[ Álbum de família ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 1/8/2015
até: 19/9/2015


Coletiva “Álbum de família” reúne obras emblemáticas


O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica inaugura no dia 1° de agosto, a exposição “Álbum de família”, com cerca de quarenta trabalhos (entre pinturas, objetos, fotografias, desenhos, videoinstalações, instalações sonoras e filmes) de mais de vinte artistas brasileiros e estrangeiros. Com curadoria de Daniella Géo, a coletiva reflete sobre a família e suas questões, como um tema permanente da produção artística, e será acompanhada ainda de um seminário transdisciplinar nos dias 25, 26 e 27 de agosto.

“A exposição vem em um momento em que o conceito de família é revisto, em que se elaboram novas leis relativas a relações homoafetivas e à adoção, em que aumentam as denúncias de violência sexual doméstica, em que surgem mais asilos particulares e, consequentemente, mais idosos são privados do convívio familiar, e em que, paralelamente, grupos conservadores procuram manter intacto a imagem e o modelo tradicional de família”, observa a curadora.

Desde diferentes configurações ao ideário matrimonial, passando pelo abuso de poder e violência doméstica, até a família como construção política, a exposição aborda ainda laços familiares, amor e noção de coesão à ausência, perda e solidão; espaço íntimo e dimensão pública; mito e estereótipos, e de como a sociedade afeta e é afetada pelas famílias.

Estão na exposição obras de nove artistas brasileiros – Adriana Varejão, Anna Bella Geiger, Dias & Riedweg, Fabio Morais, Jonathas de Andrade, Leonora Weissmann, No olho da rua 1995 > 2015 (Julian Germain, Murilo Godoy, Patricia Azevedo e jovens que vivem nas ruas de Belo Horizonte), Ricardo Basbaum, Rosana Palazian e Rosângela Rennó, e trabalhos dos artistas Bill Viola (1951, Nova York, EUA), Daniel W. Coburn (Lawrence, Kansas, EUA), Candice Breitz (1972, Johannesburg, África do Sul), Charif Benhelima (1967, Bruxelas), Gillian Wearing (1963, Birmingham, Inglaterra), Michel Journiac (1935-1995, Paris), Richard Billingham (1970, Birmingham Inglaterra), Santu Mofokeng (1956, Soweto, África do Sul), Sue Williamson (1941, Lichfield, Inglaterra), Tracey Rose (1974, Durban, África do Sul), Victor Burgin (1941, Sheffield, Inglaterra), e Zanele Muholi (1972, Umlazi, Durban).

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica 
Rua Luís de Camões, 68.
Entrada gratuita.

[ Ricardo Ventura | Atlas ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 2/7/2015 - 18h30
até: 13/9/2015


Ricardo Ventura abre a individual Atlas no Paço Imperial

foto: Ipojucan Ludwig

O Paço Imperial inaugura quinta-feira, dia 2 de julho, às 18h30, a exposição Atlas, de Ricardo Ventura. A mostra, sob a curadoria de Marcelo Campos, apresenta 19 trabalhos escultóricos e uma instalação, todos realizados nos últimos 15 anos de produção do artista.

As obras tridimensionais de Ventura transitam entre a rigidez da madeira e a fragilidade do vidro. Grandes trabalhos de madeira ocupam o espaço expositivo, ânforas de cobre e vidro espelhado ficam dispostas nas paredes ao lado de trabalhos de formas longilíneas e orgânicas que se estendem até o chão. Inspirado em volutas barrocas, coruchéus, geometrismos islâmicos e outros ornamentos, o artista tem a arquitetura como referência formal de seu trabalho. 

“A arquitetura influenciou de maneira marcante meu pensamento escultórico. A pesquisa de técnicas tradicionais de construção me levou a estudar a utilização da madeira e do barro. A necessidade de utilizar ferramentas para manipular o barro com maior precisão me levou a confeccionar instrumentos específicos, ou seja, formas que se adequassem ao meu corpo, formas que são sua extensão e prolongamento. Com o decorrer do tempo estas ferramentas perderam gradativamente sua funcionalidade, tornando-se o próprio trabalho: utensílios que amplificam ressonâncias, ânforas maciças que contém lembranças do corpo, objetos impregnados de impulsos religiosos e eróticos, formas que remetem a fragmentos existentes no mundo, fragmentos multiculturais justapostos”, declara o artista.


Ventura, em parte de suas esculturas, lida com possibilidades análogas de desproporcionar, retesar, amolecer fios, globos, ponteiras, ora de madeira, ora de metal, ora de vidro. Assim, pesquisa as extensões das matérias, até configurar limites, contornos que se tornam, desenhos no mundo, como a divisão dos continentes, a delimitação das ilhas.

Entre tradições variadas, a forma e o conteúdo, o gráfico e o escultórico, a arte e a arquitetura, o ornamento e a forma orgânica, a seriação industrial e familiar, o artista que foi aluno de Celeida Tostes no Parque Lage, Chapéu Mangueira e UFRJ, investiga questões que qualificam a contemporaneidade de sua obra.

Ricardo Ventura | Atlas
Curadoria: Marcelo Campos
Abertura: quinta-feira, 2 de julho, às 18h30
Exposição: 3 de julho a 13 de setembro de 2015
De terça a domingo, das 12 às 18h
Grátis | Livre para todos os públicos
Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro

[ A Sua Superfície – Rodrigo Mogiz ]

(Belo Horizonte)
abertura: 18/06/2015 - 19h
até: 19/08/2015



A galeria Chimera Cultural apresenta exposição individual do artista Rodrigo Mogiz: desenhos feitos com linha e agulha - um mergulho no universo das tatuagens através de bordado. Na mostra Mogiz experimenta novos formatos em 9 trabalhos - quase todos feitos exclusivamente para o evento -, onde busca similaridades e associa a dor de tatuar o corpo à dor de desenhar alinhavando o tecido.  Para ele, ambas as superfícies são espaço a ser ornamentado e um processo dolorido.

O tema da mostra se conecta não somente pela técnica de desenhar com a linha e a agulha, mas pela composição dos elementos e cores. Corpos marcados, repletos de imagens alinhavadas que contam algo. Em cada trabalho, alguns com grandes formatos, estão concentrados clichês da tatuagem (rosas, pássaros, caveiras, coroas, marinhos, corações e tantos outros)que remetem à beleza, dore violência, explorando a afetividade e a sexualidade em uma narrativa quase literária.

A obra de Mogiz utiliza imagens da mídia contemporânea - revistas, tv, internet, cinema, moda, etc., estabelecendo novas conexões entre as figuras bordadas em entretelas translúcidas e sobrepostas. Há ainda a presença de elementos como miçangas, contas e alfinetes para capturar o olhar do observador e mostraro encoberto. Estas características permeiam a construção imagética do artista desde a academia.

A sua Superfície’, de Rodrigo Mogiz
de 19/06/2015 à 19/08/2015 das 14hs às 20hs
Av. Cristóvão Colombo 631 | tel.: 95258080
Entrada livre e gratuita (toque a campainha)

[ exposição Situação Delicada, de Fábio Carvalho ]

(Rio de Janeiro) 
aberura: 15/06/2015
até: agosto 2015 

Na exposição Situação Delicada Fábio Carvalho nos convida a repensar verdades pré concebidas


O artista carioca Fábio Carvalho abre no próximo dia 15 de junho exposição individual na EIXO Arte Contemporânea - 
www.eixoarte.com.br. A exposição, que apresenta colagens digitais, fotografias alteradas e um grande bordado sobre tecido, traz como destaque a série inédita Situação Delicada, que dá nome à mostra.

Desde 2009 Fábio Carvalho nos convida a uma reflexão sobre os elementos que constituem as expectativas de gênero. Seus trabalhos operam na superposição e conflito entre elementos tradicionalmente considerados femininos, como flores, borboletas, porcelana, bordado, rendas, com os estereótipos do homem viril, como o militar, o policial, o halterofilista, o cowboy, etc.


Em Situação Delicada Fábio Carvalho uniu fotos de armas de brinquedo, normalmente destinadas ao público infantil masculino, com reproduções de páginas de antigos álbuns de fotografia e scrapbooks do período vitoriano, atividades tipicamente femininas daquela época. A “situação delicada” que o trabalho nos apresenta não se refere apenas ao conflito de elementos chave dos estereótipos de gênero, mas também ao fato de armas de brinquedo serem proibidas no Brasil desde 2003, com a justificativa de que assim se diminuiria a criminalidade futura. 

Mas será que brincar com armas de plástico é o que deixa uma criança mais violenta? Fábio Carvalho relata sua própria experiência "eu e meus irmãos brincamos a infância inteira com armas de brinquedo, e nenhum de nós se tornou um ladrão ou assassino. E se é para evitar a exposição à violência, por que se proíbe apenas as armas de brinquedo, mas se permite a transmissão de assassinatos na hora do almoço nos telejornais, a presença de violência e mortes brutais em novelas, filmes e seriados? Não seriam também a falta de diálogo, pais ausentes, impunidade, falta de oportunidades, omissão do Estado, etc., as verdadeiras raízes da violência que só faz crescer no país? "

Continuando na discussão sobre a violência em nosso dia a dia, o artista apresenta a obra 
Pele de Chintz - Vila Cruzeiro, também inédita, onde vemos silhuetas de policiais durante uma ação de repressão ao crime organizado na favela Vila Cruzeiro em 2010, no Rio de Janeiro, recortadas sobre padrão floral chintz de decoração de porcelana. Segundo Fábio Carvalho, A série Pele de Chintz “surgiu como um comentário indignado sobre a situação absurda em que operações policiais foram transmitidas ao vivo na TV, numa total banalização da violência”. Como afirma Rodrigo Vila, que assina o texto de apresentação da exposição, temos aqui “o paradoxo de uma imagem bela, sedutora, e ao mesmo tempo representativa da violência, da guerra, da repressão. Aqui não podemos ter uma sem a outra. Não podemos separar dor e delícia.


A seguir, temos o 
bordado Bai feliz buando, no bico dum passarinho nº 7, no qual Fábio Carvalho bordou à mão em uma toalha de mesa um fuzil em tamanho real que se mistura com os elementos padronizados dos lenços dos namorados, um item enraizado na cultura popular portuguesa. O lenço era bordado por um mulher apaixonada, que o fazia chegar ao homem amado, que o passaria a usar em público, caso o sentimento fosse correspondido. “Torna-se interessante que os lenços eram elaborados por mulheres, com motivos do universo feminino, mas para serem usados por homens”, afirma Rodrigo Vila.

Completando a exposição, vemos a obra 
Yours Sincerely”, composta por 18 fotografias de soldados da I Guerra Mundial de um campo de prisioneiros na Alemanha. As fotos eram trocadas entre os próprios soldados como lembrança, quase sempre com dedicatórias afetuosas. Às fotos originais Fábio Carvalho adicionou digitalmente ornamentações florais de decalques antigos. As 18 fotos foram selecionadas de uma coleção de mais de 200 fotos que pertenceu a um sargento inglês, ele mesmo um dos prisioneiros, que as guardou consigo até sua morte.

Fábio Carvalho espera que a reflexão proposta por toda sua produção possa nos levar a novas posturas e ações frente a questões tão urgentes em nossos dias. Basta lembrar a quantidade absurda de pessoas agredidas e até mesmo mortas diariamente no Brasil pelo simples fato de serem diferentes. Será tão impossível afinal que força e delicadeza, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade coexistam?

vista da exposição virtual

Sobre o artista:
Fábio Carvalho, artista carioca em atividade desde 1994 (15 exposições individuais e mais de 140 coletivas), participou dos mais importantes projetos de levantamento de produção de arte emergente no Brasil nos anos 1990, e já fez exposições por quase todo o país, e integrou mostras na Alemanha, Argentina, Chile, Cuba, Espanha, Equador, EUA, Hungria, Peru, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Rússia.  Participou de diversas Residências Artísticas em Portugal em anos recentes, entre estas, “Bordallianos do Brasil”, na fábrica Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro (2011), “Maus Hábitos” (2012), “ID POOL” na fábrica Porcelana Vista Alegre (2013), “Cerâmica Oficina da Formiga” (2013) , “Cerâmica São Bernardo” (2014) e HS13rc (2015).
Tem quase 90 obras em diversas coleções públicas e privadas, destacando-se MAM-RJ - RJ; Centro de Arte Contemporáneo Wilfredo Lam - Havana – Cuba; MALI - Museo de Arte de Lima - Lima – Peru; Museu da Porcelana Vista Alegre – Portugal; Museu Bordallo Pinheiro – Portugal; Vieira Resende Barbosa & Guerreiro Advogados – RJ, entre diversas outras.

Serviço:
Exposição Situação Delicada, de Fábio Carvalho
Curadoria: Fábio Carvalho e EIXO Arte Contemporânea
Texto de Apresentação: Rodrigo Vila
Abertura: dia 15 de junho
Em cartaz até agosto

[ Fábio Carvalho abre individual REJUNTE na Galeria Pretos Novos ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 27/5/2015 - 18h

até: 25/7/2015



Ação artística nas fachadas de Lisboa em exposição na Gamboa

A exposição Rejunte, de Fábio Carvalho, com a curadoria de Marco Antonio Teobaldo, será inaugurada no dia 27 de maio, às 18 horas, na Galeria Pretos Novos. Obras inéditas e registros da ação artística em Lisboa, realizados a partir da intervenção urbana Aposto, no qual o artista criou três novos padrões de azulejos impressos a laser sobre papel, que foram aplicados com cola de amido em fachadas de prédios lisboetas onde os azulejos originais haviam desaparecido por deterioração ou vandalismo.


Foram 35 dias e 300 peças aplicadas em 45 pontos de intervenção. Os "azulejos de papel", ao mesmo tempo que causam um certo estranhamento ao olhar, podem ser por vezes facilmente confundidos com os azulejos originais. Os projetos de arte urbana de Fábio Carvalho atuam como pequenas inserções, que invadem o espaço e ganham uma força maior ao tensionarem o que já estava lá.

APOSTO n° 7
impressão fine arte sobre papel photo matte | 45 x 60cm | 2015

Tudo começou a partir dos trabalhos da série Delicado desejo, formados por um patchwork de rendas diversas, produzidas originalmente para serem aplicadas em roupas femininas. Neste caso, elas são combinadas em formato de armas de fogo em tamanho real, contrapondo a delicadeza natural do material com artefatos normalmente associados à virilidade bruta.


Na exposição Rejunte serão apresentadas 4 peças desta série: 3 pistolas e 1 fuzil modelo AR-15. De acordo com o artista, sua produção atual procura questionar o senso comum que reforça a incompatibilidade entre força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade, propondo uma discussão sobre estereótipos de identidade de gênero.

Delicado desejo n° 6
rendas | 2014 | 30 x 40 cm

A série Transposto, trabalho inédito desenvolvido expecialmente para a exposição Rejunte, parte de azulejos e fragmentos de azulejos coletados pelo artista em caçambas de lixo, resultado de restos de obras de remodelagem das antigas casas. O material foi inserido em moldes com cimento, de forma a se criar "pedaços de parede", como se tentasse resgatar uma memória daquilo que estes azulejos um dia foram por tanto tempo, antes de serem descartados. Sobre estes "pedaços de paredes" foram colados os mesmos "azulejos de papel" usados na intervenção urbana em Lisboa.

Transposto n° 2
azulejos, impressão laser s/ papel, cimento, cola PVA, lona, chassi de madeira | 41 x 33 cm | 2015

O artista propõe ainda uma ação coletiva batizada de (Re)Junto, na qual os visitantes da exposição poderão colar "azulejos de papel" diretamente sobre as paredes da galeria, delegando ao público a composição final da obra, numa referência direta a Athos Bulcão, que por vezes deixava por conta dos operários a decisão de como os azulejos deveriam ser aplicados em seus painéis, como ocorreu por exemplo, com a obra da Praça da Apoteose, Sambódromo, Rio de Janeiro (1983).

exposição REJUNTE
de Fábio Carvalho
curadoria: Marco Antonio Teobaldo

inauguração 27 de maio - 18h
visitação 28 de maio a 25 de julho
terça a sexta - 12h > 18h
sábado - 10h > 13h

Galeria Pretos Novos
Rua Pedro Ernesto, 34 - Gamboa
fone 2516-7089

[ O Padrão Irregular - Acaso/Descaso ]

(Lisboa)
abertura: 16/7/2015
até: 30/7/2015


No próximo dia 16 de Julho às 18.30h acontece a dupla inauguração de exposições de arte contemporânea que tem como ponto de partida o acervo de azulejos históricos da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

O PADRÃO IRREGULAR

A exposição O padrão Irregular, com curadoria de Daniela Zurita, Isabel Gómez e Rui Luís apresenta trabalhos de Bruno Miguel Serra Sousa (Portugal), Diogo Machado (Portugal), Fábio Carvalho (Brasil) e Rodrigo Vila (Portugal).

Rodrigo Vila - 2015

Uma das dicotomias mais fascinantes que definem a vida nas cidades é a relação entre o público e o privado e como esta tem mudado ao longo do tempo. Em Lisboa, os azulejos tradicionais traduzem visualmente esta dicotomia. O caráter decorativo inerente aos azulejos passou do domínio do privilégio privado de clérigos e nobres para o domínio público do quotidiano e imaginário de todos os cidadãos e turistas da cidade.

Tomando como ponto de partida a coleção de azulejos da Faculdade de Belas Artes, esta exposição vem refletir sobre o valor privado que antes tinham os azulejos de padrões que foram usados como elementos ornamentais e de ostentação no interior de palácios, Igrejas e conventos onde só os mais privilegiados podiam desfrutar das suas cores e formas que proporcionavam e ainda proporcionam verdadeiras experiências do sublime.

Fábio Carvalho - Aposto | Transfusão-Transfiguração - 2015

A história dos azulejos também tem a sua relevância na esfera pública quando o seu uso passa a formar parte das fachadas dos prédios no período liberal do século XIX. Desde esse tempo até agora tem sido uma das características principais de Lisboa. Tentar imaginar esta cidade sem azulejos pode parecer estranho, mas a verdade é que esta situação começa a ser uma realidade quando se repara no fenômeno cada vez mais grave do furto de azulejos para serem depois vendidos nas diferentes feiras da cidade. Esta compra de azulejos roubados, curiosamente, torna um bem público num objeto privado, criando aqui uma inversão da situação anterior, quando o uso dos azulejos nas fachadas democratizou esta arte.

É aqui que a arte contemporânea se funde com a arte dos azulejos dos séculos XVII e XVIII. Com o trabalho dos artistas convidados não se trata de comprar pedaços da cidade ou azulejos roubados, mas interpretá-los e apropriar-se deles de uma maneira simbólica numa criação original.

Bruno Miguel Serra Sousa, Diogo Machado, Fábio Carvalho e Rodrigo Vila reinterpretam estes trabalhos numa reflexão sobre várias questões contemporâneas como a degradação, o vandalismo e os roubos constantes de que são vítimas os azulejos históricos de Lisboa.

ACASO/DESCASO

A exposição Acaso/Descaso, com curadoria de Cristiane Herres Terraza e Maria Manuel Dominguez apresenta trabalhos de Alexandre Mancini, Fábio Carvalho e Ricardo Junqueira, todos do Brasil.

Ricardo Junqueira - Resquício - 2015

Todos os três artistas irão apresentar intervenções em painéis de azulejos dos séculos XVII, XVIII e XIX da Faculdade de Belas Artes, antigo Convento de São Francisco. Os artistas, por serem todos brasileiros, oferecem uma possível reflexão sobre as relações de Portugal com os territórios de além-mar na construção das suas identidades culturais.

As intervenções acontecerão em três espaços distintos, espalhados pela FBAUL. A intenção deste percurso em detrimento da realização de uma exposição das obras num único local é promover uma ampliação no olhar, na medida em que o espectador pode acompanhar a arquitetura da faculdade, e traçar as suas relações históricas com o uso desta forma de arte na construção de uma tradição e identidade no presente edifício.

A exposição Acaso/Descaso, oferece assim um diálogo entre a arte e arquitetura, o tradicional e o contemporâneo, o acaso e o propositado, o descaso e o zelo. Todas estas relações não se configuram unicamente como contrastantes, mas como partes de uma mesma realidade complexa materializada em cada um dos núcleos expostos.

No dia 22 no mesmo local às 18h acontece uma mesa redonda sobre DESAPARECIMENTO DE AZULEJOS POR FURTO E FALTA DE CONSERVAÇÃO, organizada pelo projeto SOS AZULEJO.

Serviço:
exposições O Padrão Irregular e Acaso/Descaso
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Largo da Academia Nacional de Belas Artes, 1249-058 Lisboa, Portugal
Telefone: 21 325 2100

Projeto desenvolvido no âmbito do Curso Livre de Práticas Curatoriais com as docentes Luísa Arruda e Luísa Santos. Apoio da CAPES — www.capes.gov.br

[ Fábio Carvalho - intervenção urbana "APOSTO" - Lisboa, Portugal ]

(Lisboa)
início: 12/2/2015
fim: indefinido

Fábio Carvalho está mais uma vez em Lisboa, Portugal, onde realiza a intervenção urbana "APOSTO".


foto: Rodrigo Vila

Para o projeto de intervenção urbana APOSTO, desenvolvido durante o período da Residência Artística HS13rc, em Lisboa, Portugal, Fábio Carvalho, que é um apaixonado pelos azulejos antigos, tendo até mesmo um projeto paralelo de levantamento dos azulejos antigos em sua cidade natal, o Rio  de Janeiro, foram criados três novos padrões de azulejo, a partir de fotos de peças da série "Delicado Desejo".


A série "Delicado Desejo" é composta por armas de fogo criadas a partir de um patchwork de diversas rendas. Como em toda a sua produção, Fábio Carvalho procura questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, propondo uma discussão sobre estereótipos de gênero.

Os novos padrões foram impressos a laser em papel, e depois os azulejos de papel foram aplicados com cola de amido em fachadas de prédios lisboetas onde os azulejos originais já estavam em falta nestas fachadas, por deterioração ou roubo. Nenhum azulejo original foi coberto pelos de papel. Em alguns casos, foram criados padrões específicos, visando um maior diálogo entre o padrão original e o criado pelo artista.


Procurou-se aplicar os azulejos de papel da melhor forma possível para se integrarem aos azulejos já existentes nas fachadas. Desde que começou a ir à Lisboa com regularidade, a partir de 2011, o artista ficou interessado pelos “remendos” errados que as pessoas fazem nas fachadas de suas casas, usando padrões diferentes dos originais para completar os buracos que vão aparecendo. Isto foi um dos pontos de partida para o desenvolvimento desta intervenção urbana.


Nesta ação, que Francisco Queiroz, Doutor em História da Arte, professor na Escola Superior Artística do Porto, e consultor na área da Reabilitação de Centros Históricos, afirmou na página do facebook do projecto SOS Azulejo (Portugal), seria uma "outra forma de chamar a atenção "para o constante problema de roubos e perdas de azulejos nas fachadas da cidade", nesta despudorada violação do patrimônio histórico público, podemos também ver uma analogia com a banalização da violência e da falta de valor da vida humana em nossos dias.



No total, durante 35 dias 300 azulejos de papel foram aplicados em 45 pontos de intervenção. Os azulejos de papel, ao mesmo tempo que causam um certo estranhamento ao olhar, podem ser por vezes facilmente confundidos com os azulejos originais.


Esta é a segunda vez em que o artista realiza um projeto de intervenção urbana naquela cidade. Ano passado Fábio Carvalho fez uma outra intervenção urbana, chamada “Migração Monarca”, durante as tradicionais Festas dos Santos Populares de Lisboa.

Os projetos de arte urbana de Fábio Carvalho atuam como pequenas inserções, peças que invadem o espaço quase como um parasita. As peças aparecem mais por tensionarem o que já está lá, em vez de impor-se de cima para baixo a um espaço. As peças exigem uma certa intimidade para entrar em ação. Eles permanecem dormentes até que você as ative com o seu olhar. Eles não gritam - sussurram.

Mapas do(s) tesouro(s)
(clique para ampliar)

Anjos e Penha de França
Bairro Alto, Baixa, São Cristóvão e Madalena
Graça

sobre o artista: Fábio Carvalho é um artista plástico carioca (Rio de Janeiro | Brasil) em atividade desde 1994 (13 exposições individuais e mais de 140 coletivas). Participou dos mais importantes projetos de levantamento de produção de arte emergente no Brasil nos anos 1990, como Antarctica Artes com a Folha, Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, Rumos Visuais - Itaú Cultural, Projéteis Funarte de Arte Contemporânea - RJ, Salão Nacional de Artes de Goiás e Salão Nacional de Artes Plásticas - MAM - RJ, entre outros. Fez exposições por quase todo o país, e já integrou mostras na Alemanha, Argentina, Chile, Cuba, Espanha, Equador, EUA, Hungria, Peru, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Rússia.

foto: Rodrigo Vila

saiba mais: www.fabiocarvalho.art.br/aposto.htm
facebook: www.facebook.com/fabiocarvalho2105
instagram: instagram.com/fabiocarvalho2105

[ Rosana Palazyan (RJ, Brasil) na 56a Bienal de Veneza ]

(Veneza)
abertura: 9/5/2015


Rosana Palazyan:
… Uma história que eu nunca esqueci… - 2013-2015
  Por que Daninhas? - 2006-2015




  
                                      Rosana Palazyan
                        … Uma história que eu nunca esqueci… - 2013-2015
                                       Video instalação

 “... Uma história que nunca mais esqueci...” é uma videoinstalação cujo vídeo produzido de forma ‘artesanal’ não tem pretensões de virtuosismos técnicos, mas de reordenar ou organizar a memória fragmentada sobre o genocídio armênio (c. 1915 a 1920) com base nas histórias e relatos ouvidos ao longo da vida desde a infância. Uma história que sempre foi impossível esquecer, pois o esquecimento seria o esquecimento do próprio ser. 

Brasileira de ascendência Armênia de ambos os lados, tendo iniciado minha carreira no final dos anos 80 e cercada por episódios de violência, traumas sociais, econômicos e políticos em meu país, não me sentia a vontade para tratar do tema “Armênia”. Minha urgência era aproximar as pessoas adormecidas pela banalização do cotidiano a estas questões. Desde então, venho buscando delicadamente ampliar, e potencializar a reflexão sobre a violência e exclusão no tecido social, onde todos acabam vitimados.

Ao ser convidada para participar da 4ª Bienal de Thessaloniki, cidade onde meus antepassados e seus amigos sobreviventes se refugiaram durantes alguns anos, o passado tão distante, estava diante de mim, tão próximo...

 E “quem lembra do genocídio armênio?” Eu lembro.

Foi preciso remontar cada fragmento da memória como em um quebra cabeças, carregado de enorme custo pessoal, para recontar mais uma vez uma história que me foi contada e que nunca esqueci. Lembrar e fazer lembrar para nunca mais acontecer.

O fio condutor da história é um lenço bordado por minha avó materna, quando refugiada em Thessaloniki (Grécia) com o apoio de Armenian General Benevolente Union (AGBU), onde muito jovem foi professora de bordado. O lenço transformado a cada episódio, perpassa a história desde a memória de infância (em Konya), a vida na Grécia como refugiada, a viagem ao Rio de janeiro por volta de 1926 (e sua nova vida) - até que o lenço retorne como parte integrante da obra a ser apresentada na bienal.

Escrevo este texto no calor dos acontecimentos quando nos últimos dias em meu país, jovens, mulheres, crianças, famílias, estão nas ruas lutando por seus direitos, vivendo momentos que não vivenciamos há muitos anos. O que tem me feito pensar na proximidade de todos os projetos e experiências que a arte tem me possibilitado realizar.

Se não muda o mundo, tenho vivido a arte como um percurso do entendimento e encontro com o Outro. E de forma incansável tenho me dedicado a transformar as relações das pessoas frente a questões tão urgentes, na tentativa de fazer acionar a mobilização para um mundo melhor.

Rosana Palazyan, Junho de 2013


         


  
              Rosana Palazyan
              Por que Daninhas? - 2006-2015
              Site specific - The Closter Garden,  Mekhitarist Monastery
              Island of San Lazzaro degli Armeni, Venice


A série Por que Daninhas? (2006/20015) apresenta objetos como relicários, contendo uma planta real considerada daninha sob um tecido transparente. A planta é fixada com um bordado imperceptível que acompanha seu contorno. As raízes foram substituídas por frases sobre plantas daninhas, bordadas com meus fios de cabelo. Ambos, plantas e seres humanos tem seus DNAs representados.

As frases-raízes foram extraídas de livros de agronomia consultados em minha pesquisa sobre plantas daninhas durante o processo da obra No lugar do Outro (2006)*. Trabalhando com o conceito de transformação na vida de pessoas que vivem nas ruas, em paralelo a metamorfose das borboletas - minha curiosidade sobre as daninhas deu inicio ao ler que “algumas espécies de borboletas encontram-se em extinção em conseqüência do extermínio de plantas daninhas”.  Então, o que é realmente uma planta daninha? O título Por que daninhas? questiona a terminologia utilizada para caracterizar seres vivos que são considerados indesejados.

Frases como: “poderia crescer em seu lugar algo de uma beleza mais exuberante” ou “são vistas como inimigos a serem controlados” são muito semelhantes às palavras que ouvi de algumas pessoas, durante a pesquisa nas ruas e meu envolvimento com pessoas que vivem em situação de rua.

“ Qualquer espécie pode ser considerada daninha quando nasce onde não é desejada e compete por espaço e nutrientes com culturas economicamente produtivas” – esta frase me fez ampliar a reflexão sobre pessoas e plantas consideradas daninhas. Qualquer um pode ser considerado “daninha” em algum momento ou inserido em algum contexto.

Em 2010 o trabalho adquiriu um novo corpo quando montado em suportes semelhantes às legendas para plantas nos jardins botânicos e fez parte da instalação O Jardim das Daninhas (Casa França Brasil, R.J.). Um jardim onde plantas consideradas daninhas foram cultivadas junto a plantas ornamentais e medicinais – propondo uma reflexão sobre como viver junto e quem seriam as daninhas neste jardim?

Agora, peças fotográficas representando Por que Daninhas? serão instaladas no jardim interno do Mosteiro Mequitarista na ilha San Lazzaro degli Armeni (Veneza). E as plantas daninhas que crescerem naturalmente no jardim não serão removidas, vivendo juntas às plantas ornamentais já existentes.

Nesta exposição específica, no Pavilhão Armênia da 56ª Bienal Internacional de Arte de Veneza, Por que Daninhas? é um desafio e com uma abrangência maior propõe a reflexão de acontecimentos como genocídios, as imigrações caracterizadas indesejadas por alguns países, a exclusão social e o racismo, inflados por palavras e rótulos como: “ nascem onde não são desejadas”; “ são invasoras e devem ser exterminadas”.

Rosana Palazyan, Janeiro de 2015



56th Bienal Internacional Art exhibition
La Biennale Di Venezia - 2015
The National Pavilion of the Republica of Armenia
Mekhitarist Monastery, Island of San Lazzaro degli Armeni, Venice
Opening - May 9, 2015
    
  
Artistas Contemporâneos da Diáspora ArmêniaCuradoria: Adelina Cüberyan Von Fürstenberg

No simbólico ano de 2015, por ocasião do marco dos 100 anos do Genocídio Armênio, o Ministério da Culturada República da Armênia dedicou seu pavilhão para os artistas da diáspora armênia.(...)  
Saiba mais em: 
www.armenity.net

[ Atos em Ações 2 ]

(Campinas, Rio Claro, Limeira)
de 22 a 29 de junho




A Oficina Cultural Carlos Gomes, unidade do Projeto Oficinas Culturais do Governo do Estado de São Paulo, gerenciado pela Poiesis - Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura convida para a segunda edição do Atos em Ações - Festival Internacional de Performances e Intervenções, que traz mais de 40 artistas do Brasil (Limeira, Salvador, Campinas, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Rio Claro), Argentina, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Canadá. 

A proposta principal do projeto é deslocar a produção da arte performática dos grandes centros para outras cidades, permitir o intercâmbio entre artistas brasileiros e internacionais e promover a formação de novos públicos, estimulando-os a entrar no território das ações e refletir sobre as ideias do pensamento artístico contemporâneo. 


Realização: Oficina Cultural Carlos Gomes
AT|AL|609 – Lugar de Investigações Artísticas (Campinas)
FAAL – Faculdade de Administração e Artes de Limeira
Sechiisland Gallery (Rio Claro)


Informações gerais:

Período: 22 a 29 de junho
Locais das ações:

Limeira
Oficina Cultural Carlos Gomes: Largo da Boa Morte, 11 – Centro
Praça Toledo de Barros – Centro
FAAL – Faculdade de Administração e Artes de Limeira: Avenida Engenheiro Antônio Eugênio Lucatto, 2515 – Vila Camargo

Campinas
AT|AL|609 – Lugar de Investigações Artísticas: Rua Antônio Lapa, 609 – Cambuí
Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí (Centro de Convivência Cultural de Campinas)

Rio Claro
Sechiisland Gallery: Avenida M-29, 2183 – Jardim São João

Programação:
Dia 22 – segunda-feira
11h às 15h
Performances na praça
Artistas: Ruth Vigueras Bravo, Nelda Ramos e Fausto Gracia
Local: Campinas / Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí (Centro de Convivência Cultural de Campinas)
18h
Abertura oficial do Festival Atos Em Ações 2
Performances: Gabriel Montero, Oscar Gavilan Ortiz, Fernando Ribeiro, Augusto Meneghin, Nicolas Spinosa e Cecilia Stelini
Local: Campinas / AT|AL|609

Dia 23 – terça-feira
20h
Mesa-redonda: Os rumos da performance na atualidade
Debatedores: Gabriela Alonso, Nicolas Spinosa, Cesar Forero, Rose Boaretto, Fausto Gracia, Gilio Mialichi, Marcos FMNO, Lea Moraes, Luana Veiga, Thaise Nardim, Del Pilar Sallum, Caio Lion, Marcelo Gandhi e José Roberto Sechi
Mediação: Cecilia Stelini
Local: Campinas / AT|AL|609

Discussão sobre as questões recentemente levantadas a respeito da performance enquanto Arte de Ação. Situada anteriormente fora do contexto de uma prática institucionalizada, a performance, hoje, está nas agendas de várias instituições; antes considerada vanguarda e contestatória, atualmente se insere no mercado.

Dia 24 – quarta-feira
10h às 14h
Performances na praça
Artistas: Tzitzi Barrantes, David Ortiz e Neryth Yamile Manrique Mendoza
Local: Campinas Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí (Centro de Convivência Cultural de Campinas)

Dia 25 – quinta-feira
16h
Performance-ação: Vende-se: aceita-se cartão de débito!
Artista: Tales Frey
Local: Limeira / Largo da Boa Morte

16h30
Performances:
Artista: Rafaell Cavaglhyery
Local: Limeira / Largo da Boa Morte

Artistas: Cacau Torres e Maicon Medeiros
Local: Limeira / Oficina Cultural Carlos Gomes

19h30
Palestra: Performatus – Afluências verborrágicas e imagéticas
Palestrante: Tales Frey
Local: Limeira / Oficina Cultural Carlos Gomes

“Performatus” é um projeto / revista eletrônica que extrapola a lógica da escrita e busca validar variados discursos artísticos, estejam eles apoiados na palavra ou na imagem. Composta por ensaios, críticas, entrevistas, traduções e por um item chamado perfil de artista, a revista propõe tópicos e estímulos para gerar reflexões em torno do ato performático. A palestra aborda cada item da revista on-line, detalha cada um dos projetos realizados e avalia o processo criativo de cinco artistas cujo trabalho enfoca o corpo na arte contemporânea: Daniel Toledo, Grasiele Sousa, MaviVeloso, Narcissister e Priscilla Davanzo.

Tales Frey vive e trabalha entre o Brasil e Portugal: é artista performático, videoartista, crítico de arte e encenador. Atualmente conclui doutorado em Estudos Teatrais e Performativos na Universidade de Coimbra. Apresentou sua produção artística também na Argentina, Canadá, China, Cuba, Estados Unidos, Polônia e Tailândia. Tem obras nos acervos do MAC/USP e do Instituto Municipal de Arte y Cultura de Puebla (México).

Dia 26 – sexta-feira
a partir das 15h
Performances na praça
Artistas: Gabriel Montero, Lea Moraes, Oscar Gavilan Ortiz, Matheus Alecci, Mathias Reis e Cristiano Cerejo
Local: Limeira / Praça Toledo de Barros
19h30
Workshop e exercício performático: A arte é arte, todo o resto é todo o resto
Coordenação: Milton Afanador Alvarado (Colômbia)
Local: Limeira / FAAL

A ação partirá da reflexão sobre os textos do livro “Do Espiritual na Arte”, de Kandinsky: o performer e os participantes construirão formas abstratas, poéticas e contrastes sutis através das reações físicas entre luz, cor, movimento e gesto com tintas refletidas no leite.

Artista visual e performer, Milton Afanador Alvarado apresentou seus trabalhos na Argentina, Chile e Brasil. Mestre em Belas Artes pela Universidade Industrial de Santander, da Colômbia, especializou-se na Argentina em mídia e tecnologias para a produção artística.

20h30
Abertura da exposição: SINECDoQUE
Artistas: PAR D PAToZ (Alperoa e Pamela Navarro Ortiz) (Chile)
Período: 27/6 a 9/7
Local: Limeira / FAAL

A exposição consiste no exercício de uma pintura mural com 500 folhas de papel, todas pintadas individualmente e que, juntas, formam o trabalho total. A obra discute a produção em massa para o mercado, ao qual já estamos acostumados.

PAR D PAToZ é formado pelos artistas visuais Alperoa e Pamela Navarro Ortiz. Desde 2010 a dupla cria, dirige e produz, no Chile e no exterior, projetos culturais independentes relacionados com a arte da performance. Além do trabalho em conjunto, cada um executa sua própria produção artística.

Dia 27 – sábado
9h às 12h
Workshop: A performance como experiência de si
Coordenação: Tania Alice
Público: estudantes da área e artistas a partir de 18 anos, interessados em participar de uma experiência performática coletiva em espaço público
Inscrições: 2 a 26/6
15 vagas
Atividade aberta
Local: Limeira / Oficina Cultural Carlos Gomes

A atividade tem por objetivo o aprofundamento na linguagem performática, utilizando-se de ferramentas oriundas da meditação budista, do movimento autêntico, da dança dos 5Rhythms de Gabrielle Roth e da experiência somática (SE) de Peter Levine. A prática coletiva permitirá aos participantes transitar com liberdade nos diversos ambientes em que a performance se realiza: ruas e caos urbano, instituições culturais e espaços de arte contemporânea.

Tania Alice, artista-pesquisadora em performance, é formada em Letras e Artes pela Université de Strasbourg III, tem mestrado em Criação Contemporânea e doutorado em Letras e Artes (Performance) pela Université de Provence Aix-Marseille e pós-doutorado em Criação Teatral e Performática Contemporânea pela UFRJ, onde é professora associada da Escola de Teatro. É pesquisadora do NEPAA (Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias). Diretora artística e performer do coletivo Heróis do Cotidiano, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais para espetáculo, performance e videoperformance.

a partir das 12h30
Performances na praça
Performance coletiva: DaNçA lIvrE pARa ToDos!
Artistas: Tania Alice e participantes do workshop “A performance como experiência de si”

Performances:
Artistas: Milton Afanador Alvarado, PAR D PAToZ (Alperoa e Pamela Navarro Ortiz), Mirs Mostrengo, Ana Roland, Outro Luiz, Caio Lion e Juliana Bom-tempo, Lucio Agra e Grasiele Sousa
Local: Limeira / Praça Toledo de Barros

Dia 28 – domingo
18h
Performances na Galeria
Artistas: Ruth Vigueras Bravo, Javier Del Olmo, Tania Alice, Luana Veiga e Aurora Monteiro e Rodrigo Munhoz (Amor Experimental), Daniel Viana
Local: Rio Claro / Sechiisland Gallery

Dia 29 – segunda-feira
12h30
Performances
Artistas: Lucio Agra e Grasiele Sousa,Tania Alice
Local: Campinas / AT|AL|609
15h
Performance na praça
Artistas: Recy Freire
Local: Campinas / Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí (Centro de Convivência Cultural de Campinas)
18h
Encerramento
Artistas: Rodrigo Munhoz (Amor Experimental), Grupo FACIUS (Natália Ivanov, Vitor Nascimento, Ícaro Gaya), Mariana Picart Motuzas, Noel Langone, Leonardo Thim e Karlene Branca
Local: Campinas / AT|AL|609

[ Caleidoscópio ]

(Pesaro - Itália)
de 19 a 27 de junho 2015



Em conjunto com o 50a "Mostra del Nuovo Cinema di ‪Pesaro" acontece a quarta edição do XXXFuorifestival, festival de vídeo-arte. A mostra apresenta um circuito que envolve três importantes locais históricos da cidade de Pesaro: Sinagoga, Palazzo Mazzolari Mosca e Palazzo Ratti, com inauguração nesta sexta-feira, 19 de junho.

O festival tem direção artística de Tommaso Pedone e participação de curadores italianos e estrangeiros convidados.

Fábio Carvalho -  “Frequently Secretly”

No Palazzo Mazzolari Mosca, o crítico brasileiro Maykson Cardoso apresenta uma seleção de vídeos de 12 artistas brasileiros de várias gerações, chamada Caleidoscópio:

Adrianna Eu “A costura de si”
​Adriano Motta “Estudo”
Fábio Carvalho “Frequently Secretly”
Gabriela Capper “Bells machine” - “Feche os olhos e veja”
Gurcius Gewdner “Almoco na relva” (Lunch in the Grass)
Ivan Grilo “Despedida” - “Retorno”
Lívia Moura “In-vaso”
Luane Aires “A unica constante”
Mariana Smith “Extravio”
Paula Scamparini "Ficções"
Roberto Corrêa dos Santos “Cantos Divinos”
Suzana Queiroga “Atlas” - “Olhos d'água”



Adriano Motta - “Estudo”

A Mostra CALEIDOSCÓPIO foi pensada sob o mote do “caleidoscópio”, a mostra quer ressaltar as inúmeras relações que podem ser criadas entre obras que tangenciam os mais diversos temas, desde que o espectador se disponha ao desafio de “girar o caleidoscópio” e perceber os “desenhos” que podem se formar a partir deste “gesto”.

programa completo: www.pesaromusei.it/dettaglio_evento.asp?id=253