[ Aquilo que nos une ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 16/03/2016 - 16h
até: 19/06/2016

Rosana Palazyan

Exposição Aquilo que nos une traz obras de 26 artistas que utilizam linha, agulha, bordado e afeto na expressão de sua poética

A mostra Aquilo que nos une trata da delicadeza, da sensibilidade da alma, das questões que estão à flor da pele. O que une é mais do que uma linha, é criação de sentidos. É mais do que costura, é processo.  O linho e o algodão, a fotografia, o video, a chapa de metal, a madeira, o plástico, o gesso e o cristal conferem firmeza à narrativa, amarram questões e histórias que são de todos, mas que cada artista desenvolve na sua linguagem única.

Leonilson

Trabalhos históricos de Bispo do Rosário, Leonilson, Tunga, Waltercio Caldas e Anna Bella Geiger, artistas que marcaram um período da produção nacional juntam-se à recente e vibrante produção contemporânea de Adriana Varejão, Rosana Palazyan, Ana Miguel, entre outros.

Rodrigo Mogiz

“O que todos esses artistas fazem é produção de imagem, de signos e de linguagem. Esta exposição reflete uma linha de pesquisa estética contemporânea – a junção da arte e da manufatura. São fios que conduzem histórias e narrativas visuais, bordados que constituem estratégias, jogos de dilemas e tragédias, de almas e de fissuras.  Os artistas convertem o desenho em bordado e a costura em fio condutor de ideias. Agulha e linha são os elementos deflagradores de imagens conferindo espessura de sentido ao imaginário”, comenta a curadora Isabel Portella.


Exposição Aquilo que nos une
Adriana Varejão, Adrianna Eu, Anna Bella Geiger, Ana Linnemann, Bispo do Rosário, Ana Miguel, Carolina Ponte, Caroline Valansi, Clarisse Tarran, Claudia Hersz, Elisa Castro, Emmanuel Nassar, Jozias Benedicto, Leonilson, Letícia Parente, Marcos Chaves, Nazareno, Nazareth Pacheco, Renato Bezerra de Mello, Rodrigo Mogiz, Rosana Palazyan, Sonia Gomes, Tunga, Ursula Tautz, Vera Bernardes e Waltercio Caldas.
Curadoria: Isabel Portella.
Entrada Franca
Classificação indicativa: Livre
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Av. Almirante Barroso, 25, Centro (metrô: Estação Carioca)
Abertura: Sábado, dia 16 de março, às 16h
Visitação: 16 de abril a 19 de junho de 2016
terça-feira a domingo, de 10 às 21h.

[ Visão 7.0 / Vida de artista - Fernando Zago ]

(Porto Alegre)
abertura: 03/05/2016
até: 03/06/2016



Alma Atenta

A ideia que vagava em minha cabeça era o livro do fotógrafo americano David Douglas Duncan - hoje com cem anos completados em janeiro - “O atelier silencioso”, no qual ele registra a casa de um pintor do qual era amigo íntimo, Picasso. Adaptando a mesma intensão para nossa situação, era isso: registrar o que poderíamos entender, localizar, filtrar por imagens o que é ou deveria ser uma vida de artista. Então, seria curtir e flagrar o que existisse no entorno de cada artista visitado.

Criamos um roteiro e dentro dessas limitações nos comportamos. Centenas de fotos, incontáveis visitas, descobertas e longas conversas (muitas vezes, confissões) enquanto realizávamos aquela devassa consentida. Nada escapava ao olhar de Fernando Zago que, com “alma atenta” - no dizer de Fernando Pessoa -, mergulhava nesses universos particulares.

São espaços vazios, sem a presença física dos visitados, porém essa ausência/presença de cada um é sentida nesses espaços de criação. Onde pressentíamos o que estivesse ...vazio, era esse “vazio” que nos surpreendia, pulsava a nossos olhos, matéria viva, parte integrante das obras ali realizadas/criadas. Espaços de vida, espaços de múltiplas vivências, espaços de magia, espaços do infinito gesto criador, espaços de mistérios...espaços.

Mas eu disponho de um precedente, uma “aventura” desenvolvida com o fotógrafo Martin Streibel - nos anos 80 - para uma exposição chamada ”Lixo de atelier”. Era outro momento mas de espírito semelhante ao de agora. Tenho o Martin Streibel na conta de um mestre em preto e branco e assim realizamos aquele trabalho. E agora, Ferrnando Zago derrama-se em cores, um contraponto de olhares, duas almas atentas.

Este trabalho aponta para o encerramento de um tríptico iniciado com “Visão 6.0”, seguido de “Visão.6.5” ocasiões nas quais encerrava ciclos existenciais nos quais exibi, em diversas modalidades técnicas, obras de artistas convidados; não é diferente agora, a intenção é a mesma, segue o mesmo espírito, uma tentativa de dessacralizar a aura do artista procurando mostrar o que há por trás da pessoa...por isso o título banal, óbvio, como se fosse um mero samba-canção trazendo dores escondidas, sombras e cicatrizes da alma, alegrias incontidas, porque não? Escolheu-se simbolicamente alguns para homenagear todos.

Renato Rosa
Abril de 2016.

[ ARENA ​CASA FRANÇA­BRASIL ]

(Rio de Janeiro)
de 31 de maio 
a 02 de junho de 2016

ARENA ​CASA FRANÇA­BRASIL ações culturais em tempos de crise


Arena ​(do latim (h)arena, "areia") era originalmente o lugar de grandes disputas esportivas no Império Romano. Estes espaços, com o passar do tempo, passaram a abrigar espetáculos, exibições, jogos, debates e desafios. No Brasil, a partir da década de 1950, o Teatro de Arena motivou uma dramaturgia de cunho político e social, promovendo discussões sobre a realidade nacional. Considerando o peso histórico desse termo, a ​ARENA CASA FRANÇA­BRASIL se propõe a ser um espaço constante de debates públicos. Propomos, portanto, situações para discutir questões urgentes ligadas à arte, à cultura e à produção de saberes.

Os tempos de crise que evocamos aqui vão muito além da alarmada crise econômica, com frequência enfatizada no atual contexto de instabilidade política. Trata­-se também de uma crise das instituições, de seus modelos de organização e da eficácia de sua representação – estruturas que influenciam e condicionam diretamente o ​poder de ação ​de iniciativas culturais. Esta crise institucional, mais ampla que o campo das artes, nos coloca a necessidade de rever certos modelos de ação. Como muitos desafios são comuns a diversas instituições e agentes culturais, o projeto ​ARENA CASA FRANÇA­BRASIL – ações culturais em tempos de crise, busca convocar uma discussão pública que permita a troca de experiências e a construção de redes de envolvimento e colaboração. Com formato de seminário, este primeiro evento acontecerá entre os dias ​31 de maio e 02 de junho​.

Observamos a situação de fragilidade de diversas instituições culturais no Rio de Janeiro, na qual modelos de gestão coexistem e revelam­-se como alternativas possíveis­: administração pública, financiamento privado, mecenato, organizações sociais, autogestão. O que parece ser comum a todos, porém, é a posição vulnerável de diversos programas de cultura, cuja continuidade se torna refém de apoios que garantam sua manutenção.

As atividades culturais no Brasil, em contrapartida, provem de uma prática empírica de capacitação, hoje congregando um corpo de profissionais qualificados com ampla experiência, cujo conhecimento evoca soluções originais à mobilização cultural da cidade.

Nosso objetivo é trocar experiências e dar espaço à discussão sobre a pluralidade de situações possíveis. Buscamos incentivar e colaborar na criação de uma rede que fortaleça as relações entre as instituições e iniciativas autônomas da cidade. Vemos, nestes laços, a oportunidade de deflagrar parcerias. É um momento de reconhecermos no presente a importância de uma distribuição mais homogênea do investimento de capital no campo da cultura. Mais do que promover uma discussão sobre os fazeres da arte, este fórum pretende investigar sua economia em sentido amplo: políticas de circulação, promoção, manutenção, mobilização, institucionalização e reflexão crítica.

PROGRAMAÇÃO

31 DE MAIO
[3ª feira]

11:00 I Abertura
Eva Dóris Rosental (Secretária de Estado de Cultura do Rio de Janeiro)
Marcelo Campos (Diretor da Casa França-Brasil)

14:00 I Circuitos
Claudia Saldanha (Paço Imperial)
Fernando Cocchiarale (MAM-Rio)
Paulo Knauss (Museu Histórico Nacional)
Luiz Alberto Oliveira (Museu do Amanhã)

01 DE JUNHO
[4ª feira]

10:00 I Modelos de gestão
Carlos Gradim (MAR - Museu de Arte do Rio)
Izabela Pucu (Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica)
Sabrina Kawakami (CCBB)
Consuelo Bassanesi (Despina / Largo das Artes)

14:00 I Táticas de produção
Luiza Mello (Automática)
Mauro Saraiva (Tizara)
Jocelino Pessoa (Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea)

16:30 I Espaços autônomos
casamata
És uma maluca
Olho da Rua
A Mesa

02 DE JUNHO
[5ª feira]

10:00 I Memórias e reconhecimento
Ricardo Resende (Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea)
Antônio Carlos Pinto Vieira (Museu da Maré)
Lucas van de Beuque (Museu Casa do Pontal)
José Carlos Levinho (Museu do Índio)

14:00 I Ações educativas
Melina Almada (Museu do Amanhã)
Denise Grinspum (Instituto Moreira Salles)
Bia Jabor (Casa Daros)

16:30 I Escolas livres
Luiz Ernesto Moraes (Escola de Artes Visuais do Parque Lage)
Janaina Melo (Escola do Olhar / MAR)
Irene Ferraz (Escola de Cinema Darcy Ribeiro)
Renata Oliveira de Freitas (Universidade das Quebradas)

[ Arqueologia contemporânea ]

(Petrópolis)
abertura: 30/4/2016
até: 31/5/2016

(Foto: Divulgação/Build Up Media) [fonte >>]

Responsável pela montagem de boa parte das exposições do Centro Cultural da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), em Petrópolis (RJ), o designer, fotógrafo e artista visual, Claudio Partes, assumiu o lado arqueólogo no novo trabalho, em cartaz no espaço. Em “Arqueologia Contemporânea”, ele escavou pontos dos painéis da galeria, voltando ao passado e revisitando pedaços de exposições que passaram pelo Centro Cultural desde que foi inaugurado, há nove anos. Da mistura do antigo com o novo, surgiram outras imagens.

As “escavações” de Claudio Partes se transformaram em uma instalação artística, também aberta ao público, de 14 de março a 30 de abril, descortinando as camadas de pinturas sobrepostas. “O objetivo é provocar reflexões e sensibilizar o público para o entorno que nos cerca, carregados de memórias, histórias e sentimentos, além de levar à reflexão sobre espaço, tempo e memória”, diz Claudio.

Responsável pela programação do Centro Cultural, o coordenador de Projetos e Extensão, Ricardo Tammela, destaca a importância da abertura para as pesquisas artísticas, em um espaço acadêmico. “O Centro Cultural da FMP/Fase, por estar dentro de uma instituição de ensino superior, acaba assumindo um papel importante, próprio das universidades, que é o da pesquisa. Nesse caso, pesquisa no campo da estética, no campo da arte, no campo da cultura, abrindo seus espaços para projetos que tenham essa proposta, como fica explícito na intervenção de Claudio Partes”, conta Ricardo.

Com a montagem da exposição “Brasil-Portugal: o mar que nos separa, a língua que nos une”, no Centro Cultural da faculdade, em 2013, Claudio Partes recebeu o Prêmio Maestro Guerra-Peixe de Cultura, concedido pela Prefeitura de Petrópolis.

A exposição “Arqueologia Contemporânea” ficará em cartaz até o dia 31 de maio. A visitação, que é gratuita, pode ser realizada, de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 18h. A FMP/Fase fica na Av. Barão do Rio Branco 1003, no Centro de Petrópolis.

[ No jardim da Academ[ia] / Bibliotecas de outros Horizontes ]

(Campinas)
abertura: 18/5/2016 - 12:30h

até: 31/5/2016


A Galeria do Instituto de Artes – GAIA UNICAMP convida para as exposições de 18 a 31 de maio de 2016:


Sala 1
No jardim da Academ[ia]
Exposição dos alunos da disciplinaAP 204: “Ateliê Experimental Multidisciplinar II”. Programa Professor Especialista Visitante em Graduação (CAPPEVG) 2016 Curso de Artes Visuais UNICAMP.
Curador: Andrés Hernández
Artistas:
Amadeo Galdini
Ana Paula Andrade
Clara Wagner
Deivisson Dias Chagas
Felipe Castro
Gaby Ciurcio
jfireman
Júlia Stradiotto
Lilian Walker
Lucas Melo
Mariana Gonçalves
Matheus Zaggo
Maysa Sigoli
Mozart Dutra
Rafael Cavalheri
Tales Boffetti
Victor Santos
Wagner de Santana
Walkiria Pompermayer
Equipe curatorial: Allan Yzumizawa, Clara Wagner, Giovanna Pontes, Éder Aleixo.
  
  

Sala 2  
Bibliotecas de outros Horizontes
Exposição de Nelson Screnci

Serviço:
Abertura:  18 de maio de 2016 as 12:30h.
Conversa com os artistas e curadores às 13 h..
Visitação: de 18 a 31 de maio de 2016.
Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Evento gratuito.
Realização: Galeria do Instituto de Artes – GAIA
Rua Sérgio Buarque de Holanda, s/nº – Térreo da Biblioteca Central “Cesar Lattes” 
UNICAMP. Barão Geraldo – Campinas – SP.
www.iar.unicamp.br/galeria

[ COLETIVA EIXO 2016 > virtual ]

(internet)
abertura: 22/04/2016
até: 22/05/2016



Inaugurou dia 22 de abril a exposição virtual COLETIVA EIXO > virtual.

Artistas participantes: Alejandro Montini, Alícia Medeiros, Amanda Leite, Ana Gomes, Antonio Gama, Ara Teles, Bernardo Sá Earp, Bete Esteves, Beth Barone, Bruno Vital, Caio Franco, Camila Marchon, Carolina Amorim, Claudia R. Tuchler, Clóvis Camargo, Cristina de Pádula, Dácio Bicudo, Dani Ferreira, Danny D’Errico, Desirée Bruver, Ecila Huste. Os trabalhos dos 21 artistas selecionados para a exposição ficam em divulgação até 22 de maio de 2016 no site www.eixoarte.com, permanecendo após esta data para comercialização.

Serviço:
Exposição “COLETIVA EIXO > virtual”, curadoria EIXO Arte
Abertura: 22 de abril, às 10h
Local: www.eixoarte.com
Informações: (21) 99422 8075 ou contato@eixoarte.com.br
Visitação: aberto 24 horas
Em divulgação até 22 de maio de 2016
Organização: EIXO Arte
Parceria: Skyline (3D) www.skylinearq.com.br

[ Luiz Le Barba – à Gauche ]

(Niterói)
abertura: 14 de abril, quinta-feira, 18h
até: 15 de maio

No dia 14 de abril, quinta-feira, às 18h, o artista Luiz Carlos de Carvalho vai abrir a exposição “Luiz Le Barba – à Gauche”, com curadoria de Marcia Müller, no Museu do Ingá, em Niterói. 


A exposição leva a arte da rua para dentro do museu. Além de um conjunto de obras de graffitis sobre papel, a mostra contará com pinturas sobre tela,  sketchbooks (livros, onde são demonstrados os exercícios mais "caligráficos" das "escritas"; anotações que seguem basicamente ritmo da escrita ocidental e outras formas mais livres de gestual).

Luiz Carlos usa o codinome Le Barba, daí o nome que escolheu para a mostra. A extensão à gauche quer dizer à esquerda. O artista, como ele mesmo se define, sempre foi um rebelde. “Isto é de minha natureza e da formação artística, um beatnik que viveu a cultura underground e engajado na luta pela liberdade e resistência ao poder opressor e repressor. Mas não trago no discurso da minha arte nenhum pensamento pessimista, e sim, a utopia de desejar um mundo novo, um mundo melhor e democrático”, explica ele, que é também Diretor do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (no Campo de São Bento), vinculado á Fundação de Arte de Niterói.

“Eu tenho o papel como principal suporte, a pele da arte: como foram o papiro e o pergaminho no passado. Seguindo, passo para a prática de pintura, aí tenho as telas, lonas, madeiras, novamente o papel; e as paredes e muros da cidade. Como também trabalho com pintura corporal, a pele do corpo humano é suporte para a minha expressão artística; assim como as paredes, muros e portões são pele do corpo urbano”, afirma Luiz – Le Barba.

A paixão pelo graffiti veio há três anos, aos 60 de idade. Influência do jovem amigo Davi Balthar (Máfia 44), também graffiteiro e que enxergou no Luiz a vocação e a atitude para Sreet Art. “Vejo na arte urbana um seguimento do pensamento da arte pública - que é inerente à arte contemporânea -, e que me provocou o retorno à pintura.”, diz. A liberdade de dizer o que sente. A liberdade da rua, característica do graffiti. Foi essa liberdade que atraiu Luiz Carlos.

Serviço:
Exposição “Luiz Le Barba”, curadoria de Marcia Müller
Museu do Ingá – Niterói
Endereço: Rua Presidente Pedreira, 78 - Ingá, Niterói - RJ, 24210-470
Informações: (21) 2717-2919
de quarta a sexta, das 12h às 17; e sábados e domingos, das 13h às 17h

[ Pensão Artística ]

(Rio de Janeiro)
de: 5/5/2016
até: 9/5/2016


Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral foram convidados a ocuparem a Pensão Artística, projeto idealizado por Dani Soter e Marco Antonio Teobaldo, que também assina a curadoria.


Pensão Artística é um projeto de convivência compartilhada de curto período na Região Portuária do Rio de Janeiro, onde serão realizadas atividades de produção e exibição de obras de arte em um pequeno hotel, numa zona bem degradada, localizado na Rua Camerino, nº 15 (em frente à Praça dos Estivadores). Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral foram convidados pelo curador Marco Antonio Teobaldo para a ocupação deste local durante o período de 5 dias, cujos quartos servirão de residência artística para criação e espaço à visitação pública em horários pré-estabelecidos.

Pensão Artística pretende explorar todas as direções que estão tomando as manifestações artísticas nos espaços urbanos públicos e privados, sobretudo aqueles que carecem de uma ocupação ordenada e planejada. Transformações que ao largo do tempo vêm causando mudanças profundas nas dinâmicas de trabalho e produção. Assim, as redes colaborativas, o intercâmbio de ideias e de ferramentas são agora, elementos essenciais na criação. A revolução radical que causaram as novas tecnologias e a internet permite esse tipo de conexão, mas continua sendo importante a disponibilidade de um espaço físico para a criação e o encontro de artistas e suas propostas.

Dani Soter – Colcha de retalhos



Colcha de retalhos para uma cama de pensão - a proposta é encontrar pessoas de passagem, desconhecidos ou não, dentro do quarto da pensão, em sua cama. Apenas uma pessoa será atendida de cada vez, com hora marcada ou furtivamente, en passant.  Enquanto conversam (Dani Soter irá ouvir mais do que falar) tecem juntos uma colcha de retalhos de roupas usadas, cosidas por uma linha vermelha. Em seguida, reúnem as partes trabalhadas, construindo assim uma narrativa coletiva, onde a voz é a linha e o segredo é o ponto. Mais do que desejar obter um objeto estético, busca-se o resultado da experiência realizada a dois. O espectador torna-se atuante e a obra depende de sua participação. Em Colcha de retalhos para uma cama de pensão, é também explorada a questão da intimidade de ambos, sobretudo a do outro, daquele que entra no quarto e senta-se na cama da artista.

Daniela Dacorso – Descontroladas


A artista irá montar um verdadeiro Estúdio fotográfico no seu quarto de hotel, local da residência artística, onde trabalhará uma abordagem receptiva aos visitantes para colher algumas informações sobre o seu perfil (o que faz, onde vive, o que o trouxe até ali, suas dificuldades e seus sonhos, entre outras questões). A partir destas informações, os visitantes serão retratados, dando continuidade à pesquisa da artista sobre tipos comuns da cidade do Rio de Janeiro. O resultado final desta ação será a exposição de retratos que terão um forte apelo a ancestralidade local, conhecida no passado como Pequena África,  de modo a reafirmar a identidade de cada pessoa fotografada, constituindo uma espécie de mapeamento humano daquele momento do projeto.

Fábio Carvalho – Ocupação Olympia


A intervenção urbana Ocupação Olympia, idealizada especialmente para o projeto Pensão Artística, consiste na criação de uma série de pequenas obras em papel com desenhos alusivos a atletas (em particular das práticas esportivas mais antigas e tradicionais), que serão aplicadas com cola de amido sobre paredes e fachadas da Gamboa.
Ao estilo lambe-lambe, a obra assumirá as vezes de azulejos de papel, tendo como referência os azulejos de figura avulsa portugueses. A região da Gamboa tem um rico histórico de ocupação portuguesa, sendo a região ainda pontuada por uma série de imóveis antigos de meados do século XIX ao início do XX cujas fachadas encontram-se azulejadas como quando originalmente construídos. As imagens de esportistas serão misturadas com ornamentação floral pintadas à mão pelo artista.

Heberth Sobral – Paisagens urbanas


O artista visual propõe para a residência artística a construção de maquetes com cenários sobre a realidade da Região Portuária e o significativo momento de transformação que vem passando, por conta de sua revitalização para os Jogos Olímpicos. Utilizando um repertório customizado no qual os personagens são bonecos Playmobill, o artista aborda os costumes locais com suas releituras de imagens e textos publicados nos meios de comunicação. Algumas imagens surgirão a partir do estímulo recebido por matérias de jornais, contudo a interação direta do público visitante por meio de depoimentos irá trazer mais detalhes para a narrativa construída, que posteriormente será fotografada e ampliada, potencializando a temática desenvolvida.

Eventos complementares no Jardim do Valongo:
5 de maio - 18h - Música de Quinta (Karaokê)
6 de maio - 18h - Na mesa com os artistas (bate-papo)
7 de maio - 17h - Batuke de Ciata, com Mestre Riko

[ Ocupa Carambola ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 09/04/2016, sábado – 16 às 22h
exposição: 16/04; 30/04 e 07/05/2016 – sábados – 16 às 20h


Ocupação artística que será realizada no Canto da Carambola - cama e café, em Sta. Teresa, Rio de Janeiro. Todos os cômodos da casa serão ocupados por 56 artistas que transitam por linguagens como performances, pinturas, fotografias, vídeos, transformando-os, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público.

Ocupação Monarca | Fábio Carvalho | lambe lambe

Artistas como Caroline Valansi, Fábio Carvalho, Felipe Barbosa, Nena Balthar, Raimundo Rodriguez, Rosana Ricalde, Sérgio Sal, Xico Chaves, entre outros, instalarão obras de arte e engenhosidades desmanchando fronteiras ou territórios institucionalizados dando ênfase a temas como compartilhamento, troca, descobertas.

Curadoria: Marcio Zardo
Produção executiva: Miro Mendonça

Felipe Barbosa - Condomínio

Conhecer o espaço...
Respirar o espaço...
Sentir o espaço...
Estes foram meus primeiros desafios, aqui, no “Canto da Carambola - Cama e Café / Espaço Cultural”, a partir do generoso convite que me fizeram Miro Mendonça e Sérgio Sal, proprietários e gestores do espaço, para realizar uma ampla ocupação, transformando-o, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público, buscando um certo nomadismo do olhar...

Assim, fizemos a proposição aos artistas que transitam por linguagens como performances, vídeos, fotografias, pinturas e objetos: instalar ali obras de arte e engenhosidades que friccionem o público com questões do mundo e da vida. Artistas com grande trajetória se encontram com artistas em começo de produção, numa atmosfera de afeto e compartilhamento, desmanchando zoneamentos / territórios institucionalizados, dando ênfase a temas como troca, desejos, relacionamento, estar junto, descobertas, lugar, fronteiras…

A apropriação dos cômodos da casa gerou movimentos, conexões, circuitos, superposições e limiares, sugerindo ao visitante que não permaneça no mesmo lugar, deixando que seu olhar flutue por muitos lugares, próximos e remotos, presentes e passados, reais e imaginários.
Deleuze nos lembra que “essas ações nos levam a sair de modos de saber cristalizados, impondo-nos a necessidade de trabalhar com limites conceituais mais flexíveis, menos rígidos”.

Marcio Zardo

Ocupa Carambola
Canto da Carambola, cama e café
Rua do Oriente, 123 – Sta. Teresa
Rio de Janeiro / RJ / Brasil
55-21-2210-0289 / 99462-4292
cantodacarambola@gmail.com
https://www.facebook.com/CANTODACARAMBOLA?fref=ts