídeo expõe dois corpos masculinos e cada qual com dois tipos de fato de casamento: ora um fato considerado masculino ora um fato considerado feminino. Tales também realizará no dia a abertura a performance F2M2M2F. Dois corpos beijam suas próprias imagens refletidas em um único espelho de dupla face durante uma hora ininterruptamente, enquanto transitam pelo espaço.

SERVIÇO:
Exposição A Palavra Líquida (Questões de Gênero)
abertura dia 14/3/2017, 18h30
exposição até 16/4/2017
terça a domingo, 9h às 18h
local: Casa Rosa | SESC Tijuca
rua Barão de Mesquita, 539 | Tijuca | Rio de Janeiro | RJ
telefones (21) 3238-2139, 3238-2164, 3238-2439

exposição “Almofadinhas” | galeria GTO - Sesc Palladium | Belo Horizonte / MG

Três artistas homens provocam noções estereotipadas de gênero, afetividade e sexualidade em exposição de arte com bordados


Fábio Carvalho (RJ), Rick Rodrigues (ES) e Rodrigo Mogiz (MG) participam da exposição ALMOFADINHAS, de 17 de fevereiro a 26 de março de 2017, na galeria GTO do Sesc Palladium, Belo Horizonte. A exposição nasce do encontro de três artistas homens de gerações diferentes e localidades também distintas, que se dedicam a trabalhos no território do sensível e do delicado, tendo o bordado como um dos meios de produção de suas obras (mesmo que não exclusivamente).

Fábio Carvalho | Dor e Delícia

Os três artistas se apresentam pela primeira vez juntos depois de muitas conversas à distância, por meio das redes sociais, sobre as afinidades conceituais e imagéticas  de suas obras e como poderiam fazer algo coletivamente. A partir daí nasce o termo Almofadinhas, por meio da descoberta de um texto que relata a origem da expressão, que comumente ficou conhecida para designar pejorativamente homens ricos, muito bem arrumados, cheios de frescuras. É que em 1919, no auge da primeira República, em Petrópolis/RJ “rapazes elegantes e efeminados” se reuniram para definir quem era o melhor na arte de bordar e pintar almofadas trazidas da Europa especialmente para a ocasião. Tal episódio criou tanto alvoroço que acabou sendo criado este termo para designar talvez com um certo grau  de “revolta” o ócio e ousadia desses rapazes.

Os “Almofadinhas” deixaram para trás a praxe que determinava que os homens trajassem roupas escuras, ostentassem barbas e bigodes espessos, destacando sua virilidade, competência e um espírito de liderança nato, optando por roupas mais leves e de cores mais claras, personificando um novo homem do pós‐guerra, em harmonia com um crescente sentimento de “viver a vida intensamente” deste período.

Rick Rodrigues | Revoada

É a partir daí que nasce em Fabio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz o conceito “Almofadinhas” ou como melhor eles definem, a entidade “Almofadinhas”, que parte desta (ainda) surpresa de se ver homens que bordam, mas que se pesquisarmos mais a fundo, descobriremos que muitos homens estão ligados a esta atividade, que acabou sendo associada em nossa cultura ocidental patriarcal, ao trabalho artesanal feminino e doméstico. Dessa forma os três artistas provocam a tradição, trazendo o bordado uma vez mais para o campo da arte contemporânea, ampliando as discussões sobre questões de gênero, afetividade e sexualidade.

Os artistas apresentam cerca de 15 conjuntos de obras de diferentes momentos de suas trajetórias, além de trabalhos inéditos feitos especialmente para o projeto, que vão desde almofadas bordadas a trabalhos suspensos e de parede onde o têxtil está sempre presente em diversos formatos, apresentando figuras masculinas, pássaros, flores, armas de fogo, dentre outras iconografias.

Rodrigo Mogiz | Hurt Me

A curadoria é de Ricardo Resende, especialmente convidado para se juntar aos  “Almofadinhas”. Resende, que já foi diretor geral do Centro Cultural São Paulo, atualmente está no Museu do Bispo do Rosário no Rio de Janeiro, além de já ter realizado inúmeras e importantes curadorias e ter passado por outras instituições como o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Funarte e Centro Dragão do Mar, em Fortaleza. Trabalhou também com o Projeto Leonilson, que como Bispo é outro expoente e importante artista ligado às questões do bordado na arte contemporânea brasileira.

No período final da exposição estão previstos o lançamento do catálogo da exposição Almofadinhas, com um bate papo com os artistas e o curador, no dia 22 de março, 19h, além de uma oficina de bordado só com homens, no dia 24 de março, a partir de 15h.

http://almofadinhasbr.blogspot.com.br

SERVIÇO:
Exposição ALMOFADINHAS
galeria GTO - Sesc Palladium
Av. Augusto de Lima, 420, Centro– Belo Horizonte
telefone (31) 3270-8100
abertura dia 16 de Fevereiro, 19:30 h
funcionamento da galeria: terça-feira a domingo, das 9h às 21h
período de exposição: 17 de Fevereiro a 26 de Março


[ Paisagens Invisíveis ]

(São Paulo)

abertura: 17/12/2016
até: 29/01/2017


A parte externa do prédio do MuBE, vista da avenida Europa, é uma praça que está plenamente integrada com a paisagem de um bairro que é um jardim.

Mas o espaço interno, no subsolo, é inacessível ao olhar de quem passa na rua. Paisagens Invisíveis é uma exposição de arte sonora que chama atenção para aspectos da paisagens que vão além da visibilidade. A área expositiva interna está completamente vazia de objetos, mas ocupada por sons.
Três núcleos estruturam a exposição: 1. Ruídos e Natureza, que traz sons produzidos a partir de elementos naturais e vibrações irregulares. 2. Paisagens narrativas, com monólogos e diálogos captados na cidade. 3. Paisagens eletrônicas, que traz sons de amplitudes e frequências diversas produzidos digitalmente, por computadores ou traquitanas artificiais.

Onze autores ativam os espaços expositivos com ondas sonoras que ecoam no concreto e exploram sensações de volume e localização espacial. É da relação entre a música, o rádio e as artes visuais, em contato com a arquitetura, que a arte sonora se constitui e expande o campo de possibilidades de atuação do artista. O público é convidado a percorrer o museu seguindo luzes e sons que indicam o trajeto. O aparelho auditivo, responsável por um dos sentidos que geralmente não é o protagonista das exposições de arte, está no centro da experiência.

A mostra aguça a percepção dos visitantes em relação ao seu entorno e contribui para expandir a noção de escultura. Ao exigir a escuta, Paisagens Invisíveis revela possibilidades de compreensão do modo como som ocupa e se relaciona com o espaço tridimensional.

Você também quer sair dessa vida sem sentido?

As peças de Antônio Ewbank, Chico Togni e Edu Marin ocupam parte significativa da área expositiva externa do MuBE. Elas se integram ao ambiente da praça, local de lazer, e se relacionam com toda a paisagem ao redor.

Uma grande pedra, feita predominantemente de materiais orgânicos, madeira e papel, é um área de descanso e repouso. É como se esse trabalho tridimensional se aproximasse do tradicional jardim de pedras japonês. No jardim zen a pedra está relacionada a montanha, lugar de meditação e abertura da mente e do corpo para outros estados e condições espirituais.

Em Você também quer sair dessa vida sem sentido? é no topo da pedra que está armazenada a água que alimenta os chuveiros sobre os deques. Em pleno verão paulistano, os visitantes podem refrescar seus corpos, relaxar e contemplar a paisagem. Quatro arquibancadas também compõe o conjunto das peças. Geralmente destinada para que o público se acomode e assista algum evento, ela aqui é o próprio evento. Ao incorporar a funcionalidade as peças tencionam a relação entre arte e design.

O título do trabalho, em vez de buscar uma resposta universal, formula uma pergunta. Ele aborda o sentido da vida, questionamento que tanto a filosofia como a religião, ao longo de toda existência humana, se colocaram. Sem pretender criar algum dogma ou se aproximar da autoajuda, o trabalho constrói um espaço para uma reflexão que não é só da mente, mas também do corpo em relação ao espaço, a arquitetura e a paisagem urbana.

[ Caso o Acaso ]

(São Paulo)
abertura: 16/8/2016 - 19h :: 22h
até: 15/12/2016


Coletiva reúne trabalhos de oito artistas que exploram a impermanência dos materiais

A Central Galeria tem o prazer de apresentar, a partir de 16 de agosto, das 19h às 22h, "Caso o Acaso", exposição coletiva que propõe um diálogo entre a produção de oito artistas que desgastam e testam a resistência de materiais, normalmente considerados sólidos e usados em diferentes estruturas.

Os trabalhos rompem, inserem brechas ou ainda distorcem elementos tão diversos quanto o cimento, gesso, madeira, argila, cerâmica, vidro, além do próprio espaço expositivo. Desconstruir para reconstruir, construir para destruir, moldar a partir da arquitetura antiga ou atual, aglutinar elementos soltos em um novo objeto. São todos procedimentos observados nas obras desses artistas, nas quais a transformação da matéria se sobressai.

Assim, esses trabalhos tornam palpáveis a impermanência e fragilidade intrínseca desses materiais e das estruturas que eles suportam. Algumas obras aparecem como resquícios de um passado, que desfaz as camadas do tempo, a imagem de paredes desgatadas. Outras, devolvem organicidade e movimento à rigidez de elementos de sustentação, como tapumes e concretos. Transpassando os limites, as obras reunidas na exposição formulam um convite a considerar o avesso, o que há por detrás do muro.

Participam da exposição os artistas Bruno Baptistelli, Theo Craveiro, Romain Dumesnil, Anna Israel, Manoela Medeiros, Brisa Noronha, C. L. Salvaro e Rodrigo Sassi.


Serviço:
Exposição: "Caso o Acaso"
abertura: 16 de agosto,  das 19h às 22h
visitação: 17 de agosto a 15 de dezembro de 2016

Central Galeria
r. Mourato Coelho, 751 - Vila Madalena
tel:  2645-4480 e 2613-0575
funcionamento: segunda a sexta das 11 às 19 horas | sábado das 11 ás 17 horas

[ Uma Imagem Possível ]

(São Paulo)
abertura: 08/07/2016 - 19/22h
até: 15/10/2016



A Central Galeria apresenta, a partir de quinta-feira, 08/07/16, das 19h às 22h, a exposição "Uma Imagem Possível",  segunda exposição da série "Vídeo de Hoje", realizada em parceria com com o Espaço Fonte. Com curadoria e organização de  Roberto Moreira S. Cruz, a mostra pretende evidenciar a diversidade e a experimentação nas propostas de linguagem de oito artistas que trabalham exclusivamente com as formas de expressão do vídeo.

Apresentando 24 trabalhos dos artistas Felipe Barros, Leandro HBL, Sara Não tem Nome, Carlosmagno Rodrigues, Kika Nicolela, Roberto Bellini, Eduardo Zunca e Claudio Santos, a mostra "Uma Imagem Possível" pretende ser um pequeno panorama sobre a atual produção de videoarte no Brasil.

Segundo o curador Roberto Moreira S. Cruz, as propostas de linguagem e experimentação com as formas de expressão do vídeo são as mais diversas possíveis e a consequência disso é que o elenco de projetos e obras apresentados no contexto mais recente da arte brasileira torna-se plural e multifacetado, evidenciando o hibridismo dos formatos e estilos.

Foi a partir da segunda metade da década de 1990 que as relações entre vídeo, cinema e artes visuais se evidenciaram no Brasil. As exposições de arte, mostras e festivais passaram a apresentar com mais frequência trabalhos que conjugavam estas variadas formas de exibição de obras audiovisuais. Esta convergência, tardiamente percebida no país em relação ao contexto internacional, se deveu essencialmente a uma miscigenação das práticas criativas, que permite aos artistas passar a transitar por meios e suportes menos ortodoxos, como a fotografia digital, as instalações e o próprio vídeo, que se transformou numa ferramenta cada vez mais acessível em função de seu desenvolvimento tecnológico acelerado.

Serviço:
Exposição: "Uma Imagem Possível"
Abertura: 08 de julho,  das 19h às 22hrs
Visitação:08/07 a 15/10/16

Central Galeria
r. Mourato Coelho, 751, Vila Madalena
tels. 2645-4480 e 2613-0575
seg. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h.
www.centralgaleria.com

[ Cinema Lascado - Gisellle Beiguelman ]

(São Paulo)
abertura: 16/7/2016 - 11h
até: 25/9/2016



A Caixa Cultural São Paulo apresenta, entre 16 de julho e 25 de setembro de 2016, a exposição "Cinema Lascado", que faz um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista e pesquisadora Giselle Beiguelman. Sob curadoria de Eder Chiodetto, a mostra é composta por vídeo instalações, projeções e 22 imagens inéditas, resultantes de suas pesquisas sobre imagem digital, estéticas da obsolescência tecnológica e paisagens urbanas arruinadas. A entrada é franca e o patrocínio é da Caixa Econômica Federal.

Utilizando-se de softwares, ferramentas e aparatos eletrônicos de várias gerações, a produção de Giselle Beiguelman problematiza a tecnologia no campo estético. Seus vídeos fazem o espectador viajar pelo tempo entre a “paleoweb” e o pós-cinema, e suas imagens entre o Low-tech e o Hi-tech. São viagens por paisagens urbanas que choram, que explodem, que passam rapidamente pelos olhos e se fixam na memória, que discutem, em paralelo, ainda, o consumo desenfreado de tecnologia e a obsolescência programada.

Serviço:
Exposição "Cinema Lascado", de Giselle Beiguelman”
Curadoria de Eder Chiodetto
Abertura: Sábado, 16 de julho, às 11h com visita monitorada com o curador Eder Chiodetto
Visitação: de 16 de julho a 25 de setembro de 2016

Palestra com a artista e o curador + lançamento do catálogo
Data: 27 de agosto (sábado), às 11h
Capacidade: 45 lugares
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: Livre

CAIXA CULTURAL SÃO PAULO
Centro: Praça da Sé, 111, tel. (11) 3321-4400.
Ter. a dom., 9h/19h.

[ Fábio Carvalho - Invasão Monarca ]

(Niterói)
abertura: 2/7/2016
até: 30/7/2016

Fábio Carvalho abre em Niterói a instalação inédita "Invasão Monarca"

Dia 2 de julho, sábado, de 11h às 15h, será inaugurada a exposição individual INVASÃO MONARCA no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. Na galeria de arte Quirino Campofiorito, no Campo de São Bento, Fábio Carvalho apresentará uma instalação inédita formada por mais de 1300 bandeirinhas de papel de seda pintadas à mão pelo próprio artista, que ocuparão tanto o espaço interno da galeria transparente de vidro, bem como o seu entorno.

Invasão Monarca

A exposição INVASÃO MONARCA é um desdobramento em grande escala de um trabalho realizado anteriormente pelo artista em junho de 2014 em Lisboa, Portugal, a Intervenção Urbana “Migração Monarca”, desenvolvida durante as tradicionais "Festas de Lisboa", que correspondem às nossas Festas Juninas. Na ocasião, Fábio Carvalho misturou seus “Monarcas” às ornamentações já existentes pelas ruas de Lisboa. Os "Monarcas" que dão nome à instalação são soldados em uniforme camuflado, com asas de borboleta saindo de suas costas, pintados à mão um a um pelo próprio artista com tinta acrílica sobre bandeirinhas de papel de seda.

O uso da borboleta monarca em vários dos trabalhos de Fábio Carvalho vai muito além do fato de borboletas serem normalmente associadas ao universo feminino, frágil e delicado, que em oposição aos símbolos usualmente aceitos como masculinos, de força e virilidade, como os militares, formam a principal dialética da sua produção artística, que procura levantar uma discussão sobre estereótipos de gênero, e questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir.

Fábio Carvalho | Migração Monarca | Lisboa | 2014

Seu uso surge ainda como um contraponto à camuflagem dos uniformes militares. As borboletas monarca são tóxicas, e por isso evitadas pelos predadores. Há outras espécies de borboleta não venenosas que mimetizam o padrão exuberante da monarca, que assim são também evitadas pelos predadores. Camuflagem e mimetismo são estratégias opostas de sobrevivência e proteção, que objetivam confundir e enganar, ao se fingir ser algo que não se é.

A instalação INVASÃO MONARCA no CCPCM ocupará quase todo o interior da galeria, deixando-se apenas alguns “caminhos” para circulação do público em meio às banderinhas, criando-se algo próximo a um penetrável labiríntico. Os fios serão dispostos não apenas no alto, mas também em alturas variadas, cruzando o espaço, e entre si, de cima para baixo, de lado a lado, criando-se paredes e passagens. O projeto tira partido também da “caixa de vidro” que é a galeria, de forma a interconectar o interior com o exterior. Os fios de bandeirinhas, que começam no espaço interno, vazarão pelas frestas das chapas de vidro, e se projetarão ao exterior, em direção ao entorno.

Invasão Monarca (projeto)

A enorme quantidade de soldados alados que invadem e preenchem galeria e entorno torna-se uma “Ocupação Temporária do Exército Monarca”. “Ocupação Temporária” é um termo jurídico usado nos casos onde a ação da polícia em uma comunidade não é suficiente ou bem sucedida, e neste caso o exército assume temporariamente  a função de polícia, mas quase sempre de forma tempestuosa e violenta, sem planejamento e questionamento dos possíveis efeitos da ocupação militar de áreas onde moram trabalhadores, estudantes, crianças, pessoas idosas e doentes.

A instalação INVASÃO MONARCA faz um comentário crítico à ostensiva ocupação policial e militar sob a qual vivemos, geralmente feita de forma indiscriminada, agressiva, truculenta, decorrente do descontrole da violência urbana, mas também da mão de ferro dos governantes, que estão sempre prontos a dominar, reprimir, calar, repreender qualquer manifestação individual ou coletiva que não se alinhe aos interesses destes governantes e seus “sócios”.

* Fábio Carvalho está em atividade desde 1994, com 16 exposições individuais e mais de 150 coletivas no Brasil, Alemanha, Argentina, Chile, Cuba, Espanha, Equador, EUA, Hungria, Inglaterra, Itália, País de Gales, Peru, Portugal, República Checa e Rússia. Atualmente está muito ativo também em Portugal, onde participou de 7 residências artísticas (Faianças Bodallo Pinheiro, Porcelana Vista Alegre, Oficina da Formiga, Maus Hábitos, Cerâmica São Bernardo, entre outras), participou de diversas exposições, e realizou vários projetos de Intervenção Urbana. Tem mais de 120 obras em coleções públicas e privadas.


SERVIÇO:
Exposição INVASÃO MONARCA, de Fábio Carvalho
Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM)
Galeria Quirino Campofiorito
Campo de São Bento (Parque Prefeito Ferraz)
Rua Lopes Trovão s/nº, esquina com Avenida Roberto Silveira
abertura: 2 de julho, sábado, de 11h ás 15h
exposição até: 30 de julho de 2016
horário: segunda a sexta das 10h às 17h; sábados, domingos e feriados das 10h às 15h.
telefone: 2610-5748

[ exposição Pensão Artística ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 10/6/2016 - 19h
até: 9/7/2016

A Galeria Pretos Novos inaugura nesta sexta, dia 10 de junho, 19h a exposição Pensão Artística, apresentando o resultado do projeto de residência artística com os artistas Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral, com curadoria de Marco Antonio Teobaldo.

OCUPAÇÃO OLYMPIA - Fábio Carvalho

Depois de ficarem hospedados por cinco dias em um hotel, na região portuária do Rio de Janeiro, os artistas e o curador apresentarão de 11 de junho a 9 de julho o resultado de todo o trabalho que envolveu os moradores da região, lideranças comunitárias locais, funcionários do hotel e convidados que interagiram no processo de criação das obras.

De acordo com o curador, a experiência de convivência e troca com os artistas foi uma espécie de laboratório para que eles pudessem desenvolver seus projetos em um ambiente fora das suas zonas de conforto. Segundo Teobaldo “Tivemos a oportunidade de vivenciar as mudanças urbanísticas da Região Portuária, concentrando nossas percepções sobre as suas consequências na população local e aos milhares de indivíduos que nela transitam diariamente, realizando, ainda, algumas atividades nos estabelecimentos comerciais e institucionais do entorno, após o horário de visitação nos quartos”.

Resultados da residência:

Dani Soter – Colcha de retalhos para uma cama de casal

Daniela Dacorso – Retratos

Fábio Carvalho – Ocupação Olympia

Heberth Sobral – Noticiário



O Projeto Pensão Artística foi selecionado pela Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Cultura, no edital de Fomento Cidade Olímpica.