[ Aquilo que nos une ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 16/03/2016 - 16h
até: 19/06/2016

Rosana Palazyan

Exposição Aquilo que nos une traz obras de 26 artistas que utilizam linha, agulha, bordado e afeto na expressão de sua poética

A mostra Aquilo que nos une trata da delicadeza, da sensibilidade da alma, das questões que estão à flor da pele. O que une é mais do que uma linha, é criação de sentidos. É mais do que costura, é processo.  O linho e o algodão, a fotografia, o video, a chapa de metal, a madeira, o plástico, o gesso e o cristal conferem firmeza à narrativa, amarram questões e histórias que são de todos, mas que cada artista desenvolve na sua linguagem única.

Leonilson

Trabalhos históricos de Bispo do Rosário, Leonilson, Tunga, Waltercio Caldas e Anna Bella Geiger, artistas que marcaram um período da produção nacional juntam-se à recente e vibrante produção contemporânea de Adriana Varejão, Rosana Palazyan, Ana Miguel, entre outros.

Rodrigo Mogiz

“O que todos esses artistas fazem é produção de imagem, de signos e de linguagem. Esta exposição reflete uma linha de pesquisa estética contemporânea – a junção da arte e da manufatura. São fios que conduzem histórias e narrativas visuais, bordados que constituem estratégias, jogos de dilemas e tragédias, de almas e de fissuras.  Os artistas convertem o desenho em bordado e a costura em fio condutor de ideias. Agulha e linha são os elementos deflagradores de imagens conferindo espessura de sentido ao imaginário”, comenta a curadora Isabel Portella.


Exposição Aquilo que nos une
Adriana Varejão, Adrianna Eu, Anna Bella Geiger, Ana Linnemann, Bispo do Rosário, Ana Miguel, Carolina Ponte, Caroline Valansi, Clarisse Tarran, Claudia Hersz, Elisa Castro, Emmanuel Nassar, Jozias Benedicto, Leonilson, Letícia Parente, Marcos Chaves, Nazareno, Nazareth Pacheco, Renato Bezerra de Mello, Rodrigo Mogiz, Rosana Palazyan, Sonia Gomes, Tunga, Ursula Tautz, Vera Bernardes e Waltercio Caldas.
Curadoria: Isabel Portella.
Entrada Franca
Classificação indicativa: Livre
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Av. Almirante Barroso, 25, Centro (metrô: Estação Carioca)
Abertura: Sábado, dia 16 de março, às 16h
Visitação: 16 de abril a 19 de junho de 2016
terça-feira a domingo, de 10 às 21h.

[ COLETIVA EIXO 2016 > virtual ]

(internet)
abertura: 22/04/2016
até: 22/05/2016



Inaugurou dia 22 de abril a exposição virtual COLETIVA EIXO > virtual.

Artistas participantes: Alejandro Montini, Alícia Medeiros, Amanda Leite, Ana Gomes, Antonio Gama, Ara Teles, Bernardo Sá Earp, Bete Esteves, Beth Barone, Bruno Vital, Caio Franco, Camila Marchon, Carolina Amorim, Claudia R. Tuchler, Clóvis Camargo, Cristina de Pádula, Dácio Bicudo, Dani Ferreira, Danny D’Errico, Desirée Bruver, Ecila Huste. Os trabalhos dos 21 artistas selecionados para a exposição ficam em divulgação até 22 de maio de 2016 no site www.eixoarte.com, permanecendo após esta data para comercialização.

Serviço:
Exposição “COLETIVA EIXO > virtual”, curadoria EIXO Arte
Abertura: 22 de abril, às 10h
Local: www.eixoarte.com
Informações: (21) 99422 8075 ou contato@eixoarte.com.br
Visitação: aberto 24 horas
Em divulgação até 22 de maio de 2016
Organização: EIXO Arte
Parceria: Skyline (3D) www.skylinearq.com.br

[ Luiz Le Barba – à Gauche ]

(Niterói)
abertura: 14 de abril, quinta-feira, 18h
até: 15 de maio

No dia 14 de abril, quinta-feira, às 18h, o artista Luiz Carlos de Carvalho vai abrir a exposição “Luiz Le Barba – à Gauche”, com curadoria de Marcia Müller, no Museu do Ingá, em Niterói. 


A exposição leva a arte da rua para dentro do museu. Além de um conjunto de obras de graffitis sobre papel, a mostra contará com pinturas sobre tela,  sketchbooks (livros, onde são demonstrados os exercícios mais "caligráficos" das "escritas"; anotações que seguem basicamente ritmo da escrita ocidental e outras formas mais livres de gestual).

Luiz Carlos usa o codinome Le Barba, daí o nome que escolheu para a mostra. A extensão à gauche quer dizer à esquerda. O artista, como ele mesmo se define, sempre foi um rebelde. “Isto é de minha natureza e da formação artística, um beatnik que viveu a cultura underground e engajado na luta pela liberdade e resistência ao poder opressor e repressor. Mas não trago no discurso da minha arte nenhum pensamento pessimista, e sim, a utopia de desejar um mundo novo, um mundo melhor e democrático”, explica ele, que é também Diretor do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (no Campo de São Bento), vinculado á Fundação de Arte de Niterói.

“Eu tenho o papel como principal suporte, a pele da arte: como foram o papiro e o pergaminho no passado. Seguindo, passo para a prática de pintura, aí tenho as telas, lonas, madeiras, novamente o papel; e as paredes e muros da cidade. Como também trabalho com pintura corporal, a pele do corpo humano é suporte para a minha expressão artística; assim como as paredes, muros e portões são pele do corpo urbano”, afirma Luiz – Le Barba.

A paixão pelo graffiti veio há três anos, aos 60 de idade. Influência do jovem amigo Davi Balthar (Máfia 44), também graffiteiro e que enxergou no Luiz a vocação e a atitude para Sreet Art. “Vejo na arte urbana um seguimento do pensamento da arte pública - que é inerente à arte contemporânea -, e que me provocou o retorno à pintura.”, diz. A liberdade de dizer o que sente. A liberdade da rua, característica do graffiti. Foi essa liberdade que atraiu Luiz Carlos.

Serviço:
Exposição “Luiz Le Barba”, curadoria de Marcia Müller
Museu do Ingá – Niterói
Endereço: Rua Presidente Pedreira, 78 - Ingá, Niterói - RJ, 24210-470
Informações: (21) 2717-2919
de quarta a sexta, das 12h às 17; e sábados e domingos, das 13h às 17h

[ Ocupa Carambola ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 09/04/2016, sábado – 16 às 22h
exposição: 16/04; 30/04 e 07/05/2016 – sábados – 16 às 20h


Ocupação artística que será realizada no Canto da Carambola - cama e café, em Sta. Teresa, Rio de Janeiro. Todos os cômodos da casa serão ocupados por 56 artistas que transitam por linguagens como performances, pinturas, fotografias, vídeos, transformando-os, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público.

Ocupação Monarca | Fábio Carvalho | lambe lambe

Artistas como Caroline Valansi, Fábio Carvalho, Felipe Barbosa, Nena Balthar, Raimundo Rodriguez, Rosana Ricalde, Sérgio Sal, Xico Chaves, entre outros, instalarão obras de arte e engenhosidades desmanchando fronteiras ou territórios institucionalizados dando ênfase a temas como compartilhamento, troca, descobertas.

Curadoria: Marcio Zardo
Produção executiva: Miro Mendonça

Felipe Barbosa - Condomínio

Conhecer o espaço...
Respirar o espaço...
Sentir o espaço...
Estes foram meus primeiros desafios, aqui, no “Canto da Carambola - Cama e Café / Espaço Cultural”, a partir do generoso convite que me fizeram Miro Mendonça e Sérgio Sal, proprietários e gestores do espaço, para realizar uma ampla ocupação, transformando-o, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público, buscando um certo nomadismo do olhar...

Assim, fizemos a proposição aos artistas que transitam por linguagens como performances, vídeos, fotografias, pinturas e objetos: instalar ali obras de arte e engenhosidades que friccionem o público com questões do mundo e da vida. Artistas com grande trajetória se encontram com artistas em começo de produção, numa atmosfera de afeto e compartilhamento, desmanchando zoneamentos / territórios institucionalizados, dando ênfase a temas como troca, desejos, relacionamento, estar junto, descobertas, lugar, fronteiras…

A apropriação dos cômodos da casa gerou movimentos, conexões, circuitos, superposições e limiares, sugerindo ao visitante que não permaneça no mesmo lugar, deixando que seu olhar flutue por muitos lugares, próximos e remotos, presentes e passados, reais e imaginários.
Deleuze nos lembra que “essas ações nos levam a sair de modos de saber cristalizados, impondo-nos a necessidade de trabalhar com limites conceituais mais flexíveis, menos rígidos”.

Marcio Zardo

Ocupa Carambola
Canto da Carambola, cama e café
Rua do Oriente, 123 – Sta. Teresa
Rio de Janeiro / RJ / Brasil
55-21-2210-0289 / 99462-4292
cantodacarambola@gmail.com
https://www.facebook.com/CANTODACARAMBOLA?fref=ts

[ 7° Salão dos Artistas Sem Galeria ]

(São Paulo)
até 20/2 (SP) e 23/4 (BH)

Os dez artistas selecionados na 7ª edição do Salão dos Artistas Sem Galeria, promovido pelo Mapa das Artes (www.mapadasartes.com.br), participam de exposições coletivas em três galerias. Em São Paulo, as exposições são simultâneas e ocorrem na Zipper Galeria (de 19/1/16 a 20/2/16), nos Jardins, e na Galeria Sancovsky (de 20/1/16 a 20/2/16), em Pinheiros. Em Belo Horizonte (MG), a mostra ocorre na Orlando Lemos Galeria, entre 12/3 e 23/4/16.

O júri de seleção foi formado pelos curadores Jacopo Crivelli Visconti, Marta Ramos-Yzquierdo e Douglas de Freitas, que escolheram os artistas Bruno Bernardi (GO/SP), Daniel Antônio (MG/SP), Daniel Jablonski (RJ), Felipe Seixas (SP), Giulia Bianchi (SP), Marcelo Oliveira (RJ), Mariana Teixeira (SP), Renan Marcondes (SP), Renato Castanhari (SP) e Sergio Pinzón (Colômbia/SP). Durante as exposições, os três membros do júri visitarão as mostras para definir o ganhador do prêmio de R$ 1.000,00, que ganhará exposição individual na Orlando Lemos Galeria no decorrer do ano de 2016. Todos os dez selecionados recebem R$ 600,00 de ajuda de custo.

O Salão dos Artistas Sem Galeria tem como objetivo avaliar, exibir, documentar e divulgar a produção de artistas plásticos que não tenham contratos verbais ou formais (representação) com qualquer galeria de arte na cidade de São Paulo. O Salão tradicionalmente abre o calendário de artes na cidade e é uma porta de entrada para os artistas selecionados no mundo das artes.

Serviço:

ZIPPER GALERIA
Abertura: 19 de janeiro, terça-feira, das 19h às 22h
Período expositivo: de 19 de janeiro a 20 de fevereiro de 2016
Rua Estados Unidos, 1.494, Jardins, São Paulo, SP
Tel.: (11) 4306-4306 | Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/17h.
www.zippergaleria.com.br | entrada franca

GALERIA SANCOVSKY
Abertura: 20 de janeiro, quarta-feira, das 19h às 22h
Período expositivo: de 20 de janeiro a 20 de fevereiro de 2016
Praça Benedito Calixto, 103, Pinheiros, São Paulo, SP
Tel.: (11) 3086-0784.  | Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 10h/18h30.
www.galeriasancovsky.com.br  | entrada franca

ORLANDO LEMOS GALERIA
Abertura: 12 de março de 2016, das 12h às 18h
Período expositivo: de 12 de março a 23 de abril de 2016
Nova Lima: r. Melita, 95, Jardim Canadá,
Tel. (31) 3224-5634 e 3581-2025 | Seg. a sex., 10h/19h, sáb., 11h/17h, dom., 12h/16h. www.orlandolemosgaleria.com.br | entrada franca

[ Zed Nesti - Para Inglês Ver / Just For Show ]

(São Paulo)
abertura: 15/3/2016 | 19h
até: 7/5/2016



O artista Zed Nesti abre no dia 15 de março a individual “Pra Inglês Ver” na Galeria Bolsa de Arte de São Paulo. Composta de 21 pinturas a óleo inéditas, a mostra apresenta imagens que questionam a formação da identidade brasileira e a influência da cultura de massa nesse processo. Eventos históricos e o olhar estrangeiro recebem um olhar crítico, próprio da poética de Zed Nesti. É sua primeira individual na filial paulista da galeria de Porto Alegre.

A expressão que dá nome à mostra do artista carioca radicado em São Paulo vem dos livros de história. Ela foi usada no Brasil para se referir especificamente à defesa da Inglaterra à abolição da escravatura – mesmo tendo se valido do comércio de escravos por mais de dois séculos – e o decreto do Governo Regencial de que os escravos desembarcados a partir de 1831 seriam livres, o que não aconteceu de fato. Incorporada à língua, ficou valendo para todos os tipos de leis ou regras que não seriam cumpridas na prática.

Por meio do recorte e tratamento dado às imagens nas pinturas a óleo, Zed Nesti tece um comentário sobre o papel da sociedade de consumo, à mídia de massa contemporânea. Também aponta uma descrença no mito do artista como criador e nos conceitos de propriedade intelectual, material e direitos autorais.

Pra Inglês Ver – Zed Nesti
Abertura: 15 de março de 2016, terça-feira, das 19h às 22h
Exposição: 15 de março a 7 de maio de 2016
Endereço: Rua Mourato Coelho, 790
Horários: Seg. a sex., das 10h às 19h
Sábado: 11h às 17h
GRÁTIS

[ APOSTO 2.0 e OCUPAÇÃO MONARCA em Lisboa - Fábio Carvalho ]

Depois de passar 30 dias na Residência Artística HS13rc entre fevereiro e março deste ano, o artista retorna a Lisboa de 20/10 a 18/11 para realizar a segunda fase do projeto de intervenção urbana APOSTO. Na primeira fase do projeto, o artista criou dois novos padrões de azulejo, a partir de fotos de peças da série "Delicado Desejo". A série "Delicado Desejo" é composta por armas de fogo criadas a partir de um patchwork de diversas rendas.

Os novos padrões de azulejo foram impressos em papel, e depois aplicados com cola de amido em fachadas de prédios lisboetas onde os azulejos originais já estavam em falta, por deterioração ou roubo. Nenhum azulejo real foi encoberto pelos azulejos de papel do artista. A escolha entre um ou outro dos padrões criados pelo artista era feita de forma a se conseguir a melhor integração possível com os azulejos originais, já existentes nas fachadas. 

APOSTO - fev/mar 2015

intervenção urbana APOSTO durou 35 dias, e rendeu 45 intervenções em fachadas e mais de 300 inserções de azulejos de papel, 5 visitas guiadas, 4 entrevistas (3 Portugal, 1 Brasil), e 58 artigos/notas em jornais, sites e revistas (34 Portugal, 18 Brasil, 2 Espanha, 3 EUA, 1 República Checa).

Logo após a intervenção urbana APOSTO o artista realizou a exposição individual REJUNTE na galeria do Instituto Pretos Novos (Rio de Janeiro), com curadoria de Marco Antonio Teobaldo, onde apresentou uma seleção de fotos da ação em Lisboa, bem como novos trabalhos novos, desdobramentos da ação APOSTO.

APOSTO - fev/mar 2015

Além dos dois novos padrões de azulejo criados, em um caso particular Fábio Carvalho criou um padrão específico, “sob medida”, visando um maior diálogo entre o padrão original na fachada e o criado pelo artista (acima). É exatamente este aspecto que será ampliado nesta segunda fase da da intervenção urbana APOSTO, batizada como “APOSTO 2.0”. O artista irá criar uma grande variedade de novos padrões para seus azulejos de papel, cada qual destinado a apenas um único padrão português original. Desta forma, cada fachada com faltas será completada com um desenho de azulejo desenvolvido especialmente para aquele prédio.Fábio Carvalho conta que desde que começou a vir à Lisboa com regularidade, a partir de 2011, ficou interessado pelos remendos que as pessoas fazem nas fachadas de suas casas, usando padrões diferentes dos originais para completar os buracos que vão aparecendo, e que isto foi um dos pontos de partida para esta intervenção artística.

APOSTO 2.0 (projeto)

Na página hs13rclisboa.blogspot.com.br  é possível conhecer a primeira fase da intervenção urbana, além de acompanhar a evolução da segunda fase “APOSTO 2.0”.

Além de “APOSTO 2.0”, o artista também trará a Lisboa a intervenção urbana “OCUPAÇÃO MONARCA”, iniciada em agosto deste ano no Rio de Janeiro. A intervenção urbana “OCUPAÇÃO MONARCA” consiste na aplicação de lambe lambe (impressão com tinta acrílica e carimbos s/ papel, aplicados com cola de amido) sobre postes e outras peças do mobiliário urbano em estado de degradação no Rio de Janeiro. Em Lisboa, o lambe lambe também assumirá a forma de azulejo de papel, para ser aplicado em portas e janelas preenchidas com tijolos e cimento em imóveis abandonados, e em alguns casos específicos, como complemento às faltas de azulejos em fachadas.

APOSTO x OCUPAÇÃO MONARCA (projeto)

Nesta intervenção temos como base a icônica imagem de um soldado em uniforme camuflado e armado com um fuzil, com asas de borboleta saindo de suas costas, que pode ser encontrada em uma variedade de outros trabalhos do artista, acompanhada de novos desenhos, todos advindos do universo militar: tanques de guerra, granadas, bombas, pistolas, facões, entre outras, ornamentados por uma variedade de flores. Esta série foi criada de forma a fazer referência aos azulejos de figura avulsa portugueses.

OCUPAÇÃO MONARCA (projeto)

Como em toda a sua produção, Fábio Carvalho procura questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, propondo uma discussão sobre estereótipos de gênero.

[ Rio recebe TRIO Bienal ]

fonte: Das Artes 

Fábio Carvalho, Eros & Psiquê

Rio recebe TRIO Bienal

por Redação
07/08/2015

A cada dois anos, uma mudança de foco em setembro faz com que as atenções do circuito artístico saiam um pouco do eixo Rio-São Paulo e migrem para a Região Sul, onde acontecem as bienais de Curitiba e do Mercosul. Este ano, porém, estas duas tradicionais bienais ganham uma companheira no Rio de Janeiro: no dia 05 de setembro, chega pela primeira vez à cidade a TRIO Bienal, bienal internacional de arte contemporânea em torno do tridimensional, que pretende seguir os passos das consagradas bienais de Veneza e a de São Paulo.

Com curadoria de Marcus de Lontra Costa - da icônica mostra “Como vai você, Geração 80?” - e produção executiva de Alexandre Murucci, a TRIO Bienal acontece até 26 de novembro, reunindo 170 artistas de 47 países, em exposições e eventos distribuídos em onze diferentes espaços da cidade, incluindo museus e instituições culturais, como o Centro Cultural Banco do Brasil. As diversas aberturas acontecerão de 5 a 11 de setembro, sendo a cerimônia oficial de abertura no dia 05, às 16h, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, onde será inaugurada a exposição “Celebrando Franz Weissmann”, com obras de grande escala no terraço do complexo.

Felipe Moraes, da série Tubos Sonoros

Todas as obras selecionadas para compor a bienal abordam o tridimensional – escultura, instalações, objetos – assim como, em todos os seus campos ampliados – pintura, fotografia, performance, vídeo e outros suportes enquanto investigação tridimensional – além de pontuações históricas de apoio sobre o tema curatorial: “Quem foi que disse que não existe amanhã ?”, verso de letra de uma música do rapper Marcelo D2, pinçada num momento de incertezas e crise, tanto no Brasil quanto no mundo, sintetizando a persistência do caráter projetual e utópico da arte, que sobrevive, mesmo no terreno movediço do pensamento contemporâneo. Este diferencial foi importante na boa recepção do projeto, que conseguiu a adesão de 47 países, convidados com o apoio da Coordenadoria de Relações Internacionais da Prefeitura do Rio.

Parte das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro, a TRIO Bienal passa, desde já, a integrar o calendário oficial da cidade. Como um evento de arte internacional, a bienal tem como meta fortalecer a posição do Rio de Janeiro como destino global em geral e, em especial, no circuito internacional de arte contemporânea, atraindo a média de audiência típica de mostras deste foco, que é de 300 mil visitantes externos nas cidades que o promovem, segundo dados da Biennial Foundation.

Marcia Xavier

Dentre a extensa lista de nomes divulgados, o público poderá conferir de perto obras de arte dos mais renomados artistas, como Marina Abramovic, Joana Vasconcelos, Daniel Buren, Xavier Veilhan, Los Carpinteros, Vik Muniz, Marepe, Waltercio Caldas, Anna Bella Geiger, Angelo Venosa, Nelson Leirner, Alex Flemming, Arthur Lescher, Barrão, Celina Portela, Fábio Carvalho, Farnese de Andrade, Henrique Oliveira, José Rufino, Marcelo Moschetta, Matheus Rocha Pitta, e dezenas de novos nomes no campo tridimensional.

[ TRANSBORDA ]

(São Paulo)
abertura: 3/10/2015, 14h - 19h
até: 7/11/2015



A Casa Triângulo tem o prazer de apresentar, a partir de 03 de outubro de 2015, a exposição coletiva “TRANSBORDA”, que reúne a produção de 10 artistas sobre o universo trans, com objetivo de promover a reflexão sobre a questão da identidade de gênero, um tema cada vez mais atual e importante para a sociedade contemporânea. A mostra é composta por fotografias, vídeos, pinturas, esculturas e performances, além da apresentação da banda cult cearense Verônica Decide Morrer, na ocasião da abertura.

Segundo o curador e artista Yuri Firmeza, "a exposição tem mote conceitual o corpo e as relações que ele inventa como forma de resistência.  Um corpo problematizador ético-político de questões urgentes à nós. Um corpo que infere críticas aos saberes-poderes hegemônicos, que produz erosões nas estruturas e modelos heterofalocentricos, ciente do caráter performativo do próprio gênero. Um corpo em festa que transborda e faz transbordar.”

Serviço:
Exposição coletiva TRANSBORDA
Curadoria: Yuri Firmeza

Abertura: 03 de Outubro de 2015, das 14h às 19h
Período expositivo: 06/10/15 a 07/11/15
Artistas: Barbara Wagner e Benjamin de Burca, Breno Baptista, Filipe Acacio, José Leite, Orlando Maneschy, Peter de Brito Brito, Pitágoras, Solon Ribeiro, Veronica Decide Morrer, Virginia de Medeiros.

Casa Triângulo
r. Paes de Araújo, 77, tel. (11) 3167-5621
ter. a sáb., 11h/19h. www.casatriangulo.com

[ Arquitetura da Luz | Hildebrando de Castro ]

(São Paulo)
abertura: 03/09/2015
até: 24/10/2015



A Galeria Oscar Cruz abre, a partir de 03 de setembro, das 17h às 22h, a segunda exposição individual do artista Hildebrando de Castro. Intitulada “Arquitetura da Luz”, a mostra é composta por uma série de pinturas e relevos que comprovam seu domínio refinado da técnica da pintura, mantendo sempre presente a sua constante preocupação com a luz.

Nessa nova série, Hildebrando dá seguimento a sua pesquisa sobre a incidência da luz na arquitetura. Ele nos apresenta fachadas de importantes edifícios modernistas em diversas cidades do mundo, como o “Unite D'Habitation”, de Le Corbusier, em Berlim ou uma visão interna do pavilhão da Bienal, em São Paulo, entre outros. Interessado pelo realismo, ele utlizando-se da fotografia para chegar a perfeita  representação da realidade.

A perfeição da execução e o preciosismo de seu traço vão além da representação figurativa da situação ritmica das lâminas dos brises de solieil e do jogo de luz e sombra que o sol faz ao bater em elementos estruturais arquitetônicos, chamam atenção para as variações cromáticas e os valores tonais causados pela luz. Mesmo estando diretamente relacionadas à representação realista, as composições de Hildebrando flertam com a abstração geómetrica, a op art, a arte cinética e com o construtivismo, fazendo residir em suas pinturas doses de mistério e encantamento.

Serviço:
Exposição: Arquitetura da Luz, de Hildebrando de Castro
abertura: 3 de setembro das 17 às 22h
até: 24 de outubro de 2015
Galeria Oscar Cruz
Itaim Bibi: r. Clodomiro Amazonas, 526/528
tel. (11) 3167-0833.
Ter. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h.
www.galeriaoscarcruz.com