[ 7° Salão dos Artistas Sem Galeria ]

(São Paulo)
até 20/2 (SP) e 23/4 (BH)

Os dez artistas selecionados na 7ª edição do Salão dos Artistas Sem Galeria, promovido pelo Mapa das Artes (www.mapadasartes.com.br), participam de exposições coletivas em três galerias. Em São Paulo, as exposições são simultâneas e ocorrem na Zipper Galeria (de 19/1/16 a 20/2/16), nos Jardins, e na Galeria Sancovsky (de 20/1/16 a 20/2/16), em Pinheiros. Em Belo Horizonte (MG), a mostra ocorre na Orlando Lemos Galeria, entre 12/3 e 23/4/16.

O júri de seleção foi formado pelos curadores Jacopo Crivelli Visconti, Marta Ramos-Yzquierdo e Douglas de Freitas, que escolheram os artistas Bruno Bernardi (GO/SP), Daniel Antônio (MG/SP), Daniel Jablonski (RJ), Felipe Seixas (SP), Giulia Bianchi (SP), Marcelo Oliveira (RJ), Mariana Teixeira (SP), Renan Marcondes (SP), Renato Castanhari (SP) e Sergio Pinzón (Colômbia/SP). Durante as exposições, os três membros do júri visitarão as mostras para definir o ganhador do prêmio de R$ 1.000,00, que ganhará exposição individual na Orlando Lemos Galeria no decorrer do ano de 2016. Todos os dez selecionados recebem R$ 600,00 de ajuda de custo.

O Salão dos Artistas Sem Galeria tem como objetivo avaliar, exibir, documentar e divulgar a produção de artistas plásticos que não tenham contratos verbais ou formais (representação) com qualquer galeria de arte na cidade de São Paulo. O Salão tradicionalmente abre o calendário de artes na cidade e é uma porta de entrada para os artistas selecionados no mundo das artes.

Serviço:

ZIPPER GALERIA
Abertura: 19 de janeiro, terça-feira, das 19h às 22h
Período expositivo: de 19 de janeiro a 20 de fevereiro de 2016
Rua Estados Unidos, 1.494, Jardins, São Paulo, SP
Tel.: (11) 4306-4306 | Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/17h.
www.zippergaleria.com.br | entrada franca

GALERIA SANCOVSKY
Abertura: 20 de janeiro, quarta-feira, das 19h às 22h
Período expositivo: de 20 de janeiro a 20 de fevereiro de 2016
Praça Benedito Calixto, 103, Pinheiros, São Paulo, SP
Tel.: (11) 3086-0784.  | Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 10h/18h30.
www.galeriasancovsky.com.br  | entrada franca

ORLANDO LEMOS GALERIA
Abertura: 12 de março de 2016, das 12h às 18h
Período expositivo: de 12 de março a 23 de abril de 2016
Nova Lima: r. Melita, 95, Jardim Canadá,
Tel. (31) 3224-5634 e 3581-2025 | Seg. a sex., 10h/19h, sáb., 11h/17h, dom., 12h/16h. www.orlandolemosgaleria.com.br | entrada franca

[ APOSTO 2.0 e OCUPAÇÃO MONARCA em Lisboa - Fábio Carvalho ]

Depois de passar 30 dias na Residência Artística HS13rc entre fevereiro e março deste ano, o artista retorna a Lisboa de 20/10 a 18/11 para realizar a segunda fase do projeto de intervenção urbana APOSTO. Na primeira fase do projeto, o artista criou dois novos padrões de azulejo, a partir de fotos de peças da série "Delicado Desejo". A série "Delicado Desejo" é composta por armas de fogo criadas a partir de um patchwork de diversas rendas.

Os novos padrões de azulejo foram impressos em papel, e depois aplicados com cola de amido em fachadas de prédios lisboetas onde os azulejos originais já estavam em falta, por deterioração ou roubo. Nenhum azulejo real foi encoberto pelos azulejos de papel do artista. A escolha entre um ou outro dos padrões criados pelo artista era feita de forma a se conseguir a melhor integração possível com os azulejos originais, já existentes nas fachadas. 

APOSTO - fev/mar 2015

intervenção urbana APOSTO durou 35 dias, e rendeu 45 intervenções em fachadas e mais de 300 inserções de azulejos de papel, 5 visitas guiadas, 4 entrevistas (3 Portugal, 1 Brasil), e 58 artigos/notas em jornais, sites e revistas (34 Portugal, 18 Brasil, 2 Espanha, 3 EUA, 1 República Checa).

Logo após a intervenção urbana APOSTO o artista realizou a exposição individual REJUNTE na galeria do Instituto Pretos Novos (Rio de Janeiro), com curadoria de Marco Antonio Teobaldo, onde apresentou uma seleção de fotos da ação em Lisboa, bem como novos trabalhos novos, desdobramentos da ação APOSTO.

APOSTO - fev/mar 2015

Além dos dois novos padrões de azulejo criados, em um caso particular Fábio Carvalho criou um padrão específico, “sob medida”, visando um maior diálogo entre o padrão original na fachada e o criado pelo artista (acima). É exatamente este aspecto que será ampliado nesta segunda fase da da intervenção urbana APOSTO, batizada como “APOSTO 2.0”. O artista irá criar uma grande variedade de novos padrões para seus azulejos de papel, cada qual destinado a apenas um único padrão português original. Desta forma, cada fachada com faltas será completada com um desenho de azulejo desenvolvido especialmente para aquele prédio.Fábio Carvalho conta que desde que começou a vir à Lisboa com regularidade, a partir de 2011, ficou interessado pelos remendos que as pessoas fazem nas fachadas de suas casas, usando padrões diferentes dos originais para completar os buracos que vão aparecendo, e que isto foi um dos pontos de partida para esta intervenção artística.

APOSTO 2.0 (projeto)

Na página hs13rclisboa.blogspot.com.br  é possível conhecer a primeira fase da intervenção urbana, além de acompanhar a evolução da segunda fase “APOSTO 2.0”.

Além de “APOSTO 2.0”, o artista também trará a Lisboa a intervenção urbana “OCUPAÇÃO MONARCA”, iniciada em agosto deste ano no Rio de Janeiro. A intervenção urbana “OCUPAÇÃO MONARCA” consiste na aplicação de lambe lambe (impressão com tinta acrílica e carimbos s/ papel, aplicados com cola de amido) sobre postes e outras peças do mobiliário urbano em estado de degradação no Rio de Janeiro. Em Lisboa, o lambe lambe também assumirá a forma de azulejo de papel, para ser aplicado em portas e janelas preenchidas com tijolos e cimento em imóveis abandonados, e em alguns casos específicos, como complemento às faltas de azulejos em fachadas.

APOSTO x OCUPAÇÃO MONARCA (projeto)

Nesta intervenção temos como base a icônica imagem de um soldado em uniforme camuflado e armado com um fuzil, com asas de borboleta saindo de suas costas, que pode ser encontrada em uma variedade de outros trabalhos do artista, acompanhada de novos desenhos, todos advindos do universo militar: tanques de guerra, granadas, bombas, pistolas, facões, entre outras, ornamentados por uma variedade de flores. Esta série foi criada de forma a fazer referência aos azulejos de figura avulsa portugueses.

OCUPAÇÃO MONARCA (projeto)

Como em toda a sua produção, Fábio Carvalho procura questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, propondo uma discussão sobre estereótipos de gênero.

[ Rio recebe TRIO Bienal ]

fonte: Das Artes 

Fábio Carvalho, Eros & Psiquê

Rio recebe TRIO Bienal

por Redação
07/08/2015

A cada dois anos, uma mudança de foco em setembro faz com que as atenções do circuito artístico saiam um pouco do eixo Rio-São Paulo e migrem para a Região Sul, onde acontecem as bienais de Curitiba e do Mercosul. Este ano, porém, estas duas tradicionais bienais ganham uma companheira no Rio de Janeiro: no dia 05 de setembro, chega pela primeira vez à cidade a TRIO Bienal, bienal internacional de arte contemporânea em torno do tridimensional, que pretende seguir os passos das consagradas bienais de Veneza e a de São Paulo.

Com curadoria de Marcus de Lontra Costa - da icônica mostra “Como vai você, Geração 80?” - e produção executiva de Alexandre Murucci, a TRIO Bienal acontece até 26 de novembro, reunindo 170 artistas de 47 países, em exposições e eventos distribuídos em onze diferentes espaços da cidade, incluindo museus e instituições culturais, como o Centro Cultural Banco do Brasil. As diversas aberturas acontecerão de 5 a 11 de setembro, sendo a cerimônia oficial de abertura no dia 05, às 16h, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, onde será inaugurada a exposição “Celebrando Franz Weissmann”, com obras de grande escala no terraço do complexo.

Felipe Moraes, da série Tubos Sonoros

Todas as obras selecionadas para compor a bienal abordam o tridimensional – escultura, instalações, objetos – assim como, em todos os seus campos ampliados – pintura, fotografia, performance, vídeo e outros suportes enquanto investigação tridimensional – além de pontuações históricas de apoio sobre o tema curatorial: “Quem foi que disse que não existe amanhã ?”, verso de letra de uma música do rapper Marcelo D2, pinçada num momento de incertezas e crise, tanto no Brasil quanto no mundo, sintetizando a persistência do caráter projetual e utópico da arte, que sobrevive, mesmo no terreno movediço do pensamento contemporâneo. Este diferencial foi importante na boa recepção do projeto, que conseguiu a adesão de 47 países, convidados com o apoio da Coordenadoria de Relações Internacionais da Prefeitura do Rio.

Parte das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro, a TRIO Bienal passa, desde já, a integrar o calendário oficial da cidade. Como um evento de arte internacional, a bienal tem como meta fortalecer a posição do Rio de Janeiro como destino global em geral e, em especial, no circuito internacional de arte contemporânea, atraindo a média de audiência típica de mostras deste foco, que é de 300 mil visitantes externos nas cidades que o promovem, segundo dados da Biennial Foundation.

Marcia Xavier

Dentre a extensa lista de nomes divulgados, o público poderá conferir de perto obras de arte dos mais renomados artistas, como Marina Abramovic, Joana Vasconcelos, Daniel Buren, Xavier Veilhan, Los Carpinteros, Vik Muniz, Marepe, Waltercio Caldas, Anna Bella Geiger, Angelo Venosa, Nelson Leirner, Alex Flemming, Arthur Lescher, Barrão, Celina Portela, Fábio Carvalho, Farnese de Andrade, Henrique Oliveira, José Rufino, Marcelo Moschetta, Matheus Rocha Pitta, e dezenas de novos nomes no campo tridimensional.

[ TRANSBORDA ]

(São Paulo)
abertura: 3/10/2015, 14h - 19h
até: 7/11/2015



A Casa Triângulo tem o prazer de apresentar, a partir de 03 de outubro de 2015, a exposição coletiva “TRANSBORDA”, que reúne a produção de 10 artistas sobre o universo trans, com objetivo de promover a reflexão sobre a questão da identidade de gênero, um tema cada vez mais atual e importante para a sociedade contemporânea. A mostra é composta por fotografias, vídeos, pinturas, esculturas e performances, além da apresentação da banda cult cearense Verônica Decide Morrer, na ocasião da abertura.

Segundo o curador e artista Yuri Firmeza, "a exposição tem mote conceitual o corpo e as relações que ele inventa como forma de resistência.  Um corpo problematizador ético-político de questões urgentes à nós. Um corpo que infere críticas aos saberes-poderes hegemônicos, que produz erosões nas estruturas e modelos heterofalocentricos, ciente do caráter performativo do próprio gênero. Um corpo em festa que transborda e faz transbordar.”

Serviço:
Exposição coletiva TRANSBORDA
Curadoria: Yuri Firmeza

Abertura: 03 de Outubro de 2015, das 14h às 19h
Período expositivo: 06/10/15 a 07/11/15
Artistas: Barbara Wagner e Benjamin de Burca, Breno Baptista, Filipe Acacio, José Leite, Orlando Maneschy, Peter de Brito Brito, Pitágoras, Solon Ribeiro, Veronica Decide Morrer, Virginia de Medeiros.

Casa Triângulo
r. Paes de Araújo, 77, tel. (11) 3167-5621
ter. a sáb., 11h/19h. www.casatriangulo.com

[ Arquitetura da Luz | Hildebrando de Castro ]

(São Paulo)
abertura: 03/09/2015
até: 24/10/2015



A Galeria Oscar Cruz abre, a partir de 03 de setembro, das 17h às 22h, a segunda exposição individual do artista Hildebrando de Castro. Intitulada “Arquitetura da Luz”, a mostra é composta por uma série de pinturas e relevos que comprovam seu domínio refinado da técnica da pintura, mantendo sempre presente a sua constante preocupação com a luz.

Nessa nova série, Hildebrando dá seguimento a sua pesquisa sobre a incidência da luz na arquitetura. Ele nos apresenta fachadas de importantes edifícios modernistas em diversas cidades do mundo, como o “Unite D'Habitation”, de Le Corbusier, em Berlim ou uma visão interna do pavilhão da Bienal, em São Paulo, entre outros. Interessado pelo realismo, ele utlizando-se da fotografia para chegar a perfeita  representação da realidade.

A perfeição da execução e o preciosismo de seu traço vão além da representação figurativa da situação ritmica das lâminas dos brises de solieil e do jogo de luz e sombra que o sol faz ao bater em elementos estruturais arquitetônicos, chamam atenção para as variações cromáticas e os valores tonais causados pela luz. Mesmo estando diretamente relacionadas à representação realista, as composições de Hildebrando flertam com a abstração geómetrica, a op art, a arte cinética e com o construtivismo, fazendo residir em suas pinturas doses de mistério e encantamento.

Serviço:
Exposição: Arquitetura da Luz, de Hildebrando de Castro
abertura: 3 de setembro das 17 às 22h
até: 24 de outubro de 2015
Galeria Oscar Cruz
Itaim Bibi: r. Clodomiro Amazonas, 526/528
tel. (11) 3167-0833.
Ter. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h.
www.galeriaoscarcruz.com

[ Multiverso: nada que você já não tenha visto antes | Raimundo Rodriguez ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 05/09/2015, sábado - 14h
até: 10/10/2015


A Sergio Gonçalves Galeria inaugura, no dia 05 de setembro (sábado), às 14h, a exposição “Multiverso: nada que você já não tenha visto antes”, de Raimundo Rodriguez. A mostra vai apresentar as incontáveis dimensões categóricas em que a obra de Rodriguez transita, abusando de cores vívidas, do jogo geométrico das formas e de palavras. Por meio de um apanhado de obras, que formam pequenos universos díspares, pequenos multiversos povoados, sobretudo, por “quadro-objetos”, serão resgatados e ressignificados. O trevo da sorte, os latifúndios de papel, a fórmica e o tecido, os lactofúndios de caixas de leite, a série “diapositivos”, entre outros, poderão ser conferidos na Galeria, de terça a sexta-feira, das 11h às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h, com entrada gratuita.

A metáfora que tangencia a mecânica quântica, quando transferida poeticamente para o campo das artes visuais, mais precisamente, para a produção multifacetada do artista plástico Raimundo Rodriguez, traduz com excelência a capacidade criativa - traço pós-moderno, com que o artista produz suas obras, desenvolvendo inúmeras linguagens, muitas vezes, em suportes alternativos como pinturas, desenhos, objetos, “não-objetos”,assemblages/colagens, esculturas, entre outros. A grande inspiração do artista vem da arte popular brasileira, doneodadaísmo, do dadaísmo, do neorrealismo e pop art.


Em diversos veículos, tais como Teatro, Carnaval, Centros Culturais, Vídeos e TV, as criações de Rodriguez ultrapassam limites e preenchem lacunas de expressão. O artista, acompanhado por sua equipe, foi o responsável pela estética final das construções da novela “Meu Pedacinho de Chão”, dirigida por Luiz Fernando Carvalho. 

Serviço:
Exposição “Multiverso: nada que você já não tenha visto antes”, do artista plástico Raimundo Rodriguez
Sergio Gonçalves Galeria
terça a sexta-feira, das 11h às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h
rua do Rosário, 38 - Centro
informações: 2263-7353 e 2253-0923

[ revista Arte ConTexto - chamada aberta ]

(Nacional)
até: 04/10/2015



Arte ConTexto está com chamada aberta: envie textos com a temática Entre Arte e Ciência

Com previsão para lançamento em novembro, a próxima edição da revista ArteConTexto vai abordar o tema Entre Arte e Ciência. A 8ª edição da revista está com chamada aberta para envio de textos curtos, textos-obra, portfólios de artistas e resenhas de livros ou exposições relacionados com a temática. Os artigos acadêmicos podem abordar assuntos livres dentro das artes. O envio é até o dia 4/10 (domingo).

O tema escolhido pretende trazer uma reflexão sobre como as esferas da arte e da ciência têm sido percebidas. Tradicionalmente, podem ser vistas como práticas mutuamente excludentes, no entanto essa distância vem diminuindo com os anos, pois em ambas está presente a importância, em maior ou em menor grau, da intuição, da experiência e da busca por metodologias no processo de trabalho.

Cada vez mais, artistas tem se engajado em trabalhar a partir de áreas científicas de estudo, por exemplo, invadindo universos tecnológicos, políticos, cartográficos ou de exploração de arqueologias e paleontologias imaginárias. Com esse eixo, a revista pretende discutir, no cruzamento dos âmbitos visual e científico, as possíveis convergências e distanciamentos entre as duas linhas de pensamento.

Para mais detalhes acesse: http://artcontexto.com.br/normas.html

[ Álbum de família ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 1/8/2015
até: 19/9/2015


Coletiva “Álbum de família” reúne obras emblemáticas


O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica inaugura no dia 1° de agosto, a exposição “Álbum de família”, com cerca de quarenta trabalhos (entre pinturas, objetos, fotografias, desenhos, videoinstalações, instalações sonoras e filmes) de mais de vinte artistas brasileiros e estrangeiros. Com curadoria de Daniella Géo, a coletiva reflete sobre a família e suas questões, como um tema permanente da produção artística, e será acompanhada ainda de um seminário transdisciplinar nos dias 25, 26 e 27 de agosto.

“A exposição vem em um momento em que o conceito de família é revisto, em que se elaboram novas leis relativas a relações homoafetivas e à adoção, em que aumentam as denúncias de violência sexual doméstica, em que surgem mais asilos particulares e, consequentemente, mais idosos são privados do convívio familiar, e em que, paralelamente, grupos conservadores procuram manter intacto a imagem e o modelo tradicional de família”, observa a curadora.

Desde diferentes configurações ao ideário matrimonial, passando pelo abuso de poder e violência doméstica, até a família como construção política, a exposição aborda ainda laços familiares, amor e noção de coesão à ausência, perda e solidão; espaço íntimo e dimensão pública; mito e estereótipos, e de como a sociedade afeta e é afetada pelas famílias.

Estão na exposição obras de nove artistas brasileiros – Adriana Varejão, Anna Bella Geiger, Dias & Riedweg, Fabio Morais, Jonathas de Andrade, Leonora Weissmann, No olho da rua 1995 > 2015 (Julian Germain, Murilo Godoy, Patricia Azevedo e jovens que vivem nas ruas de Belo Horizonte), Ricardo Basbaum, Rosana Palazian e Rosângela Rennó, e trabalhos dos artistas Bill Viola (1951, Nova York, EUA), Daniel W. Coburn (Lawrence, Kansas, EUA), Candice Breitz (1972, Johannesburg, África do Sul), Charif Benhelima (1967, Bruxelas), Gillian Wearing (1963, Birmingham, Inglaterra), Michel Journiac (1935-1995, Paris), Richard Billingham (1970, Birmingham Inglaterra), Santu Mofokeng (1956, Soweto, África do Sul), Sue Williamson (1941, Lichfield, Inglaterra), Tracey Rose (1974, Durban, África do Sul), Victor Burgin (1941, Sheffield, Inglaterra), e Zanele Muholi (1972, Umlazi, Durban).

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica 
Rua Luís de Camões, 68.
Entrada gratuita.

[ Ricardo Ventura | Atlas ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 2/7/2015 - 18h30
até: 13/9/2015


Ricardo Ventura abre a individual Atlas no Paço Imperial

foto: Ipojucan Ludwig

O Paço Imperial inaugura quinta-feira, dia 2 de julho, às 18h30, a exposição Atlas, de Ricardo Ventura. A mostra, sob a curadoria de Marcelo Campos, apresenta 19 trabalhos escultóricos e uma instalação, todos realizados nos últimos 15 anos de produção do artista.

As obras tridimensionais de Ventura transitam entre a rigidez da madeira e a fragilidade do vidro. Grandes trabalhos de madeira ocupam o espaço expositivo, ânforas de cobre e vidro espelhado ficam dispostas nas paredes ao lado de trabalhos de formas longilíneas e orgânicas que se estendem até o chão. Inspirado em volutas barrocas, coruchéus, geometrismos islâmicos e outros ornamentos, o artista tem a arquitetura como referência formal de seu trabalho. 

“A arquitetura influenciou de maneira marcante meu pensamento escultórico. A pesquisa de técnicas tradicionais de construção me levou a estudar a utilização da madeira e do barro. A necessidade de utilizar ferramentas para manipular o barro com maior precisão me levou a confeccionar instrumentos específicos, ou seja, formas que se adequassem ao meu corpo, formas que são sua extensão e prolongamento. Com o decorrer do tempo estas ferramentas perderam gradativamente sua funcionalidade, tornando-se o próprio trabalho: utensílios que amplificam ressonâncias, ânforas maciças que contém lembranças do corpo, objetos impregnados de impulsos religiosos e eróticos, formas que remetem a fragmentos existentes no mundo, fragmentos multiculturais justapostos”, declara o artista.


Ventura, em parte de suas esculturas, lida com possibilidades análogas de desproporcionar, retesar, amolecer fios, globos, ponteiras, ora de madeira, ora de metal, ora de vidro. Assim, pesquisa as extensões das matérias, até configurar limites, contornos que se tornam, desenhos no mundo, como a divisão dos continentes, a delimitação das ilhas.

Entre tradições variadas, a forma e o conteúdo, o gráfico e o escultórico, a arte e a arquitetura, o ornamento e a forma orgânica, a seriação industrial e familiar, o artista que foi aluno de Celeida Tostes no Parque Lage, Chapéu Mangueira e UFRJ, investiga questões que qualificam a contemporaneidade de sua obra.

Ricardo Ventura | Atlas
Curadoria: Marcelo Campos
Abertura: quinta-feira, 2 de julho, às 18h30
Exposição: 3 de julho a 13 de setembro de 2015
De terça a domingo, das 12 às 18h
Grátis | Livre para todos os públicos
Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro

[ A Sua Superfície – Rodrigo Mogiz ]

(Belo Horizonte)
abertura: 18/06/2015 - 19h
até: 19/08/2015



A galeria Chimera Cultural apresenta exposição individual do artista Rodrigo Mogiz: desenhos feitos com linha e agulha - um mergulho no universo das tatuagens através de bordado. Na mostra Mogiz experimenta novos formatos em 9 trabalhos - quase todos feitos exclusivamente para o evento -, onde busca similaridades e associa a dor de tatuar o corpo à dor de desenhar alinhavando o tecido.  Para ele, ambas as superfícies são espaço a ser ornamentado e um processo dolorido.

O tema da mostra se conecta não somente pela técnica de desenhar com a linha e a agulha, mas pela composição dos elementos e cores. Corpos marcados, repletos de imagens alinhavadas que contam algo. Em cada trabalho, alguns com grandes formatos, estão concentrados clichês da tatuagem (rosas, pássaros, caveiras, coroas, marinhos, corações e tantos outros)que remetem à beleza, dore violência, explorando a afetividade e a sexualidade em uma narrativa quase literária.

A obra de Mogiz utiliza imagens da mídia contemporânea - revistas, tv, internet, cinema, moda, etc., estabelecendo novas conexões entre as figuras bordadas em entretelas translúcidas e sobrepostas. Há ainda a presença de elementos como miçangas, contas e alfinetes para capturar o olhar do observador e mostraro encoberto. Estas características permeiam a construção imagética do artista desde a academia.

A sua Superfície’, de Rodrigo Mogiz
de 19/06/2015 à 19/08/2015 das 14hs às 20hs
Av. Cristóvão Colombo 631 | tel.: 95258080
Entrada livre e gratuita (toque a campainha)