[ Fábio Carvalho abre individual REJUNTE na Galeria Pretos Novos ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 27/5/2015 - 18h

até: 25/7/2015



Ação artística nas fachadas de Lisboa em exposição na Gamboa

A exposição Rejunte, de Fábio Carvalho, com a curadoria de Marco Antonio Teobaldo, será inaugurada no dia 27 de maio, às 18 horas, na Galeria Pretos Novos. Obras inéditas e registros da ação artística em Lisboa, realizados a partir da intervenção urbana Aposto, no qual o artista criou três novos padrões de azulejos impressos a laser sobre papel, que foram aplicados com cola de amido em fachadas de prédios lisboetas onde os azulejos originais haviam desaparecido por deterioração ou vandalismo.


Foram 35 dias e 300 peças aplicadas em 45 pontos de intervenção. Os "azulejos de papel", ao mesmo tempo que causam um certo estranhamento ao olhar, podem ser por vezes facilmente confundidos com os azulejos originais. Os projetos de arte urbana de Fábio Carvalho atuam como pequenas inserções, que invadem o espaço e ganham uma força maior ao tensionarem o que já estava lá.

APOSTO n° 7
impressão fine arte sobre papel photo matte | 45 x 60cm | 2015

Tudo começou a partir dos trabalhos da série Delicado desejo, formados por um patchwork de rendas diversas, produzidas originalmente para serem aplicadas em roupas femininas. Neste caso, elas são combinadas em formato de armas de fogo em tamanho real, contrapondo a delicadeza natural do material com artefatos normalmente associados à virilidade bruta.


Na exposição Rejunte serão apresentadas 4 peças desta série: 3 pistolas e 1 fuzil modelo AR-15. De acordo com o artista, sua produção atual procura questionar o senso comum que reforça a incompatibilidade entre força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade, propondo uma discussão sobre estereótipos de identidade de gênero.

Delicado desejo n° 6
rendas | 2014 | 30 x 40 cm

A série Transposto, trabalho inédito desenvolvido expecialmente para a exposição Rejunte, parte de azulejos e fragmentos de azulejos portugueses coletados pelo artista em caçambas de lixo de Lisboa, resultado de restos de obras de remodelagem das antigas casas de finais do século XIX e início do século XX. O material foi inserido em moldes com cimento, de forma a se criar "pedaços de parede", como se tentasse resgatar uma memória daquilo que estes azulejos um dia foram por tanto tempo, antes de serem descartados. Sobre estes "pedaços de paredes" foram colados os mesmos "azulejos de papel" usados na intervenção urbana em Lisboa. O curador Marco Antonio Teobaldo acompanhou pessoalmente a ação artística em Lisboa e ressalta que com este trabalho inédito surge uma transposição das ações urbanas de Lisboa para o Rio de Janeiro, através de azulejos e simulacros de azulejos que vieram na bagagem do artista, em seu caminho de volta para o Brasil.

Transposto n° 2
azulejos portugueses, impressão laser s/ papel, cimento, cola PVA, lona, chassi de madeira | 41 x 33 cm | 2015

O artista propõe ainda uma ação coletiva batizada de (Re)Junto, na qual os visitantes da exposição poderão colar "azulejos de papel" diretamente sobre as paredes da galeria, delegando ao público a composição final da obra, numa referência direta a Athos Bulcão, que por vezes deixava por conta dos operários a decisão de como os azulejos deveriam ser aplicados em seus painéis, como ocorreu por exemplo, com a obra da Praça da Apoteose, Sambódromo, Rio de Janeiro (1983).

exposição REJUNTE
de Fábio Carvalho
curadoria: Marco Antonio Teobaldo

inauguração 27 de maio - 18h
visitação 28 de maio a 25 de julho
terça a sexta - 12h > 18h
sábado - 10h > 13h

Galeria Pretos Novos
Rua Pedro Ernesto, 34 - Gamboa
fone 2516-7089

[ Fábio Carvalho - intervenção urbana "APOSTO" - Lisboa, Portugal ]

(Lisboa)
início: 12/2/2015
fim: indefinido

Fábio Carvalho está mais uma vez em Lisboa, Portugal, onde realiza a intervenção urbana "APOSTO".


foto: Rodrigo Vila

Para o projeto de intervenção urbana APOSTO, desenvolvido durante o período da Residência Artística HS13rc, em Lisboa, Portugal, Fábio Carvalho, que é um apaixonado pelos azulejos antigos, tendo até mesmo um projeto paralelo de levantamento dos azulejos antigos em sua cidade natal, o Rio  de Janeiro, foram criados três novos padrões de azulejo, a partir de fotos de peças da série "Delicado Desejo".


A série "Delicado Desejo" é composta por armas de fogo criadas a partir de um patchwork de diversas rendas. Como em toda a sua produção, Fábio Carvalho procura questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, propondo uma discussão sobre estereótipos de gênero.

Os novos padrões foram impressos a laser em papel, e depois os azulejos de papel foram aplicados com cola de amido em fachadas de prédios lisboetas onde os azulejos originais já estavam em falta nestas fachadas, por deterioração ou roubo. Nenhum azulejo original foi coberto pelos de papel. Em alguns casos, foram criados padrões específicos, visando um maior diálogo entre o padrão original e o criado pelo artista.


Procurou-se aplicar os azulejos de papel da melhor forma possível para se integrarem aos azulejos já existentes nas fachadas. Desde que começou a ir à Lisboa com regularidade, a partir de 2011, o artista ficou interessado pelos “remendos” errados que as pessoas fazem nas fachadas de suas casas, usando padrões diferentes dos originais para completar os buracos que vão aparecendo. Isto foi um dos pontos de partida para o desenvolvimento desta intervenção urbana.


Nesta ação, que Francisco Queiroz, Doutor em História da Arte, professor na Escola Superior Artística do Porto, e consultor na área da Reabilitação de Centros Históricos, afirmou na página do facebook do projecto SOS Azulejo (Portugal), seria uma "outra forma de chamar a atenção "para o constante problema de roubos e perdas de azulejos nas fachadas da cidade", nesta despudorada violação do patrimônio histórico público, podemos também ver uma analogia com a banalização da violência e da falta de valor da vida humana em nossos dias.



No total, durante 35 dias 300 azulejos de papel foram aplicados em 45 pontos de intervenção. Os azulejos de papel, ao mesmo tempo que causam um certo estranhamento ao olhar, podem ser por vezes facilmente confundidos com os azulejos originais.


Esta é a segunda vez em que o artista realiza um projeto de intervenção urbana naquela cidade. Ano passado Fábio Carvalho fez uma outra intervenção urbana, chamada “Migração Monarca”, durante as tradicionais Festas dos Santos Populares de Lisboa.

Os projetos de arte urbana de Fábio Carvalho atuam como pequenas inserções, peças que invadem o espaço quase como um parasita. As peças aparecem mais por tensionarem o que já está lá, em vez de impor-se de cima para baixo a um espaço. As peças exigem uma certa intimidade para entrar em ação. Eles permanecem dormentes até que você as ative com o seu olhar. Eles não gritam - sussurram.

Mapas do(s) tesouro(s)
(clique para ampliar)

Anjos e Penha de França
Bairro Alto, Baixa, São Cristóvão e Madalena
Graça

sobre o artista: Fábio Carvalho é um artista plástico carioca (Rio de Janeiro | Brasil) em atividade desde 1994 (13 exposições individuais e mais de 140 coletivas). Participou dos mais importantes projetos de levantamento de produção de arte emergente no Brasil nos anos 1990, como Antarctica Artes com a Folha, Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, Rumos Visuais - Itaú Cultural, Projéteis Funarte de Arte Contemporânea - RJ, Salão Nacional de Artes de Goiás e Salão Nacional de Artes Plásticas - MAM - RJ, entre outros. Fez exposições por quase todo o país, e já integrou mostras na Alemanha, Argentina, Chile, Cuba, Espanha, Equador, EUA, Hungria, Peru, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Rússia.

foto: Rodrigo Vila

saiba mais: www.fabiocarvalho.art.br/aposto.htm
facebook: www.facebook.com/fabiocarvalho2105
instagram: instagram.com/fabiocarvalho2105

Rosana Palazyan (RJ, Brasil) na 56a Bienal de Veneza

(Veneza)
abertura: 9/5/2015


Rosana Palazyan:
… Uma história que eu nunca esqueci… - 2013-2015
  Por que Daninhas? - 2006-2015




  
                                      Rosana Palazyan
                        … Uma história que eu nunca esqueci… - 2013-2015
                                       Video instalação

 “... Uma história que nunca mais esqueci...” é uma videoinstalação cujo vídeo produzido de forma ‘artesanal’ não tem pretensões de virtuosismos técnicos, mas de reordenar ou organizar a memória fragmentada sobre o genocídio armênio (c. 1915 a 1920) com base nas histórias e relatos ouvidos ao longo da vida desde a infância. Uma história que sempre foi impossível esquecer, pois o esquecimento seria o esquecimento do próprio ser. 

Brasileira de ascendência Armênia de ambos os lados, tendo iniciado minha carreira no final dos anos 80 e cercada por episódios de violência, traumas sociais, econômicos e políticos em meu país, não me sentia a vontade para tratar do tema “Armênia”. Minha urgência era aproximar as pessoas adormecidas pela banalização do cotidiano a estas questões. Desde então, venho buscando delicadamente ampliar, e potencializar a reflexão sobre a violência e exclusão no tecido social, onde todos acabam vitimados.

Ao ser convidada para participar da 4ª Bienal de Thessaloniki, cidade onde meus antepassados e seus amigos sobreviventes se refugiaram durantes alguns anos, o passado tão distante, estava diante de mim, tão próximo...

 E “quem lembra do genocídio armênio?” Eu lembro.

Foi preciso remontar cada fragmento da memória como em um quebra cabeças, carregado de enorme custo pessoal, para recontar mais uma vez uma história que me foi contada e que nunca esqueci. Lembrar e fazer lembrar para nunca mais acontecer.

O fio condutor da história é um lenço bordado por minha avó materna, quando refugiada em Thessaloniki (Grécia) com o apoio de Armenian General Benevolente Union (AGBU), onde muito jovem foi professora de bordado. O lenço transformado a cada episódio, perpassa a história desde a memória de infância (em Konya), a vida na Grécia como refugiada, a viagem ao Rio de janeiro por volta de 1926 (e sua nova vida) - até que o lenço retorne como parte integrante da obra a ser apresentada na bienal.

Escrevo este texto no calor dos acontecimentos quando nos últimos dias em meu país, jovens, mulheres, crianças, famílias, estão nas ruas lutando por seus direitos, vivendo momentos que não vivenciamos há muitos anos. O que tem me feito pensar na proximidade de todos os projetos e experiências que a arte tem me possibilitado realizar.

Se não muda o mundo, tenho vivido a arte como um percurso do entendimento e encontro com o Outro. E de forma incansável tenho me dedicado a transformar as relações das pessoas frente a questões tão urgentes, na tentativa de fazer acionar a mobilização para um mundo melhor.

Rosana Palazyan, Junho de 2013


         


  
              Rosana Palazyan
              Por que Daninhas? - 2006-2015
              Site specific - The Closter Garden,  Mekhitarist Monastery
              Island of San Lazzaro degli Armeni, Venice


A série Por que Daninhas? (2006/20015) apresenta objetos como relicários, contendo uma planta real considerada daninha sob um tecido transparente. A planta é fixada com um bordado imperceptível que acompanha seu contorno. As raízes foram substituídas por frases sobre plantas daninhas, bordadas com meus fios de cabelo. Ambos, plantas e seres humanos tem seus DNAs representados.

As frases-raízes foram extraídas de livros de agronomia consultados em minha pesquisa sobre plantas daninhas durante o processo da obra No lugar do Outro (2006)*. Trabalhando com o conceito de transformação na vida de pessoas que vivem nas ruas, em paralelo a metamorfose das borboletas - minha curiosidade sobre as daninhas deu inicio ao ler que “algumas espécies de borboletas encontram-se em extinção em conseqüência do extermínio de plantas daninhas”.  Então, o que é realmente uma planta daninha? O título Por que daninhas? questiona a terminologia utilizada para caracterizar seres vivos que são considerados indesejados.

Frases como: “poderia crescer em seu lugar algo de uma beleza mais exuberante” ou “são vistas como inimigos a serem controlados” são muito semelhantes às palavras que ouvi de algumas pessoas, durante a pesquisa nas ruas e meu envolvimento com pessoas que vivem em situação de rua.

“ Qualquer espécie pode ser considerada daninha quando nasce onde não é desejada e compete por espaço e nutrientes com culturas economicamente produtivas” – esta frase me fez ampliar a reflexão sobre pessoas e plantas consideradas daninhas. Qualquer um pode ser considerado “daninha” em algum momento ou inserido em algum contexto.

Em 2010 o trabalho adquiriu um novo corpo quando montado em suportes semelhantes às legendas para plantas nos jardins botânicos e fez parte da instalação O Jardim das Daninhas (Casa França Brasil, R.J.). Um jardim onde plantas consideradas daninhas foram cultivadas junto a plantas ornamentais e medicinais – propondo uma reflexão sobre como viver junto e quem seriam as daninhas neste jardim?

Agora, peças fotográficas representando Por que Daninhas? serão instaladas no jardim interno do Mosteiro Mequitarista na ilha San Lazzaro degli Armeni (Veneza). E as plantas daninhas que crescerem naturalmente no jardim não serão removidas, vivendo juntas às plantas ornamentais já existentes.

Nesta exposição específica, no Pavilhão Armênia da 56ª Bienal Internacional de Arte de Veneza, Por que Daninhas? é um desafio e com uma abrangência maior propõe a reflexão de acontecimentos como genocídios, as imigrações caracterizadas indesejadas por alguns países, a exclusão social e o racismo, inflados por palavras e rótulos como: “ nascem onde não são desejadas”; “ são invasoras e devem ser exterminadas”.

Rosana Palazyan, Janeiro de 2015



56th Bienal Internacional Art exhibition
La Biennale Di Venezia - 2015
The National Pavilion of the Republica of Armenia
Mekhitarist Monastery, Island of San Lazzaro degli Armeni, Venice
Opening - May 9, 2015
    
  
Artistas Contemporâneos da Diáspora ArmêniaCuradoria: Adelina Cüberyan Von Fürstenberg

No simbólico ano de 2015, por ocasião do marco dos 100 anos do Genocídio Armênio, o Ministério da Culturada República da Armênia dedicou seu pavilhão para os artistas da diáspora armênia.(...)  
Saiba mais em: 
www.armenity.net

[ "Auto-Focus" - Daniela Dacorso ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 22/5/2015 - 19hrs
até: 20/6/2015


Daniela Dacorso apresenta material inédito produzido nos últimos três anos, no qual dá continuidade à sua pesquisa sobre a periferia carioca. Junto com o curador Marco Antonio Teobaldo, organizou uma seleção de obras que aborda a dinâmica social encontrada nas comunidades do Rio de Janeiro e nas manifestações populares. A exposição Auto-focus, realizada pela galeria Luhda, é uma oportunidade de conhecer o marcante trabalho autoral da artista.

luhda.art.br
21 998938634
21 33498634
Av. Atlantica 4240 | loja 103 , Terreo | Copacabana

[ exposição “(- - = +)”, de Diego Castro ]

(São Paulo)
abertura: 23/5/2015 - 17h
até: 19/6/2015

Diego Castro reflete sobre estruturas do desenho expandido em exposição na sala de Projetos Fidalga

A sala de Projetos Fidalga recebe em 23 de maio, das 17h às 21h, a exposição e o lançamento do livro “(- - = +)”, do artista paulista Diego Castro. Composta por oito painéis de grandes formatos da série “HQ”, a mostra reflete sobre a pesquisa do desenho expandido a partir de fragmentos estruturais de uma História em Quadrinho. Ao eliminar as representações, retirando as falas e os personagens da história, as estruturas das linhas e balões são preenchidas por pensamentos, memórias ou pela imaginação livre cada um.

A mostra se completa com o livro homônimo, com tiragem de 500 unidades, que serão distribuídos gratuitamente ao público. A publicação foi criada para ser manuseada, interferida, assim propondo sua própria transformação pela interferência do público. A publicação tem parceria com a plataforma Sobrelivros de Rafaela Jemmene e Bruno Mendonça, que assina o texto crítico da mostra.

No dia 06/06/15, às 15h, ocorre oficina gratuita direcionada a crianças a partir de projeto pedagógico elaborado especificamente para a publicação aqui apresentada.

Lançamento livro e exposição do projeto “(- - = +)”, de Diego Castro
abertura: 23/05 às 17 horas
até: 9/06/15
Oficina para crianças (08 a 14 anos) - Dia 06/06 15 às 18 hs

Sala Projeto Fidalga
Vila Madalena: r. Fidalga, 299, tel. (11) 3813-1048. 
Visitas sob agendamento prévio. 

[ Amanda Mei e Ana Nitzan no espaço e-arte - Arte Hall ]

(São Paulo)
abertura: 28/05/2015, 19h
até: 13/06/15

Exposição de Amanda Mei reflete sobre a especulação imobiliária e verticalização das cidades

Imagem da obra “Desvio em Curva”, 2014

No espaço e-arte, em 28 de maio, às 19h, a Arte Hall apoia a exposição “Sobre a Demolição da Terra", da artista paulistana Amanda Mei. Sob curadoria de Paula Borghi, a mostra coloca em questão as atuais políticas de verticalização e especulação da cidade, discutindo o desenvolvimento brutal e crescente na vida contemporânea.

Bairros paulistanos de forte verticalização foram a matéria-prima de Amanda Mei para a criação das nove esculturas em madeira, papelão, tacos de madeira, pedra e restos de parede e de 20 pinturas-desenhos exibidos nesta exposição. Pedaços de parede, fragmentos de madeira, tacos, caixas de papelão, ferragens e restos de demolição foram resgatados e assumem uma nova superfície, tencionando a relação da arquitetura projetada e orgânica.

A paleta de cores utilizada na série de desenhos-pinturas de explosões se resume a tonalidades da cor cinza, chamando atenção às profundas mudanças na paisagem urbana, que cada dia tem seu céu mais poluído, mais concreto e mais asfalto. A efermeridade do tempo também é discutida nesta série, onde é possivel sincronizar o estrondo da uma demolição de uma casa ao bombardeio de uma cidade.

A busca eterna de ressignificação permeia a produção da artista desde o início de sua carreira, em 2004. Sua produção não trata de construir através de artifícios, mas sim de usar aquilo de fora descartado para, então, reconstruir. No encerramento da exposição, sábado dia 13 de junho, às 12h, ocorre visita-guida com a artista e a curadora Paula Borghi.


Ana Nitzan exibe série de fotografias inspiradas de árvores e flores

Sublimação _ Entre Caminhos - Ana Nitzan 

No mesmo dia, a Arte Hall apoia também a primeira exposição da artista Ana Nitzan. A exposição foi concebida por Florence Antonio juntamente com a artista para acompanhar a obra que Nitzan produziu para o Clube Hall 8a Edição.

Na série “Sublimação _ Entre Caminhos”, ela apresenta registros fotográficos de árvores diversas, compostos de forma a eliminar a presença do tronco, fazendo com que a copa flutue como nuvens na atmosfera. O “peso” ausente do tronco da árvore confere uma certa leveza a esse elemento natural, mas ao mesmo tempo se faz presente pela própria ausência, como “não leveza”. A árvore é tida como eixo do mundo, símbolo de uma relação de verticalidade entre o céu e a Terra que rege o incessante ciclo natural de morte e regeneração dos seres vivos.

Decorrente da série anterior, o grupo de trabalhos “Sublimação/Colheita” compreende imagens de flores colhidas na mesma região das árvores representadas (Avaré, São Paulo). Nesta linha de pensamento a flor representa o fim e a morte, mas também sugere a volta ao principio - após florada nascem as sementes.

As nove fotografias que compõem a exposição foram criadas para o livro "Sublimação', lançado em setembro de 2014. A mostra se completa com uma série recente intitulada “Caixa/Objeto”, contendo fotografias, terra e sementes banhadas em cobre.

“Sobre a Demolição da Terra", de Amanda Mei - Curadoria de Paula Borgui
Individual de Ana Nitzan

abertura: 28/05/2015, 19h
até: 13/06/15
visitação: seg. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/16h.

No encerramento: visita-Guiada com Ana Nitzan, Amanda Mei e Paula Borghi: 13 de junho de 2015, as 12h

Arte Hall | e-arte
rua Joaquim Antunes, 187, Jardim Paulistano, São Paulo
tels. 3061-5715 e 3061-9412

[ Sobre a Delicadeza das Coisas ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 16/4
/2015, 19h
até: 16/5/2015



SOBRE A DELICADEZA DAS COISAS 
de Leonardo Ramadinha

Com curadoria de Vanda Klabin, a exposição traz 18 trabalhos inéditos produzidos a partir do verso “par delicatesse j’ai perdu ma vie (por delicadeza perdi minha vida)" do poeta Arthur Rimbaud, onde a delicadeza é personagem principal.

Tramas Arte Contemporânea
Shopping Cassino Atlântico: Av. Atlântica, 4.240, loja 219, Copacabana

abertura: 16 de abril, às 19h
até: 17 de abril a 16 de maio
visitação: 2ª a 6ª, das 11h às 20h. sáb., das 12h às 18h

[ Ambiguidades + Museu de Arte Postal 7a. edição ]

(Rio de Janeiro) 
abertura: 13/3/2015
até 9/5/2015


O Ateliê da Imagem Espaço Cultural inaugura mostra coletiva com dezenove artistas que, de alguma forma, utilizam a ambiguidade como valor fundamental na construção do seu discurso, frequentemente valorizando os ideais de informalidade, do acaso, da fragmentação, do inacabado e da indeterminação dos resultados.

Suas narrativas plástico - poético - visuais não caminham em linha reta, mas se bifurcam, entrecruzam-se, pois são múltiplos os focos narrativos e as possibilidades de desfecho. Assim, este projeto de exposição é colocado como uma proposta, cabendo ao participante construir sua versão.

Artistas
Alexandre Dacosta, André Sheik, Bob N, Eduardo Mariz, Felipe Barbosa, Greice Rosa, Julio Castro, Leonardo Ramadinha, Lia do Rio, Marcio Zardo. Marco Antonio Portela, Mirela Luz, Osvaldo Carvalho, Patricia Gouvêa, Raimundo Rodriguez, Rogério Reis, Rosana Ricalde, Suely Farhi, Xico Chaves

Curadoria: Marcio Zardo

Inauguração: 13 de março de 2015, às 19h

Visitação: até dia 9 de maio de 2015
Horários: Segunda a sexta de 10 às 21h; Sábado de 10 às 17h

Junto com a Exposição Ambiguidades, haverá o lançamento da sétima edição do Museu de Arte Postal com a participação do artistas Andréa Facchini, Fábio Carvalho, Greice Rosa e Guy Veloso.

Em tempos de correspondências digitais, o Museu de Arte Postal – MAP, surgiu para refletir sobre as possíveis formas de circulação de arte, apresentando espaços mais livres e terceiras vias para artistas atuarem, resgatar o objeto cartão postal e, ainda, apresentá-lo às novas gerações.

Local: Ateliê da Imagem Espaço Cultural
Avenida Pasteur, 453, Urca - Rio de Janeiro
Tel: 21 2541 3314

[ Espaço Atemporal na Graphos:Brasil ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 31/3/2015 19h
até: 2/5/2015


Dezesseis artistas do Espaço Atemporal mostram obras inéditas na Graphos Brasil a partir de 31 de março.

Alexandre Baltazar, Antonio Bokel, Daniel Mattar, Danilo Omwisye (Zéh Palito), Elvis Almeida, Fabio Kohler, Guilherme Augusto Gafi, Heberth Sobral, João Maciel, Manu Alves, Mariana Moysés, Mayer, Osvaldo Carvalho, Paulo Arraiano, Ricardo Alvarenga e Xevi Solá.

"Compomos um movimento de relações em constante renovação. Somos a co-construção do espaço criativo pensante. O espaço como cosmos, não como lugar. Espaço Atemporal. Desterritorializado. Não existe um conceito definito. Abrimos possibilidades de projetos que se adaptem às realidades. Encontros. Cada parceria é única. A unicidade da linguagem de todos traduzida nas artes visuais como linguagem universal. A instabilidade do mundo cria oportunidades de agir com o processual. A arte propicia visível o invisível. Somos permeáveis. Não existe um corpo se movimentando. Somos múltiplos. Um atravessamento entre corpos, construindo o espaço coletivo. Cada movimento inaugura um novo momento. Há generosidade na experiência. A riqueza dos sentidos. Permitindo na troca dos saberes existentes a construção de algo novo. Re-significações da arte e da vida. Artes humanas. Força geradora da potência humana no exercício da liberdade. A atitude do fazer criativo. A subjetividade em diálogo. Lacunas plenamente preenchidas no todo. Harmonia oculta, afirmada na confiança. O não agir é agir. O tempo se abre no fluxo dos encontros das produções artísticas. Todas as possibilidades existem ao se criar um vocabulário próprio às experimentações. Transformação. A linguagem visual é comunicada por diversos sentidos se expandido constantemente a cada passo dado. Não falamos de território. Expandimos as margens com categorias amplas. Agregadoria. O Atemporal é coletivo. As diferenças se somam e um novo fazer acontece. O grupo se renova no eterno agora."

(este texto é uma sobreposição das vozes que habitam o Espaço Atemporal)

Abertura: 31 de março às 19h
Visitação: 01 de abril a 02 de maio
Horário: segunda a sexta das 11h às 19h
Rua Siqueira Campos, 143 - sobreloja 128 - Copacabana, Rio de Janeiro - Brasil

[ Manual de Voo ]

(São Paulo)


A exposição "Manual de Voo" de Sidney Philocreon consiste em um exercício de desenho e assemblage de objetos, uma ideia fabular onde a mão do artista confere um aspecto de transformação em uma matéria. Um conjunto de pássaros com aspecto de pedra, após uma manipulação ficcional retorna ao aspecto original, como se assim voltasse o poder de cantar e voar. O conjunto de desenhos trabalha metaforicamente a realidade da manipulação artística como forma de conferir potencialidade poética a matéria. Um gesto simples porém bastante simbólico. A parede ocupada como um campo de operação para esta ficção, possui pontos onde a peça com o pássaro fixo sobre uma pedra e com aspecto petrificado, aguardam pelo encontro com a mágica que vai lhe devolver liberdade. Parede em Arco.