[ Caso o Acaso ]

(São Paulo)
abertura: 16/8/2016 - 19h :: 22h
até: 15/12/2016


Coletiva reúne trabalhos de oito artistas que exploram a impermanência dos materiais

A Central Galeria tem o prazer de apresentar, a partir de 16 de agosto, das 19h às 22h, "Caso o Acaso", exposição coletiva que propõe um diálogo entre a produção de oito artistas que desgastam e testam a resistência de materiais, normalmente considerados sólidos e usados em diferentes estruturas.

Os trabalhos rompem, inserem brechas ou ainda distorcem elementos tão diversos quanto o cimento, gesso, madeira, argila, cerâmica, vidro, além do próprio espaço expositivo. Desconstruir para reconstruir, construir para destruir, moldar a partir da arquitetura antiga ou atual, aglutinar elementos soltos em um novo objeto. São todos procedimentos observados nas obras desses artistas, nas quais a transformação da matéria se sobressai.

Assim, esses trabalhos tornam palpáveis a impermanência e fragilidade intrínseca desses materiais e das estruturas que eles suportam. Algumas obras aparecem como resquícios de um passado, que desfaz as camadas do tempo, a imagem de paredes desgatadas. Outras, devolvem organicidade e movimento à rigidez de elementos de sustentação, como tapumes e concretos. Transpassando os limites, as obras reunidas na exposição formulam um convite a considerar o avesso, o que há por detrás do muro.

Participam da exposição os artistas Bruno Baptistelli, Theo Craveiro, Romain Dumesnil, Anna Israel, Manoela Medeiros, Brisa Noronha, C. L. Salvaro e Rodrigo Sassi.


Serviço:
Exposição: "Caso o Acaso"
abertura: 16 de agosto,  das 19h às 22h
visitação: 17 de agosto a 15 de dezembro de 2016

Central Galeria
r. Mourato Coelho, 751 - Vila Madalena
tel:  2645-4480 e 2613-0575
funcionamento: segunda a sexta das 11 às 19 horas | sábado das 11 ás 17 horas

[ Uma Imagem Possível ]

(São Paulo)
abertura: 08/07/2016 - 19/22h
até: 15/10/2016



A Central Galeria apresenta, a partir de quinta-feira, 08/07/16, das 19h às 22h, a exposição "Uma Imagem Possível",  segunda exposição da série "Vídeo de Hoje", realizada em parceria com com o Espaço Fonte. Com curadoria e organização de  Roberto Moreira S. Cruz, a mostra pretende evidenciar a diversidade e a experimentação nas propostas de linguagem de oito artistas que trabalham exclusivamente com as formas de expressão do vídeo.

Apresentando 24 trabalhos dos artistas Felipe Barros, Leandro HBL, Sara Não tem Nome, Carlosmagno Rodrigues, Kika Nicolela, Roberto Bellini, Eduardo Zunca e Claudio Santos, a mostra "Uma Imagem Possível" pretende ser um pequeno panorama sobre a atual produção de videoarte no Brasil.

Segundo o curador Roberto Moreira S. Cruz, as propostas de linguagem e experimentação com as formas de expressão do vídeo são as mais diversas possíveis e a consequência disso é que o elenco de projetos e obras apresentados no contexto mais recente da arte brasileira torna-se plural e multifacetado, evidenciando o hibridismo dos formatos e estilos.

Foi a partir da segunda metade da década de 1990 que as relações entre vídeo, cinema e artes visuais se evidenciaram no Brasil. As exposições de arte, mostras e festivais passaram a apresentar com mais frequência trabalhos que conjugavam estas variadas formas de exibição de obras audiovisuais. Esta convergência, tardiamente percebida no país em relação ao contexto internacional, se deveu essencialmente a uma miscigenação das práticas criativas, que permite aos artistas passar a transitar por meios e suportes menos ortodoxos, como a fotografia digital, as instalações e o próprio vídeo, que se transformou numa ferramenta cada vez mais acessível em função de seu desenvolvimento tecnológico acelerado.

Serviço:
Exposição: "Uma Imagem Possível"
Abertura: 08 de julho,  das 19h às 22hrs
Visitação:08/07 a 15/10/16

Central Galeria
r. Mourato Coelho, 751, Vila Madalena
tels. 2645-4480 e 2613-0575
seg. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h.
www.centralgaleria.com

[ Cinema Lascado - Gisellle Beiguelman ]

(São Paulo)
abertura: 16/7/2016 - 11h
até: 25/9/2016



A Caixa Cultural São Paulo apresenta, entre 16 de julho e 25 de setembro de 2016, a exposição "Cinema Lascado", que faz um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista e pesquisadora Giselle Beiguelman. Sob curadoria de Eder Chiodetto, a mostra é composta por vídeo instalações, projeções e 22 imagens inéditas, resultantes de suas pesquisas sobre imagem digital, estéticas da obsolescência tecnológica e paisagens urbanas arruinadas. A entrada é franca e o patrocínio é da Caixa Econômica Federal.

Utilizando-se de softwares, ferramentas e aparatos eletrônicos de várias gerações, a produção de Giselle Beiguelman problematiza a tecnologia no campo estético. Seus vídeos fazem o espectador viajar pelo tempo entre a “paleoweb” e o pós-cinema, e suas imagens entre o Low-tech e o Hi-tech. São viagens por paisagens urbanas que choram, que explodem, que passam rapidamente pelos olhos e se fixam na memória, que discutem, em paralelo, ainda, o consumo desenfreado de tecnologia e a obsolescência programada.

Serviço:
Exposição "Cinema Lascado", de Giselle Beiguelman”
Curadoria de Eder Chiodetto
Abertura: Sábado, 16 de julho, às 11h com visita monitorada com o curador Eder Chiodetto
Visitação: de 16 de julho a 25 de setembro de 2016

Palestra com a artista e o curador + lançamento do catálogo
Data: 27 de agosto (sábado), às 11h
Capacidade: 45 lugares
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: Livre

CAIXA CULTURAL SÃO PAULO
Centro: Praça da Sé, 111, tel. (11) 3321-4400.
Ter. a dom., 9h/19h.

[ Fábio Carvalho - Invasão Monarca ]

(Niterói)
abertura: 2/7/2016
até: 30/7/2016

Fábio Carvalho abre em Niterói a instalação inédita "Invasão Monarca"

Dia 2 de julho, sábado, de 11h às 15h, será inaugurada a exposição individual INVASÃO MONARCA no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. Na galeria de arte Quirino Campofiorito, no Campo de São Bento, Fábio Carvalho apresentará uma instalação inédita formada por mais de 1300 bandeirinhas de papel de seda pintadas à mão pelo próprio artista, que ocuparão tanto o espaço interno da galeria transparente de vidro, bem como o seu entorno.

Invasão Monarca

A exposição INVASÃO MONARCA é um desdobramento em grande escala de um trabalho realizado anteriormente pelo artista em junho de 2014 em Lisboa, Portugal, a Intervenção Urbana “Migração Monarca”, desenvolvida durante as tradicionais "Festas de Lisboa", que correspondem às nossas Festas Juninas. Na ocasião, Fábio Carvalho misturou seus “Monarcas” às ornamentações já existentes pelas ruas de Lisboa. Os "Monarcas" que dão nome à instalação são soldados em uniforme camuflado, com asas de borboleta saindo de suas costas, pintados à mão um a um pelo próprio artista com tinta acrílica sobre bandeirinhas de papel de seda.

O uso da borboleta monarca em vários dos trabalhos de Fábio Carvalho vai muito além do fato de borboletas serem normalmente associadas ao universo feminino, frágil e delicado, que em oposição aos símbolos usualmente aceitos como masculinos, de força e virilidade, como os militares, formam a principal dialética da sua produção artística, que procura levantar uma discussão sobre estereótipos de gênero, e questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir.

Fábio Carvalho | Migração Monarca | Lisboa | 2014

Seu uso surge ainda como um contraponto à camuflagem dos uniformes militares. As borboletas monarca são tóxicas, e por isso evitadas pelos predadores. Há outras espécies de borboleta não venenosas que mimetizam o padrão exuberante da monarca, que assim são também evitadas pelos predadores. Camuflagem e mimetismo são estratégias opostas de sobrevivência e proteção, que objetivam confundir e enganar, ao se fingir ser algo que não se é.

A instalação INVASÃO MONARCA no CCPCM ocupará quase todo o interior da galeria, deixando-se apenas alguns “caminhos” para circulação do público em meio às banderinhas, criando-se algo próximo a um penetrável labiríntico. Os fios serão dispostos não apenas no alto, mas também em alturas variadas, cruzando o espaço, e entre si, de cima para baixo, de lado a lado, criando-se paredes e passagens. O projeto tira partido também da “caixa de vidro” que é a galeria, de forma a interconectar o interior com o exterior. Os fios de bandeirinhas, que começam no espaço interno, vazarão pelas frestas das chapas de vidro, e se projetarão ao exterior, em direção ao entorno.

Invasão Monarca (projeto)

A enorme quantidade de soldados alados que invadem e preenchem galeria e entorno torna-se uma “Ocupação Temporária do Exército Monarca”. “Ocupação Temporária” é um termo jurídico usado nos casos onde a ação da polícia em uma comunidade não é suficiente ou bem sucedida, e neste caso o exército assume temporariamente  a função de polícia, mas quase sempre de forma tempestuosa e violenta, sem planejamento e questionamento dos possíveis efeitos da ocupação militar de áreas onde moram trabalhadores, estudantes, crianças, pessoas idosas e doentes.

A instalação INVASÃO MONARCA faz um comentário crítico à ostensiva ocupação policial e militar sob a qual vivemos, geralmente feita de forma indiscriminada, agressiva, truculenta, decorrente do descontrole da violência urbana, mas também da mão de ferro dos governantes, que estão sempre prontos a dominar, reprimir, calar, repreender qualquer manifestação individual ou coletiva que não se alinhe aos interesses destes governantes e seus “sócios”.

* Fábio Carvalho está em atividade desde 1994, com 16 exposições individuais e mais de 150 coletivas no Brasil, Alemanha, Argentina, Chile, Cuba, Espanha, Equador, EUA, Hungria, Inglaterra, Itália, País de Gales, Peru, Portugal, República Checa e Rússia. Atualmente está muito ativo também em Portugal, onde participou de 7 residências artísticas (Faianças Bodallo Pinheiro, Porcelana Vista Alegre, Oficina da Formiga, Maus Hábitos, Cerâmica São Bernardo, entre outras), participou de diversas exposições, e realizou vários projetos de Intervenção Urbana. Tem mais de 120 obras em coleções públicas e privadas.


SERVIÇO:
Exposição INVASÃO MONARCA, de Fábio Carvalho
Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM)
Galeria Quirino Campofiorito
Campo de São Bento (Parque Prefeito Ferraz)
Rua Lopes Trovão s/nº, esquina com Avenida Roberto Silveira
abertura: 2 de julho, sábado, de 11h ás 15h
exposição até: 30 de julho de 2016
horário: segunda a sexta das 10h às 17h; sábados, domingos e feriados das 10h às 15h.
telefone: 2610-5748

[ exposição Pensão Artística ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 10/6/2016 - 19h
até: 9/7/2016

A Galeria Pretos Novos inaugura nesta sexta, dia 10 de junho, 19h a exposição Pensão Artística, apresentando o resultado do projeto de residência artística com os artistas Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral, com curadoria de Marco Antonio Teobaldo.

OCUPAÇÃO OLYMPIA - Fábio Carvalho

Depois de ficarem hospedados por cinco dias em um hotel, na região portuária do Rio de Janeiro, os artistas e o curador apresentarão de 11 de junho a 9 de julho o resultado de todo o trabalho que envolveu os moradores da região, lideranças comunitárias locais, funcionários do hotel e convidados que interagiram no processo de criação das obras.

De acordo com o curador, a experiência de convivência e troca com os artistas foi uma espécie de laboratório para que eles pudessem desenvolver seus projetos em um ambiente fora das suas zonas de conforto. Segundo Teobaldo “Tivemos a oportunidade de vivenciar as mudanças urbanísticas da Região Portuária, concentrando nossas percepções sobre as suas consequências na população local e aos milhares de indivíduos que nela transitam diariamente, realizando, ainda, algumas atividades nos estabelecimentos comerciais e institucionais do entorno, após o horário de visitação nos quartos”.

Resultados da residência:

Dani Soter – Colcha de retalhos para uma cama de casal

Daniela Dacorso – Retratos

Fábio Carvalho – Ocupação Olympia

Heberth Sobral – Noticiário



O Projeto Pensão Artística foi selecionado pela Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Cultura, no edital de Fomento Cidade Olímpica.

[ Aquilo que nos une ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 16/03/2016 - 16h
até: 19/06/2016

Rosana Palazyan

Exposição Aquilo que nos une traz obras de 26 artistas que utilizam linha, agulha, bordado e afeto na expressão de sua poética

A mostra Aquilo que nos une trata da delicadeza, da sensibilidade da alma, das questões que estão à flor da pele. O que une é mais do que uma linha, é criação de sentidos. É mais do que costura, é processo.  O linho e o algodão, a fotografia, o video, a chapa de metal, a madeira, o plástico, o gesso e o cristal conferem firmeza à narrativa, amarram questões e histórias que são de todos, mas que cada artista desenvolve na sua linguagem única.

Leonilson

Trabalhos históricos de Bispo do Rosário, Leonilson, Tunga, Waltercio Caldas e Anna Bella Geiger, artistas que marcaram um período da produção nacional juntam-se à recente e vibrante produção contemporânea de Adriana Varejão, Rosana Palazyan, Ana Miguel, entre outros.

Rodrigo Mogiz

“O que todos esses artistas fazem é produção de imagem, de signos e de linguagem. Esta exposição reflete uma linha de pesquisa estética contemporânea – a junção da arte e da manufatura. São fios que conduzem histórias e narrativas visuais, bordados que constituem estratégias, jogos de dilemas e tragédias, de almas e de fissuras.  Os artistas convertem o desenho em bordado e a costura em fio condutor de ideias. Agulha e linha são os elementos deflagradores de imagens conferindo espessura de sentido ao imaginário”, comenta a curadora Isabel Portella.


Exposição Aquilo que nos une
Adriana Varejão, Adrianna Eu, Anna Bella Geiger, Ana Linnemann, Bispo do Rosário, Ana Miguel, Carolina Ponte, Caroline Valansi, Clarisse Tarran, Claudia Hersz, Elisa Castro, Emmanuel Nassar, Jozias Benedicto, Leonilson, Letícia Parente, Marcos Chaves, Nazareno, Nazareth Pacheco, Renato Bezerra de Mello, Rodrigo Mogiz, Rosana Palazyan, Sonia Gomes, Tunga, Ursula Tautz, Vera Bernardes e Waltercio Caldas.
Curadoria: Isabel Portella.
Entrada Franca
Classificação indicativa: Livre
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Av. Almirante Barroso, 25, Centro (metrô: Estação Carioca)
Abertura: Sábado, dia 16 de março, às 16h
Visitação: 16 de abril a 19 de junho de 2016
terça-feira a domingo, de 10 às 21h.

[ Visão 7.0 / Vida de artista - Fernando Zago ]

(Porto Alegre)
abertura: 03/05/2016
até: 03/06/2016



Alma Atenta

A ideia que vagava em minha cabeça era o livro do fotógrafo americano David Douglas Duncan - hoje com cem anos completados em janeiro - “O atelier silencioso”, no qual ele registra a casa de um pintor do qual era amigo íntimo, Picasso. Adaptando a mesma intensão para nossa situação, era isso: registrar o que poderíamos entender, localizar, filtrar por imagens o que é ou deveria ser uma vida de artista. Então, seria curtir e flagrar o que existisse no entorno de cada artista visitado.

Criamos um roteiro e dentro dessas limitações nos comportamos. Centenas de fotos, incontáveis visitas, descobertas e longas conversas (muitas vezes, confissões) enquanto realizávamos aquela devassa consentida. Nada escapava ao olhar de Fernando Zago que, com “alma atenta” - no dizer de Fernando Pessoa -, mergulhava nesses universos particulares.

São espaços vazios, sem a presença física dos visitados, porém essa ausência/presença de cada um é sentida nesses espaços de criação. Onde pressentíamos o que estivesse ...vazio, era esse “vazio” que nos surpreendia, pulsava a nossos olhos, matéria viva, parte integrante das obras ali realizadas/criadas. Espaços de vida, espaços de múltiplas vivências, espaços de magia, espaços do infinito gesto criador, espaços de mistérios...espaços.

Mas eu disponho de um precedente, uma “aventura” desenvolvida com o fotógrafo Martin Streibel - nos anos 80 - para uma exposição chamada ”Lixo de atelier”. Era outro momento mas de espírito semelhante ao de agora. Tenho o Martin Streibel na conta de um mestre em preto e branco e assim realizamos aquele trabalho. E agora, Ferrnando Zago derrama-se em cores, um contraponto de olhares, duas almas atentas.

Este trabalho aponta para o encerramento de um tríptico iniciado com “Visão 6.0”, seguido de “Visão.6.5” ocasiões nas quais encerrava ciclos existenciais nos quais exibi, em diversas modalidades técnicas, obras de artistas convidados; não é diferente agora, a intenção é a mesma, segue o mesmo espírito, uma tentativa de dessacralizar a aura do artista procurando mostrar o que há por trás da pessoa...por isso o título banal, óbvio, como se fosse um mero samba-canção trazendo dores escondidas, sombras e cicatrizes da alma, alegrias incontidas, porque não? Escolheu-se simbolicamente alguns para homenagear todos.

Renato Rosa
Abril de 2016.

[ ARENA ​CASA FRANÇA­BRASIL ]

(Rio de Janeiro)
de 31 de maio 
a 02 de junho de 2016

ARENA ​CASA FRANÇA­BRASIL ações culturais em tempos de crise


Arena ​(do latim (h)arena, "areia") era originalmente o lugar de grandes disputas esportivas no Império Romano. Estes espaços, com o passar do tempo, passaram a abrigar espetáculos, exibições, jogos, debates e desafios. No Brasil, a partir da década de 1950, o Teatro de Arena motivou uma dramaturgia de cunho político e social, promovendo discussões sobre a realidade nacional. Considerando o peso histórico desse termo, a ​ARENA CASA FRANÇA­BRASIL se propõe a ser um espaço constante de debates públicos. Propomos, portanto, situações para discutir questões urgentes ligadas à arte, à cultura e à produção de saberes.

Os tempos de crise que evocamos aqui vão muito além da alarmada crise econômica, com frequência enfatizada no atual contexto de instabilidade política. Trata­-se também de uma crise das instituições, de seus modelos de organização e da eficácia de sua representação – estruturas que influenciam e condicionam diretamente o ​poder de ação ​de iniciativas culturais. Esta crise institucional, mais ampla que o campo das artes, nos coloca a necessidade de rever certos modelos de ação. Como muitos desafios são comuns a diversas instituições e agentes culturais, o projeto ​ARENA CASA FRANÇA­BRASIL – ações culturais em tempos de crise, busca convocar uma discussão pública que permita a troca de experiências e a construção de redes de envolvimento e colaboração. Com formato de seminário, este primeiro evento acontecerá entre os dias ​31 de maio e 02 de junho​.

Observamos a situação de fragilidade de diversas instituições culturais no Rio de Janeiro, na qual modelos de gestão coexistem e revelam­-se como alternativas possíveis­: administração pública, financiamento privado, mecenato, organizações sociais, autogestão. O que parece ser comum a todos, porém, é a posição vulnerável de diversos programas de cultura, cuja continuidade se torna refém de apoios que garantam sua manutenção.

As atividades culturais no Brasil, em contrapartida, provem de uma prática empírica de capacitação, hoje congregando um corpo de profissionais qualificados com ampla experiência, cujo conhecimento evoca soluções originais à mobilização cultural da cidade.

Nosso objetivo é trocar experiências e dar espaço à discussão sobre a pluralidade de situações possíveis. Buscamos incentivar e colaborar na criação de uma rede que fortaleça as relações entre as instituições e iniciativas autônomas da cidade. Vemos, nestes laços, a oportunidade de deflagrar parcerias. É um momento de reconhecermos no presente a importância de uma distribuição mais homogênea do investimento de capital no campo da cultura. Mais do que promover uma discussão sobre os fazeres da arte, este fórum pretende investigar sua economia em sentido amplo: políticas de circulação, promoção, manutenção, mobilização, institucionalização e reflexão crítica.

PROGRAMAÇÃO

31 DE MAIO
[3ª feira]

11:00 I Abertura
Eva Dóris Rosental (Secretária de Estado de Cultura do Rio de Janeiro)
Marcelo Campos (Diretor da Casa França-Brasil)

14:00 I Circuitos
Claudia Saldanha (Paço Imperial)
Fernando Cocchiarale (MAM-Rio)
Paulo Knauss (Museu Histórico Nacional)
Luiz Alberto Oliveira (Museu do Amanhã)

01 DE JUNHO
[4ª feira]

10:00 I Modelos de gestão
Carlos Gradim (MAR - Museu de Arte do Rio)
Izabela Pucu (Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica)
Sabrina Kawakami (CCBB)
Consuelo Bassanesi (Despina / Largo das Artes)

14:00 I Táticas de produção
Luiza Mello (Automática)
Mauro Saraiva (Tizara)
Jocelino Pessoa (Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea)

16:30 I Espaços autônomos
casamata
És uma maluca
Olho da Rua
A Mesa

02 DE JUNHO
[5ª feira]

10:00 I Memórias e reconhecimento
Ricardo Resende (Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea)
Antônio Carlos Pinto Vieira (Museu da Maré)
Lucas van de Beuque (Museu Casa do Pontal)
José Carlos Levinho (Museu do Índio)

14:00 I Ações educativas
Melina Almada (Museu do Amanhã)
Denise Grinspum (Instituto Moreira Salles)
Bia Jabor (Casa Daros)

16:30 I Escolas livres
Luiz Ernesto Moraes (Escola de Artes Visuais do Parque Lage)
Janaina Melo (Escola do Olhar / MAR)
Irene Ferraz (Escola de Cinema Darcy Ribeiro)
Renata Oliveira de Freitas (Universidade das Quebradas)

[ A Azulejaria Portuguesa na Arte Contemporânea: quatro exemplos ]

(Lisboa)
dia 2/6/2016
14h30


A Azulejaria Portuguesa na Arte Contemporânea: quatro exemplos

palestra da curadora e crítica de arte Luísa Santos (Universidade Católica), que cobrirá a produção artística de Bela Silva (Portugal), Dalila Gonçalves (Portugal), Fábio Carvalho (Brasil) e Rodrigo Vila (Portugal) em torno da azulejaria portuguesa.

Dalila Gonçalves

Fábio Carvalho

Rodrigo Vila

A Palestra faz parte do colóquio "Metamorfoses da azulejaria: Portugal/Brasil – releituras, revisões, recriações", iniciativa que parte de um projecto de Pós-doutoramento da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Neste colóquio pretende-se refletir sobre a Azulejaria Portuguesa e Brasileira contemporâneas e sobre as suas articulações com o Design, a Arquitetura e a Arte. O objetivo é analisar e discutir os fenômenos da criação e recepção, as continuidades, as rupturas e as novas apostas relativamente à metamorfose das linguagens históricas da azulejaria na produção contemporânea. Para alcançar estes objetivos e ouvir novas vozes estendeu-se o convite a personalidades de fora da historiografia tradicional desta área.

GRANDE AUDITÓRIO FBAUL
Largo da Academia Nacional de Belas-Artes
Lisboa, Portugal

[ Arqueologia contemporânea ]

(Petrópolis)
abertura: 30/4/2016
até: 31/5/2016

(Foto: Divulgação/Build Up Media) [fonte >>]

Responsável pela montagem de boa parte das exposições do Centro Cultural da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), em Petrópolis (RJ), o designer, fotógrafo e artista visual, Claudio Partes, assumiu o lado arqueólogo no novo trabalho, em cartaz no espaço. Em “Arqueologia Contemporânea”, ele escavou pontos dos painéis da galeria, voltando ao passado e revisitando pedaços de exposições que passaram pelo Centro Cultural desde que foi inaugurado, há nove anos. Da mistura do antigo com o novo, surgiram outras imagens.

As “escavações” de Claudio Partes se transformaram em uma instalação artística, também aberta ao público, de 14 de março a 30 de abril, descortinando as camadas de pinturas sobrepostas. “O objetivo é provocar reflexões e sensibilizar o público para o entorno que nos cerca, carregados de memórias, histórias e sentimentos, além de levar à reflexão sobre espaço, tempo e memória”, diz Claudio.

Responsável pela programação do Centro Cultural, o coordenador de Projetos e Extensão, Ricardo Tammela, destaca a importância da abertura para as pesquisas artísticas, em um espaço acadêmico. “O Centro Cultural da FMP/Fase, por estar dentro de uma instituição de ensino superior, acaba assumindo um papel importante, próprio das universidades, que é o da pesquisa. Nesse caso, pesquisa no campo da estética, no campo da arte, no campo da cultura, abrindo seus espaços para projetos que tenham essa proposta, como fica explícito na intervenção de Claudio Partes”, conta Ricardo.

Com a montagem da exposição “Brasil-Portugal: o mar que nos separa, a língua que nos une”, no Centro Cultural da faculdade, em 2013, Claudio Partes recebeu o Prêmio Maestro Guerra-Peixe de Cultura, concedido pela Prefeitura de Petrópolis.

A exposição “Arqueologia Contemporânea” ficará em cartaz até o dia 31 de maio. A visitação, que é gratuita, pode ser realizada, de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 18h. A FMP/Fase fica na Av. Barão do Rio Branco 1003, no Centro de Petrópolis.