[ Horizontes – A paisagem nas coleções MAM Rio ]

[Rio de Janeiro]
de: 10/11/2018
até: 10/03/2019



Horizontes – A paisagem nas coleções MAM Rio parte de uma triologia de mostras sobre os gêneros da pintura clássica: retrato, paisagem e natureza-morta. Se a discussão sobre gênero abrange hoje questões como identidade, discriminação, dominação, emancipação de minorias e do outro cultural, há alguns séculos tal termo restringia-se aos diferentes gêneros em que a pintura deveria ser concebida pelo artista e identificada pelo público.

Cícero Dias, Composição no. 11 - 1951.

Reunindo vídeo, pintura, escultura, objeto, desenho, fotografia, gravura e instalação, a exposição reúne mais de 100 obras de quase 70 artistas de diferentes gerações, como Alex Flemming, Alfredo Volpi, Carlos Zilio, Cícero Dias, Daniel Murgel, Eduardo Coimbra, Fábio Carvalho, José Pancetti, Lucia Laguna, Regina Vater, Thereza Simões e Wanda Pimentel, entre outros. Partindo de pinturas de paisagem para revisitar - e também repotencializar - este que é um dos gêneros clássicos da pintura.

Fábio Carvalho e sua obra "Paisagem Visitada - Belo Horizonte".
foto: Cristina Granato

Todas as obras integram o acervo do MAM Rio, pertencentes à coleção própria e à de Gilberto Chateaubriand.

Leda Catunda, Paisagem entrelaçada - 2006.
foto: Jaime Acioli

Horizontes, a paisagem nas coleções MAM Rio
curadoria Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes
MAM Rio
Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
até 10/03/2019
terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 18h

[ Projeto Identidades – 2ª edição ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 25/10/2018 - 17h
até: 26/02/2019

Galeria Aliança Francesa inaugura exposição que reúne cerca de 25 obras de 17 artistas que oferecem uma reflexão sobre a extensa gama de entendimentos que a identidade suscita em cada um de nós


Sob a curadoria de Osvaldo Carvalho, a exposição traz obras de Ana Paula Albé, Benoit Fournier, Eduardo Mariz & Osvaldo Carvalho, Fábio Carvalho, Gabriela Massote, Gian Shimada, Isabel Löfgren & Patricia Gouvêa, Marcelo Carrera, Mayra Rodrigues, Paulo Gil, Paulo Jorge Gonçalves, Raimundo Rodriguez, Rogério Reis, Vincent Catala e Vincent Rosenblatt.

obra de Fábio Carvalho

Em sua segunda edição no Rio de Janeiro – a primeira foi realizada há cinco anos, a mostra aborda as diversas óticas que a nossa identidade é entendida, partindo do ponto de vista de documento (material), que caracteriza determinada pessoa e a qualifica em origem a um grupo social, em que temos uma constituição jurídica do indivíduo legalizada pelo documento de que é portador, até as diversas formas de como nos vemos e como somos vistos perante a sociedade.

obra de Gabriela Massote

A exposição traz ao público imagens tratadas sob a ótica da diversidade de conceitos sobre identidade, quer seja no campo da sociologia, antropologia, filosofia ou mesmo da medicina legal.  “Sem dúvida, identidade pode ser a construção legal, histórica ou sociológica do ser, mas também é a medida pela qual cogitamos nossa própria existência”, explica o curador Osvaldo Carvalho.

obra de Paulo Jorge Gonçalves

O Projeto Identidades, em sua segunda edição, traz ao público, depois de cinco anos de sua primeira realização, perspectivas que ficaram latentes tanto no que se refere aos aspectos da percepção de identidades, quanto em visibilidade manifesta dessas mesmas identidades, isso em um momento que passamos por endurecimento óptico, em que as incapacidades de compreensão e acolhimento da diversidade são louvadas como virtudes. Os trabalhos apresentados nessa mostra invocam o enternecimento do olhar, seja pelas memórias adormecidas (ou reprimidas?) que despertam sob a luz da inevitabilidade, seja pelo resgate do amor-próprio, numa leitura multilinear que os artistas acatam cônscios da natureza solidária que os atrai ao outro, que os aproxima de realidades distintas das suas, tudo isso para reanimar esperanças vacilantes em dias de incertezas.

Seria preciso não um novo tratado antropológico, uma nova tese sociológica, nem mesmo uma nova doutrina filosófica, para respeitarmos o que, indevidamente, é dito como diferente, mas uma postura corajosa e humilde que reconhecesse o medo que se sente diante do abismo entre o eu e o outro. Ao invés de alargar as bordas desse precipício quão mais proveitoso nos seria construir pontes que nos levassem de uma extremidade a outra sob o fascínio do conhecimento, não porque aceitasse o fato de sua existência, ao contrário, porque sua existência seria, de fato, a aceitação de nós mesmos. 

Apontamos nos outros aquilo que hipocritamente ocultamos em nós.

obra de Raimundo Rodriguez

Nessa edição os trabalhos apresentados afinam o espectro poético visual que foi anunciado na edição anterior – como me vejo e como sou visto ainda é recorrente; contudo, ver o outro com sensibilidade cívica revela-se uma necessidade premente, urgência primeira frente a discursos de ódio e intolerância sociais. Assim é que este projeto tem desvelado camadas mais profundas do indivíduo: suas máscaras, máscaras alheias, vozes em seco e a secura na boca. Não há silêncio possível quando a escuridão se faz, é preciso gritar. Gritemos!

Serviço: 
Exposição Projeto Identidades – 2ª edição
Abertura e encontro com artistas: quinta-feira, 25 de outubro, a partir das 17 horas.
Artistas: Ana Paula Albé, Benoît Fournier, Eduardo Mariz, Osvaldo Carvalho, Fábio Carvalho, Gabriela Massote, Gian Shimada, Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa , Marcelo Carrera, Mayra Rodrigues, Paulo Gil, Paulo Jorge Gonçalves, Raimundo Rodriguez, Rogério Reis, Vincent Catala, Vincent Rosenblatt
Curadoria: Osvaldo Carvalho
Visitação: De 25 de outubro de 2018 a 26 de fevereiro de 2019

Galeria Aliança Francesa Botafogo 
Rua Muniz Barreto, 746, Botafogo
De segunda a sexta, de 10h às 19h
Sábado, de 08:30 às 12h (21) 3299-2000
Entrada franca

Organização: Aliança Francesa Rio de Janeiro
Apoio: Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, Institut Français Brasil, Air France, TV5


[ tudo suposição ]

[Rio de Janeiro]
de: 24/11/2018
até: 20/12/2018

A partir do poema longo de Carlito Azevedo, "Prólogo Canino Operístico", no qual um cão em um cubo branco se questiona e diz que não deveria estar ali, mas que o autor sim, deveria, e assumisse o que tem ou não a dizer, surgiu a ideia da exposição [ tudo suposicão ], com 4 artistas visuais:

Cristina Lapo

Cristina Lapo e suas mechas 'redemóicas' de cabelo em 'Medida Fiel' e 'Incertos'.

Fábio Carvalho - Rejunto

Fábio Carvalho em sua sensibilidade viril transposta em lambe-lambes de azulejos sobre um espelho residencial.

Inês Cavalcanti

Inês Cavalcanti e suas extraordinárias bolsas escultóricas de padronagens e materiais inusitados em 'Cul-de-Sac'.

Maria Antonia Souza

Maria Antonia Souza, ora com obras monumentais em corpo e carne, ora em diminutas, em 3D.

Anunciam os artistas: Os autores estarão presentes. Para o que der e advir.

texto: Marcia Clayton

Dia 24/11 de 17:00 às 21:00h. Espaço MárciaXClayton



[ Secos e Molhados ]

(Rio de Janeiro)
de: 10/11/2018
até: 30/11/2018

Dia 10/11, sábado, às 18h, abre a intervenção Secos e Molhados, de Raimundo Rodriguez, no projeto Vitrine Efêmera no Estúdio Dezenove, coordenado por Julio Castro.


Raimundo Rodriguez cria uma estranha estrutura, reflexo das angústias contemporâneas produzidas pela ação do homem no meio ambiente. Predadores e presas são postos lado a lado e o combate supremo pela sobrevivência é simbolizado. Mas o homem que é lobo do homem está ausente de seu próprio armazém. Nesta instalação nada é natural, tudo é simulacro e artifício. As engrenagens estão emperradas como testemunhas débeis da ação do tempo. A madeira de refugo é também a estrutura frágil de um armazém há muito abandonado. A carne animal abatida está pendurada, assim como seus derivados processados e nada se move. Nada mais se moverá.

texto: Renata Gesomino


[ Em Carne Viva ]

(Rio de Janeiro)
de: 10/11/2018
até: 30/11/2018

Dia 10/11, sábado, às 18h, abre a exposição individual Em Carne Viva, de Osvaldo Carvalho, no Estúdio Dezenove, coordenado por Julio Castro.


Osvaldo Carvalho é um desses provocadores do conforto visual, em que o belo é embaçado pela arguição direta de uma camada sem espessura, fina e cortante, de tinta especular, que reluz e é ouro para olhos tolos que ainda não aprenderam a enxergar. Suas linhas cruas em desenhos vívidos reiteram sua vocação pelo essencial e são correspondidas pelos recortes em tecido que revelam corpos abstratos, inidentificáveis senão pelo gesto, o mesmo que nos corrompe a moral, a ética, o bom senso, retratos de um país em fuga de seu futuro que se pretendeu grandioso, mas que restou obscuro.

[ exposição: A Título Precário ]

(Rio de Janeiro)
22/09/2018, sábado, 18/23:30 h


No direito, o que está “a título precário” está sem garantias, instável e sem direitos consolidados, isto é: provisório, em condições ainda não estabelecidas.

A classe artística e cultural brasileira foi entregue à precariedade, à falta de recursos e à instabilidade. O resultado disto são acontecimentos revoltantes que devastam nossos equipamentos culturais há décadas. Nossas condições nos obrigam a encontrar soluções acessíveis e baixo-custo para resistir a esta realidade. Resistimos enquanto lutamos pela virada deste jogo de descaso e desvalorização.

Parada Monarca, de Fábio Carvalho

A precariedade é uma característica recorrente na periferia. A falta de investimentos em áreas com menor concentração de capital resulta num sentimento de abandono, de sujeição às contingências mais desfavoráveis da cidade: a violência, o caos urbano, a falta de uma infraestrutura sofisticada. A periferia vive o precário diariamente, o que resulta numa realidade SUBurbana. O Centro Cultural Phábrika nasceu e resiste nesta realidade, buscando soluções criativas para suas limitações, resistindo culturalmente. A ideia é abraçar e explorar esta condição (a falta de recursos, a instabilidade) como forma de assumi-la ao mesmo tempo que a supera, mostrando que a arte persiste mesmo nos terrenos mais desfavoráveis.

Convidamos a todos para o início de mais uma primavera de reflexão, resistência e esperança.

Centro Cultural Phábrika
Rua Capitão Tarcísio Bueno, s/nº.
Fazenda Botafogo

[ Almofadinhas | Experiência B ]

Grupo "Almofadinhas", formado por três artistas homens que bordam, abre no próximo dia 28/4, a partir de 11h, a exposição "Almofadinhas | Experiência B", no ​Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac).


Detalhe de obra de Fábio Carvalho.

O grupo​ é formado por Fábio Carvalho (RJ), Rick Rodrigues (ES) e ​Rodrigo Mogiz (BH),​ ​três artistas que tem o bordado como ponto em comum de suas produções​. A exposição contará com trabalhos dos três “Almofadinhas”, tanto obras já existentes quando as que ​foram criadas durante a ​Residência Artística CASA B, junto a trabalhos de Arthur Bispo do Rosário, ​incluindo uma obra inédita do mesmo, ​criando-se um diálogo simbólico entre a produção do grupo com a de Bispo do Rosário.

​​O "Almofadinhas" surgiu em meados de 2015, quando os três artistas começaram a realizar conversas à distância, por meio das redes sociais, sobre as afinidades conceituais e imagéticas de suas obras.

Detalhe de obra de Rick Rodrigues.

O convite para participar d​a ​​Residência CASA B ​partiu do curador do ​​​​mBrac, ​​Ricardo Resende, que também foi o curador da primeira exposição do grupo, realizada em 2017, em Belo Horizonte. Nesta nova edição a curadoria contará com ​​Diana Kolker, gerente de educação do mBrac e coordenadora do programa de residências CASA B junto à Ricardo.

Detalhe de obra de Rodrigo Mogiz.

No texto para a exposição dos Almofadinhas em 2017, ao comentar o uso do bordado pelos artistas do grupo, Resende afirma:​
Os Almofadinhas ​"têm essa linguagem como suporte do devaneio estético que dá um novo sentido ao gesto de bordar e, consequentemente, ao bordado. Enfeitar, adornar é um desvio da vida prática de resultados que pauta a tal sociedade do desempenho. Para Fábio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz, o bordado permite uma experiência interior estética. Cada um à sua maneira, todos imprimem com o bordado a sua mensagem poética.​Os três artistas têm necessidade dessa técnica ancestral de “enfeitar” tecidos. Usam a técnica para expressar visões do mundo e desde que se encontraram influenciam e interferem um no trabalho do outro. O resultado do que fazem com a técnica, como não poderia deixar de ser, é bonito, tocante e sedutor. Causam impacto pelas cores, pela delicadeza e, claro, quando mais se aproxima e com atenção redobrada para os trabalhos, descobre-se que não é só de estética que tratam. Surpreendem. Na verdade, causam estranhamento.
​Mimetizam a beleza vista nos objetos de pano pois, de fato, leva-se um ‘susto’ quando se descobre o real motivo dos bordados, pois estamos acostumados com o bordado de enfeite. São questões ainda tabu para a humanidade o que abordam com seus trabalhos. Gênero, sexualidade, memória, família, guerras, violência e os costumes, a ambiguidade de ser sensível na sociedade contemporânea, subvertendo o universo cultural da feminilidade em suas poéticas. Os artistas aqui não são seres disciplinados, tão pouco conformados e, muito menos, ‘bonzinhos’. Não. Eles subvertem os modos, subvertem a própria arte ao fazerem da frugalidade dessa atividade, arte."

​​A Casa B – Residência Artística é o programa de residência da Escola Livre de Artes (ELA) do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac), dedicado a artistas, curadora(e)s e educadora(e)s para o desenvolvimento de pesquisas e poéticas através do diálogo com a comunidade, o território e com outros programas ​​desenvolvidos pelo museu. A criação do programa foi motivada pelo potencial artístico-cultural da Colônia, que registrou na sua história a passagem de importantes nomes na arte brasileira como Arthur Bispo do Rosário, Ernesto Nazareth, Stela do Patrocínio e, atualmente, os artistas que compõem o Atelier Gaia.

O ​​Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac) integra o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, outrora uma instituição manicomial conhecida como Colônia Juliano Moreira, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O Museu é responsável pela preservação, conservação e difusão da obra de Arthur Bispo do Rosário – um dos expoentes da arte contemporânea, de reconhecimento nacional e internacional e que viveu internado na Colônia por 49 anos. Além de realizar exposições do acervo de Bispo do Rosário e artistas contemporâneos, a instituição toma para si o desafio de integrar arte e saúde, criando novas perspectivas sobre arte, educação e cuidado e expandindo suas ações através da Escola Livre de Artes.


SERVIÇO:
Exposição Almofadinhas | Experiência B
Abertura: 28 de abril, de 11h até 17h
Visitação: até 6 de julho, de terça a sexta, de 10h às 17h
Local: Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac)
Estrada Rodrigues Caldas, 3400 – Edifício Sede – Taquara, Jacarepaguá
Telefone: 3432-2402


​Acompanhe os Almofadinhas em:

www.facebook.com/AlmofadinhasBR

www.instagram.com/almofadinhas_br

[ ÁGUA - Artistas contemporâneos e questões da água ]

(São Paulo)
abertura: 22/11/2017
até: 18/02/2018

Rosana Palazyan
"...Uma história que eu nunca esqueci..." - 2013 - 2017
Videoinstalação apresentada no Pavilhão Nacional da República Armênia
Leão de Outro para melhor Representação Nacional
56a Bienal  Internacional de Arte de Veneza - 2015
foto:  Everton Ballardin

Que a água é essencial para os organismos vivos não é novidade; logo, tratar dessa temática é uma questão que urge, uma das necessidades mais desafiadoras da sociedade contemporânea.

Para discutir o assunto - abordando questões sobre o meio ambiente, diversidade, ecossistemas, mudanças climáticas e conservação da água como um recurso vital, o Sesc Belenzinho apresenta a exposição Água, projeto da ART for The World, ONG afiliada ao UNDPI (Departamento de Informação Pública das Nações Unidas).
Com curadoria de Adelina von Fürstenberg, uma das principais da atualidade, ganhadora do Leão de Ouro na 56ª Bienal de Veneza (2015), a mostra acontece de 22 de novembro de 2017 a 18 de  fevereiro de 2018, e traz obras de 23 artistas de diversas partes do mundo.

A primeira montagem aconteceu neste ano em Genebra, tendo seu lançamento em uma data significativa: 22 de março, quando comemora-se o Dia Mundial da Água. Na ocasião, 32 artistas - incluindo dois brasileiros - apresentaram suas obras, que em grande maioria chegaram ao público pela primeira vez. Na montagem brasileira, 23 artistas apresentam seus trabalhos: são instalações, vídeoinstalações, vídeo-projeções, fotografias, esculturas, desenhos e pinturas, incluindo produções específicas para o local e obras inéditas.

[texto | fonte >>]

Laura Vinci
"Mona Lisa"

Curadoria: Adelina Von Fürstenberg

Artistas:
Benji Boyadgian (Palestina/Finlândia)
Carlos Montani (Argentina)
Clemente Bicocchi (Itália)
Dan Perjovschi (Romênia)
Dorian Sari (Turquia)
Eduardo Srur (Brasil)
Guto Lacaz (Brasil)
Iseult Labote Karamaounas (Grécia/Suíça)
Jonathas de Andrade (Brasil)
Laura Vinci (Brasil)
Luca Pancrazzi (Itália),
Marcello Maloberti (Itália)
Marcelo Moscheta (Brasil)
Maria Tsagkari (Grécia)
Michel Favre (Suíça)
Nigol Bezjian (Síria)
Noritoshi Hirakawa (Japão)
Rosana Palazyan (Brasil)
Salomé Lamas (Portugal)
Sheba Chhachhi (Índia)
Stefano Boccalini (Itália)
Vasilis Zografos (Grécia)
Velu Viswanadhan (Índia/França)

Jonathas de Andrade
"Maré"
111 gravuras em tinta UV sobre madeira de bordo,
com imagens de um velho Iate Clube de Maceió, Alagoas

SESC Belenzinho, São Paulo
Inauguração: 22 de Novembro, quarta-feira, às 20h
De 22 de Novembro de 2017 à 18 Fevereiro de 2018
Saiba mais em:
https://www.aqua-artfortheworld.net/sao-paulo

[ Sucessões Divergentes - Lisboa ]

(Lisboa)
abertura: 28/09/2017 às 19h
até 17/10/2017

​​“Sucessões Divergentes” é a nova exposição que abre no próximo dia ​​28 de Setembro, quinta-feira, às 19h, no renovado Edifício Caleidoscópio no jardim do Campo Grande em Lisboa.

​​O artista luso-brasileiro​ ​​Rodrigo Vila apresenta pinturas baseadas nos erros e faltas de azulejos nas fachadas de Lisboa.

Sucessão divergente #5  .  Óleo sobre tela  .  (50 x 100cm)  .  2017​

O artista ​emprega em suas pinturas técnicas similares às utilizadas nas antigas fábricas de azulejos: a pintura com estampilhas (moldes vazados, como um stencil) recriadas pelo próprio artista a partir de fotografias feitas nas ruas de Lisboa, ​​bem como a montagem das suas telas​ que se dá​ peça a peça​,​ da mesma forma como se azuleja uma fachada.

​​Sucessão divergente #7  .  Óleo sobre tela  .  (100 x 100cm)  .  2017

O seu corpo de trabalho chama a nossa atenção em pequenos enquadramentos que ampliam essas perdas e erros. Num primeiro olhar, os erros que apresenta parecem demasiado irreais para serem verdadeiros. ​​Contudo, os seus ​​últimos trabalhos, ​​​em sua maioria, ainda inéditos, que serão apresentados na exposição ​"Sucessões Divergentes​"​, revelam erros reais, tal como são encontrados nas fachadas dos edifícios Lisboetas. Esses erros reais focados e exacerbados pelo artista, geram padrões irregulares no que poderia ser uma imagem caleidoscópica​.

O espaço da cidade, com sua dinâmica contemporânea, converte-se num reflexo do mundo, onde a perfeição jamais será tão perfeita quanto a imaginamos.​

​​A exposição pode ser visitada 24 horas por dia, assim como as fachadas da cidade não se encontram​​ delimitadas por um horário.

​​​​​​​Sucessão divergente #2  .  Óleo sobre tela  .  (80 x 80cm)  .  2017


Rodrigo Vila ​(1980 - Rio de Janeiro) formou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), começou o seu trabalho em artes plásticas em 2004, já tendo participado de diversas exposições coletivas e apresentado mostras individuais em Portugal. Muitas das suas peças encontram-se atualmente em coleções particulares.​


​serviço:

Exposição "​Sucessões Divergentes​"​
Inauguração quinta,​ dia 28/09/2017 às 19h
até 17/10/2017
segunda-feira a domingo, 

​aberta ​
24 horas
Local: Edifício Caleidoscópio, Jardim do Campo Grande, Lisboa


​​

[ Domínio Lacunar ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 05/08/2017 - 12/18h 

encerramento: 30/09/2017


A exposição “Domínio Lacunar”, da artista Helena Trindade, com curadoria de Glória Ferreira foi pensada e executada especialmente para espaço, a partir dos documentos do arquivo do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Para a artista, todo arquivo é um recorte, onde as ideias de completude e de objetividade não se aplicam.  São ocupadas as duas galerias do pavimento térreo com instalações construídas com catálogos e cópias de documentos que registram as atividades do local. Com eles, a artista constrói pequenas caixas que, enquanto módulos de apelo táctil e visual, estruturam os trabalhos apresentados. Ocas, no entanto, mostram fotos e escritos de uma forma fragmentária que demanda do espectador sua “investigação” e sua leitura singular. Reunidos de maneira mais ou menos aleatória, imagens e texto deflagram encontros poéticos.

foto: Helena Trindade

Na primeira galeria, são apresentados dois trabalhos que fazem referência à obra de Helio Oiticica, artista carioca que completaria 80 anos este ano. São eles: ‘Bólide AHO’ e ‘Coluna AHO’ (AHO querendo dizer “a Helio Oiticica”). O primeiro consiste numa caixa que, construída com a imagem de uma maquete de um Penetrável de Helio Oiticica, é coberta com a mesma tela vazada branca utilizada no estudo do artista. Já ‘Coluna AHO’, que se estende do piso ao teto, foi construída com pequenas caixas dos documentos das exposições de Helio Oiticica no CMAHO. Ela faz referência aos Bólides, Ninhos, Tropicália, Magic Square e outras obras de Helio, onde a artista vislumbra a ideia de caixa. A coluna também é pontuada por elementos de cores primárias, uma alusão ao gosto de Oiticica pela obra de Mondrian.

Na segunda sala, Helena apresenta os trabalhos ‘Cata-clismo’, ‘Maquinária’ e ‘Dados’. O primeiro é construído com catálogos do CMAHO que se “derramam” verticalmente uns sobre os outros e que privilegiam imagens de quadrados, caixas e cubos de autoria de vários artistas. ‘Maquinária’ é elaborado com documentos, a partir de 2014, transformados em pequenas caixas. São clippings de imprensa, fotos, esquemas de montagem, listas de materiais de produção, convites de exposições, seminários, debates, defesas de tese, agenda de visitas de escolas, entre outros materiais. Já a obra ‘Dados’ é construída a partir de 64 pequenos cubos feitos de cópias dos documentos do arquivo do CMAHO. O título faz referência à forma (DADOS querendo dizer cubos) e ao conteúdo (DADOS querendo dizer informações do arquivo) do trabalho. É também uma alusão ao acaso (lance de dados), presente na maneira que foi construído, juntando texto e imagem meio que aleatoriamente.

de 05/08/17 à 30/09/17
Centro Municipal Helio Oiticica
Rua Luís de Camões, 68, Centro



fonte: http://dasartes.com.br/agenda/helena-trindade-centro-municipal-de-arte-helio-oiticica/