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[ Em Carne Viva ]

(Rio de Janeiro)
de: 10/11/2018
até: 30/11/2018

Dia 10/11, sábado, às 18h, abre a exposição individual Em Carne Viva, de Osvaldo Carvalho, no Estúdio Dezenove, coordenado por Julio Castro.


Osvaldo Carvalho é um desses provocadores do conforto visual, em que o belo é embaçado pela arguição direta de uma camada sem espessura, fina e cortante, de tinta especular, que reluz e é ouro para olhos tolos que ainda não aprenderam a enxergar. Suas linhas cruas em desenhos vívidos reiteram sua vocação pelo essencial e são correspondidas pelos recortes em tecido que revelam corpos abstratos, inidentificáveis senão pelo gesto, o mesmo que nos corrompe a moral, a ética, o bom senso, retratos de um país em fuga de seu futuro que se pretendeu grandioso, mas que restou obscuro.

[ Ocupa Carambola ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 09/04/2016, sábado – 16 às 22h
exposição: 16/04; 30/04 e 07/05/2016 – sábados – 16 às 20h


Ocupação artística que será realizada no Canto da Carambola - cama e café, em Sta. Teresa, Rio de Janeiro. Todos os cômodos da casa serão ocupados por 56 artistas que transitam por linguagens como performances, pinturas, fotografias, vídeos, transformando-os, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público.

Ocupação Monarca | Fábio Carvalho | lambe lambe

Artistas como Caroline Valansi, Fábio Carvalho, Felipe Barbosa, Nena Balthar, Raimundo Rodriguez, Rosana Ricalde, Sérgio Sal, Xico Chaves, entre outros, instalarão obras de arte e engenhosidades desmanchando fronteiras ou territórios institucionalizados dando ênfase a temas como compartilhamento, troca, descobertas.

Curadoria: Marcio Zardo
Produção executiva: Miro Mendonça

Felipe Barbosa - Condomínio

Conhecer o espaço...
Respirar o espaço...
Sentir o espaço...
Estes foram meus primeiros desafios, aqui, no “Canto da Carambola - Cama e Café / Espaço Cultural”, a partir do generoso convite que me fizeram Miro Mendonça e Sérgio Sal, proprietários e gestores do espaço, para realizar uma ampla ocupação, transformando-o, por alguns dias, num espaço de convivência entre artistas, obras e público, buscando um certo nomadismo do olhar...

Assim, fizemos a proposição aos artistas que transitam por linguagens como performances, vídeos, fotografias, pinturas e objetos: instalar ali obras de arte e engenhosidades que friccionem o público com questões do mundo e da vida. Artistas com grande trajetória se encontram com artistas em começo de produção, numa atmosfera de afeto e compartilhamento, desmanchando zoneamentos / territórios institucionalizados, dando ênfase a temas como troca, desejos, relacionamento, estar junto, descobertas, lugar, fronteiras…

A apropriação dos cômodos da casa gerou movimentos, conexões, circuitos, superposições e limiares, sugerindo ao visitante que não permaneça no mesmo lugar, deixando que seu olhar flutue por muitos lugares, próximos e remotos, presentes e passados, reais e imaginários.
Deleuze nos lembra que “essas ações nos levam a sair de modos de saber cristalizados, impondo-nos a necessidade de trabalhar com limites conceituais mais flexíveis, menos rígidos”.

Marcio Zardo

Ocupa Carambola
Canto da Carambola, cama e café
Rua do Oriente, 123 – Sta. Teresa
Rio de Janeiro / RJ / Brasil
55-21-2210-0289 / 99462-4292
cantodacarambola@gmail.com
https://www.facebook.com/CANTODACARAMBOLA?fref=ts

[ Verão 2 ]

(Rio de Janeiro)
dia 23/3/2013



VERÃO (Terceira pessoal do plural do verbo ver, futuro do presente) 

Artistas convidados: 
A.C. Júnior, Alexandre Hypólito, Ana Dalloz, André Alvim,André Sheik, Angela Rolim, Bruno Veiga, Caroline Valansi, Celina Portella, Chico Fernandes, Fábio Carvalho, Frederico Dalton, Greice Rosa, João Araújo, João Maciel, Leonardo Ramadinha, Lia do Rio, Liliana Zapata, Marcelo Carrera, Marcio Zardo, Marco Antonio Portela, Marcos Bonisson, Osvaldo Carvalho, Patricia Gouvêa, Raimundo Rodrigues, Renato Rezende, Roberto Unter, Tiago Barros, Valéria Costa Pinto e Ynaie Dawson.

Período no ano de temperaturas elevadas, onde os dias são mais longos, dias quentes, sol, férias. Para nós cariocas esse vocábulo sempre estará associado à ideia de calor e sol, mas a proposição de uma exposição com esse título visa confundir mais do que explicar. Procuramos apresentar uma Mostra, (na verdade a segunda edição desse projeto, a primeira foi em 2012 na Galeria da Gávea) com trabalhos recentes, frescos, work in progress de diferentes artistas, trabalhos novos que ainda serão vistos e circularão pelo sistema de arte, algo a ser visto, algo que todos verão.

Evidente que expor essa Mostra findando o verão tem a intenção de criar um ruído, um desconforto, já que as obras não apresentarão necessariamente qualquer relação com a estação do ano homônima ao verbo, a intenção é provocativa, retirar o visitante de sua zona de conforto. Arte deve provocar, incomodar, acender reflexões. Uma Mostra acontecendo em dois espaços não comerciais, espaços de arte; uma Galeria deslocada dos grandes centros de circulação, por mais que esteja em Copacabana, a Galeria Meninos de Luz situada na Rua San Roman que ascende a comunidade do Pavão / Pavãozinho, e um espaço novo coordenado por artistas contemporâneos denominado Espaço Eu Vira, em Santa Tereza. Essa mostra, essa curadoria bipartida e esses espaços pretendem trazer para o visitante trabalhos ainda frescos e jovens, correndo riscos, experimentando, desrespeitando suportes, meios, técnicas. Derrubando a ideia quase unânime que um trabalho só deve ser exposto e colocado à prova quando estiver totalmente estudado, finalizado, testado no ateliê. De forma adversa, essa Mostra visa colocar o visitante em contato com o processo. Obras ainda em processo, jovens e imaturas, algo que ainda será apresentado futuramente em sua plenitude pelos artistas, quiçá nesses mesmos espaços expositivos.

Convidamos artistas de diversas gerações, mas que preservam a juventude e frescor na produção e no pensamento. Colocar artistas com maior trajetória ao lado de artistas jovens dá oxigênio para a Mostra e para os participantes, injetando no mais experiente um pouco da irresponsabilidade e propensão a correr riscos, característica própria dos jovens, ao mesmo tempo em que esses recebem um rigor estético e conceitual decorrente de anos de experimentação realizados pelos artistas maior trajetória.

Curadores: Greice Rosa e Marco Antonio Portela