[ "Rrrrrrrrrr" ]

(São Paulo)
abertura: 3/4/2017 | 19h - 22h
até: 27/5/2017


A Central Galeria tem o prazer de apresentar, a partir de 03 de abril de 2017, às 19h, a primeira exposição da artista carioca Gabriela Mureb, em São Paulo. Sob curadoria de Juliana Gontijo, a exposição intitulada “Rrrrrrrrrr” é composta por uma série de de máquinas alteradas, motores, vídeos e desenhos que evocam experiências limitrofes do corpo-humano e maquínico – e da linguagem.

Rrrrrrrrrr é um título-onomatopéia que faz referência ao som gutural, dificilmente pronunciável, que anuncia um momento disfuncional da linguagem e da perda de sentido. O ruído se torna aqui o ponto de conexão entre regimes heterogêneos – metal, borracha e carne -, a partir do qual as máquinas ganham a improdutividade do funcionamento ilógico, a fala não se pronuncia, os movimentos corporais são involuntários e a produção  de fluidos, automatizada.

Serviço:
Exposição: "Rrrrrrrrrr”,
individual de Gabriela Mureb
curadoria: Juliana Gontijo
Abertura: 3 de abril, das 19h às 22h
Visitação: 04/03 a 27/05/2017

Central Galeria
Vila Madalena: r. Mourato Coelho, 751, tels. (11) 2645-4480 e (11) 2613-0575
Seg. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h
http://www.centralgaleria.com

[ O Museu Inexistente No 1 ]

(São Paulo)
abertura: 25/03/2017 | 15h - 20h
até: 06/05/2017


O projeto “O Museu Inexistente No 1”, do artista Victor Leguy, concebido em parceria com o curador Gabriel Bogossian, propõe um museu fictício que reconta parte da história do Brasil sob uma nova perspectiva. Numa tentativa de descolonizar o olhar e ampliar nosso repertório visual sobre o patrimônio cultural brasileiro são exibidos fotografias, filmes, documentos e objetos que debatem o imaginário construído em torno do povo indígena Enawenê-Nawê. Através de displays museológicos repensados e discurso horizontal, mostra discute o papel do museu na atualidade.

Serviço:
“O Museu Inexistente No 1”, de Victor Leguy
Curadoria: Gabriel Bogossian
Abertura: 25 de março de 2017, das 15h às 20h
Visitação: 26/03/17 a 06/05/17

Encontro com artista, curador e convidados: 08/04, às 15h
Lançamento do catálogo: 06/05/2017, às 15h

Funarte São Paulo | Galeria Flavio de Carvalho
 Campos Elíseos: Al. Nothmann, 1.058, estação Santa Cecília do Metrô, tel. (11) 3662-5177. Seg. sex., 13h/18h; sáb. e dom., 15h/20h. www.funarte.gov.br

[ A Palavra Líquida ]

(Rio de Janeiro)
abertura: 14/3/2017 - 18h30
até: 16/4/2017

Fábio Carvalho | "Dos que partem, aos que ficam" e "Macho Toys"

Projeto “A Palavra Líquida” fala das questões de gênero por meio da arte

Fábio Carvalho (RJ), Diego Ciarlariello (SP) e Tales Frey (Portugal) participam da exposição “A Palavra Líquida”, que abre terça, dia 14 de março, 18:30h, na galeria Casa Rosa do Sesc Tijuca , Rio de Janeiro.

Cada vez mais, a linguagem literária não está apenas no papel: ela se molda nas artes visuais, em hipertextos, hiperlinks e é instrumento de criação em várias interfaces. Essa é a essência do projeto multilinguagem “A Palavra Líquida”, que no ano em que as discussões de gênero estão em evidência, trata deste tema mixando mesas literárias, exibições de filmes, peças de teatro, exibições de artes visuais e apresentações de dança e música. O Sesc Tijuca reservou a Casa Rosa, espaço que permite diferentes formatos culturais, para receber a programação de “A Palavra Líquida I Questões de Gênero”. Partindo da Literatura e se desdobrando com atividades no audiovisual, no teatro, na dança, na música e nas artes visuais, a terceira edição do “A Palavra Líquida” tem idealização e curadoria da equipe da Gerência de Cultura do Sesc.

Fábio Carvalho | "Macho Toy  (vermelho)"
Na exposição Fábio Carvalho apresentará 7 objetos e 6 colagens sobre tela da série Macho Toys (2009/2013), bem como 6 colagens sobre tela da série Dos que partem, aos que ficam (2010/2011). Na exposição A Palavra Líquida serão apresentados ainda peças da série "Macho Toys – publicações" feitas a partir de capas e propagandas de revistas antigas de fisiculturismo, que desde aquele tempo, até os nossos dias, agora em novas mídias e novos modelos de corpos, indicavam qual era o tipo mais perfeito e ideal para um "verdadeiro homem viril". Fábio Carvalho procura com seu trabalho questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, e nos lembrar que tudo aquilo que nos parece eterno e definitivo, como tudo na cultura humana, são na verdade resultado de acordos no tempo e espaço.

foto de Diego Ciarlariello.
Diego Ciarlariello apresentará a série Entre Gêneros; 17 fotografias de artistas que captam as particularidades de cada retratado, com fotos que dialogam com o meio em que os artistas vivem, sejam nas grandes metrópoles ou numa cidade pacata do interior. Mostram a força de cada um, destacando a coragem de existir e as transgressões em várias épocas.

foto de performance "F2M2M2F", de Tales Frey.

Tales Frey trará para a exposição o vídeo (TRA) VESTIR UM FA(C)TO, trabalho desenvolvido em parceira com Paulo Aureliano da Mata (Portugal/ SP). O vídeo expõe dois corpos masculinos e cada qual com dois tipos de fato de casamento: ora um fato considerado masculino ora um fato considerado feminino. Tales também realizará no dia a abertura a performance F2M2M2F. Dois corpos beijam suas próprias imagens refletidas em um único espelho de dupla face durante uma hora ininterruptamente, enquanto transitam pelo espaço.

SERVIÇO:
Exposição A Palavra Líquida (Questões de Gênero)
abertura dia 14/3/2017, 18h30
exposição até 16/4/2017
terça a domingo, 9h às 18h
local: Casa Rosa | SESC Tijuca
rua Barão de Mesquita, 539 | Tijuca | Rio de Janeiro | RJ
telefones (21) 3238-2139, 3238-2164, 3238-2439

exposição “Almofadinhas” | galeria GTO - Sesc Palladium | Belo Horizonte / MG

Três artistas homens provocam noções estereotipadas de gênero, afetividade e sexualidade em exposição de arte com bordados


Fábio Carvalho (RJ), Rick Rodrigues (ES) e Rodrigo Mogiz (MG) participam da exposição ALMOFADINHAS, de 17 de fevereiro a 26 de março de 2017, na galeria GTO do Sesc Palladium, Belo Horizonte. A exposição nasce do encontro de três artistas homens de gerações diferentes e localidades também distintas, que se dedicam a trabalhos no território do sensível e do delicado, tendo o bordado como um dos meios de produção de suas obras (mesmo que não exclusivamente).

Fábio Carvalho | Dor e Delícia

Os três artistas se apresentam pela primeira vez juntos depois de muitas conversas à distância, por meio das redes sociais, sobre as afinidades conceituais e imagéticas  de suas obras e como poderiam fazer algo coletivamente. A partir daí nasce o termo Almofadinhas, por meio da descoberta de um texto que relata a origem da expressão, que comumente ficou conhecida para designar pejorativamente homens ricos, muito bem arrumados, cheios de frescuras. É que em 1919, no auge da primeira República, em Petrópolis/RJ “rapazes elegantes e efeminados” se reuniram para definir quem era o melhor na arte de bordar e pintar almofadas trazidas da Europa especialmente para a ocasião. Tal episódio criou tanto alvoroço que acabou sendo criado este termo para designar talvez com um certo grau  de “revolta” o ócio e ousadia desses rapazes.

Os “Almofadinhas” deixaram para trás a praxe que determinava que os homens trajassem roupas escuras, ostentassem barbas e bigodes espessos, destacando sua virilidade, competência e um espírito de liderança nato, optando por roupas mais leves e de cores mais claras, personificando um novo homem do pós‐guerra, em harmonia com um crescente sentimento de “viver a vida intensamente” deste período.

Rick Rodrigues | Revoada

É a partir daí que nasce em Fabio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz o conceito “Almofadinhas” ou como melhor eles definem, a entidade “Almofadinhas”, que parte desta (ainda) surpresa de se ver homens que bordam, mas que se pesquisarmos mais a fundo, descobriremos que muitos homens estão ligados a esta atividade, que acabou sendo associada em nossa cultura ocidental patriarcal, ao trabalho artesanal feminino e doméstico. Dessa forma os três artistas provocam a tradição, trazendo o bordado uma vez mais para o campo da arte contemporânea, ampliando as discussões sobre questões de gênero, afetividade e sexualidade.

Os artistas apresentam cerca de 15 conjuntos de obras de diferentes momentos de suas trajetórias, além de trabalhos inéditos feitos especialmente para o projeto, que vão desde almofadas bordadas a trabalhos suspensos e de parede onde o têxtil está sempre presente em diversos formatos, apresentando figuras masculinas, pássaros, flores, armas de fogo, dentre outras iconografias.

Rodrigo Mogiz | Hurt Me

A curadoria é de Ricardo Resende, especialmente convidado para se juntar aos  “Almofadinhas”. Resende, que já foi diretor geral do Centro Cultural São Paulo, atualmente está no Museu do Bispo do Rosário no Rio de Janeiro, além de já ter realizado inúmeras e importantes curadorias e ter passado por outras instituições como o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Funarte e Centro Dragão do Mar, em Fortaleza. Trabalhou também com o Projeto Leonilson, que como Bispo é outro expoente e importante artista ligado às questões do bordado na arte contemporânea brasileira.

No período final da exposição estão previstos o lançamento do catálogo da exposição Almofadinhas, com um bate papo com os artistas e o curador, no dia 22 de março, 19h, além de uma oficina de bordado só com homens, no dia 24 de março, a partir de 15h.

http://almofadinhasbr.blogspot.com.br

SERVIÇO:
Exposição ALMOFADINHAS
galeria GTO - Sesc Palladium
Av. Augusto de Lima, 420, Centro– Belo Horizonte
telefone (31) 3270-8100
abertura dia 16 de Fevereiro, 19:30 h
funcionamento da galeria: terça-feira a domingo, das 9h às 21h
período de exposição: 17 de Fevereiro a 26 de Março


[ Paisagens Invisíveis ]

(São Paulo)

abertura: 17/12/2016
até: 29/01/2017


A parte externa do prédio do MuBE, vista da avenida Europa, é uma praça que está plenamente integrada com a paisagem de um bairro que é um jardim.

Mas o espaço interno, no subsolo, é inacessível ao olhar de quem passa na rua. Paisagens Invisíveis é uma exposição de arte sonora que chama atenção para aspectos da paisagens que vão além da visibilidade. A área expositiva interna está completamente vazia de objetos, mas ocupada por sons.
Três núcleos estruturam a exposição: 1. Ruídos e Natureza, que traz sons produzidos a partir de elementos naturais e vibrações irregulares. 2. Paisagens narrativas, com monólogos e diálogos captados na cidade. 3. Paisagens eletrônicas, que traz sons de amplitudes e frequências diversas produzidos digitalmente, por computadores ou traquitanas artificiais.

Onze autores ativam os espaços expositivos com ondas sonoras que ecoam no concreto e exploram sensações de volume e localização espacial. É da relação entre a música, o rádio e as artes visuais, em contato com a arquitetura, que a arte sonora se constitui e expande o campo de possibilidades de atuação do artista. O público é convidado a percorrer o museu seguindo luzes e sons que indicam o trajeto. O aparelho auditivo, responsável por um dos sentidos que geralmente não é o protagonista das exposições de arte, está no centro da experiência.

A mostra aguça a percepção dos visitantes em relação ao seu entorno e contribui para expandir a noção de escultura. Ao exigir a escuta, Paisagens Invisíveis revela possibilidades de compreensão do modo como som ocupa e se relaciona com o espaço tridimensional.

Você também quer sair dessa vida sem sentido?

As peças de Antônio Ewbank, Chico Togni e Edu Marin ocupam parte significativa da área expositiva externa do MuBE. Elas se integram ao ambiente da praça, local de lazer, e se relacionam com toda a paisagem ao redor.

Uma grande pedra, feita predominantemente de materiais orgânicos, madeira e papel, é um área de descanso e repouso. É como se esse trabalho tridimensional se aproximasse do tradicional jardim de pedras japonês. No jardim zen a pedra está relacionada a montanha, lugar de meditação e abertura da mente e do corpo para outros estados e condições espirituais.

Em Você também quer sair dessa vida sem sentido? é no topo da pedra que está armazenada a água que alimenta os chuveiros sobre os deques. Em pleno verão paulistano, os visitantes podem refrescar seus corpos, relaxar e contemplar a paisagem. Quatro arquibancadas também compõe o conjunto das peças. Geralmente destinada para que o público se acomode e assista algum evento, ela aqui é o próprio evento. Ao incorporar a funcionalidade as peças tencionam a relação entre arte e design.

O título do trabalho, em vez de buscar uma resposta universal, formula uma pergunta. Ele aborda o sentido da vida, questionamento que tanto a filosofia como a religião, ao longo de toda existência humana, se colocaram. Sem pretender criar algum dogma ou se aproximar da autoajuda, o trabalho constrói um espaço para uma reflexão que não é só da mente, mas também do corpo em relação ao espaço, a arquitetura e a paisagem urbana.